sexta-feira, 20 de maio de 2011

Comissão de segurança aponta bons resultados em medidas já adotadas e avalia novas propostas na UFMS

Na segunda-feira (09/05/2011), a Comissão de Segurança instituída pela administração da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) se reuniu na sala de atos da reitoria para apresentação de medidas que já foram tomadas e de propostas para melhorias da segurança na Instituição.

O Gerente de Serviços Gerais, professor Jair Sartorello, relatou que em cinco pontos identificados como críticos há segurança das 6h às 24h. São eles: entrada principal; entrada da unidade 6 (shopping); acesso que liga o Morenão ao CCHS e demais centros (região da "figueira"); rotatória do Moreninho; e região dos Departamentos de Química, de Economia e Administração (DEA), Biotério e Lago do Amor.

Segundo o professor, também foram efetuadas melhorias no sistema de iluminação na região das piscinas, Restaurante Universitário e avenidas e está sendo providenciado o fechamento, com tela, entre o Biotério (localizado no DEA) e o início da ponte de acesso ao teatro Glauce Rocha. Neste local também há dois vigilantes, um atuando em cada extremidade. Foi destacado também um vigilante para atuar das 18h às 24h em frente à Faculdade de Medicina. 

Além disso, foi determinado o fechamento da passarela de acesso entre o CCBS e NHU e reforçada a disponibilização do ônibus para translado dos acadêmicos da Biblioteca Central ao Departamento de Química/DEA. O ônibus realiza viagens com partidas de hora em hora de cada ponto. A primeira saída da Biblioteca acontece às 6h45 e a última viagem do Departamento de Química à Biblioteca é realizada às 23h15min. Desde o dia 9 o translado foi estendido até a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FAMEZ). "Essa medida foi aprovada por acadêmicos e é importante ressaltar que para ter acesso ao ônibus, o estudante deve se identificar", explica o professor Jair.

  Hoje, de acordo com o presidente da Comissão, professor Rogério Mayer, foram apresentadas propostas que visam à contribuição na elaboração do plano e que devem ser discutidas amplamente com a comunidade acadêmica para serem levadas à avaliação da administração superior. "O Núcleo de Informática (NIN) está desenvolvendo um sistema que tem como suporte a ferramenta Google Maps e que deve facilitar o relato e denúncia de ocorrências no câmpus. Essa ferramenta tem como objetivo proporcionar informações confiáveis e objetivas, facilitando também a percepção da sensação de segurança", relata. Ele também disse que está sendo estudada a possibilidade de efetivação de um convênio com as polícias Civil e Militar para promoção de um policiamento mais ostensivo, a exemplo do que já ocorre em outras instituições de ensino superior.

Mayer também destacou duas propostas que serão apresentadas para discussão e que incluem a elaboração de um projeto arquitetônico para construção de guaritas nas entradas principais e outro que contempla o monitoramento de pontos sensíveis por meio de câmeras. "Para a próxima reunião, já agendada para o dia 23 de maio, às 9 horas, devem ser apresentados os pontos sensíveis destacados pelo setor de vigilância em comum acordo com o Diretório Central de Estudantes", pontua o presidente da Comissão.

O professor Rogério destacou também a contribuição de autoridades da área de segurança pública que têm colaborado com os trabalhos da Comissão de forma voluntária, como o procurador Felipe Fritz Braga do Ministério Público Federal e do professor da Faculdade de Direito e delegado de polícia civil Fernando Lopes. Participaram também da reunião a Pró-Reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças, professora Marize Therezinha Lopes Peres, o Pró-Reitor de Administração, professor Julio César Gonçalves e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE). "Há um esforço conjunto da administração da UFMS, comunidade acadêmica e autoridades para que seja elaborado um novo projeto de segurança que contemple melhorias, buscando a eficiência e eficácia", finaliza Mayer.

Enviado por: Mozarte - UFRGS

Representantes da comunidade acadêmica discutem medidas de segurança na UFPA

Um grupo formado por representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), comissões de formatura e da segurança do Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) vai passar a acompanhar, desde o planejamento até o encerramento, as festas promovidas no Espaço Recreativo do Vadião, localizado no Campus da Universidade, no bairro Guamá, em Belém. A proposta foi feita pelo reitor Carlos Maneschy nesta quarta-feira, 4, em reunião com representantes da Administração Superior, docentes, técnicos e representantes do DCE, no auditório da Secretaria Geral da Reitoria. A ação começa a valer de imediato.

O encontro foi solicitado pelo DCE e teve como pauta a questão da segurança do Campus Universitário do Guamá, principalmente nos dias de festas, que acontecem às quintas e sextas-feiras.

Entre as medidas que ficaram definidas, estão o reforço no aparato de segurança nesses dois dias, a proibição de aparelhagens de som e a criação de uma comissão composta por representantes do DCE a qual atue em conjunto com a administração do Campus nas ações de segurança. “A reunião não era deliberativa, era apenas uma conversa, mas, ainda assim, conseguimos estabelecer algumas ações objetivas e práticas que vão ajudar a melhorar o problema da insegurança na Universidade”, afirmou o reitor da UFPA, Carlos Maneschy, ressaltando que as medidas de segurança devem ser pensadas “como um compromisso e uma responsabilidade de todos, e não apenas da Administração Superior, porque é um problema que atormenta toda a comunidade acadêmica.”

O diretor de Interiorização do DCE, Rodrigo Queiroz, também considerou a reunião positiva. “Agora, a comissão vai estar mais próxima para intervir na melhoria da utilização dos espaços. Vamos verificar de que forma a gente pode trabalhar não só a segurança dentro do Campus, mas também fora dele.”

Outro encaminhamento da reunião foi a construção de um plano de segurança permanente para o Campus, o qual deverá ser discutido entre os representantes do movimento estudantil e a direção da segurança da Universidade.

Também participaram do encontro os pró-reitores de Planejamento (Proplan), Erick Pedreira; de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), Emmanuel Tourinho; de Extensão (Proex), Fernando Arthur Neves; de Administração, Edson Ortiz, além do diretor de Segurança, Paulo Sette Câmara Filho; e da diretora geral da Adufpa, professora Rosimê Meguins.

Texto: Ericka Pinto – Assessoria de Comunicação da UFPA

Enviado por: Mozarte - UFRGS

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Após morte de aluno, reitoria da USP vai discutir segurança com alunos

Werther Santana/AE
"Protesto dos estudantes no início da manhã "

SÃO PAULO - Após o assassinato na quarta-feira do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), o chefe de gabinete da reitoria da USP, Alberto Carlos Amadio, recebeu alunos que protestaram esta manhã no câmpus, exigindo mais segurança. Amadio se comprometeu a formar uma comissão para discutir o assunto com os integrantes do Centro Acadêmico da FEA no início da tarde.

Aluno do 5º ano de Ciências Atuariais, Felipe foi baleado na cabeça por volta das 21h40, depois de assistir a uma aula de contabilidade. O diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, disse na manhã desta quinta-feira que o câmpus, localizado no Butantã, zona oeste, é 'inseguro'. 'Ele é muito grande, (tem) muitas árvores, muito espaço. Então é facilitador de todo tipo de ação de bandidos', afirmou, em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil. Segundo Guerreiro, a reitoria está consciente do problema e planeja ações para melhorar as condições de segurança na Cidade Universitária. Sobre a Guarda Universitária, o diretor disse que ela tem dificuldades para lidar com os recentes casos de violência dentro do câmpus. 'É difícil coibir. Tem acontecido muita coisa no câmpus. A reitoria estabeleceu uma comissão de segurança e teremos de ter ações mais concretas.'

O assassinato de Felipe mobilizou os alunos da FEA já na noite de ontem, quando o Centro Acadêmico convocou uma manifestação para as 7h15 de hoje, diante da faculdade, que atraiu cerca de 500 estudantes. A maioria deles vestia preto. Uma carta aberta foi distribuída entre os participantes do protesto. Um dos trechos do texto dizia: 'A perda de nosso colega escancara de maneira lamentável a necessidade de se debater a segurança no cotidiano universitário.'

No texto, assinado pelo CA, os alunos sugerem formas de enfrentar os sucessivos casos de violência na Cidade Universitária. Eles sugerem a melhoria da iluminação em todo o câmpus e a colocação de vigilantes nos perímetros da unidades. 'Agiremos para que a dor que hoje sentimos altere a forma como a questão da segurança é tratada', diz a carta.

'Estamos revoltados com a questão da segurança na USP. Já houve seguidos casos de sequestro relâmpago e agora chega ao ponto de um aluno da FEA ser assassinado no estacionamento da faculdade', afirmou a diretora-presidente do CA, Maíra Madrid, de 21 anos, aluna do 4º ano de Economia.

Projeto de segurança da FEA-USP estará completo até agosto, diz diretor

Reinaldo Guerreiro diz que falha em segurança é conhecida e medidas estão sendo tomadas. Ontem, estudante morreu assassinado.
Carol Garcia, iG São Paulo

O diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Reinaldo Guerreiro, afirmou nesta quinta-feira que já é conhecida a falha da segurança da universidade e que providências estão sendo tomadas desde o início deste ano. Na noite de quarta-feira, o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto com um tiro na cabeça no estacionamento do campus Butantã, na zona oeste da capital paulista.

Guerreiro afirma em entrevista ao iG que todo o projeto de segurança para a principal unidade do edifício da FEA conta com várias etapas de implantação. A primeira estapa foi concluída este mês com a instalação de mais de 150 câmeras de vigilância em corredores e salas de aula.

Guerreiro reconhece, no entanto, que tais câmeras não auxiliam o aluno na parte mais perigosa do dia, o retorno pra casa. "Além das câmeras, até o final de agosto, teremos fortalecido a iluminação externa até os estacionamentos. A iluminação atual não tem sido suficiente diante do grande número de árvores no campus."

Outra etapa do projeto é a implantação de catracas nas unidades que atendem mais de 3.500 alunos. Para Guerreiro, tal medida seria de extrema importância para gerenciar a circulação de pessoas no local.

"Hoje em qualquer prédio comercial tem esse tipo de segurança, nada mais justo criarmos o nosso tão rígido quanto (esse)."
Segundo o diretor, a reitoria da universidade tem direcionado forças para a segurança, como a criação de uma coordenadoria especilizada e a discussão da eficiência da guarda universitária, que atualmente é responsável pela segurança patrimonial da instituição.

"Estamos com um modelo de segurança que precisa ser revisto. Precisamos entender que estamos tratando de uma cidade que não tem polícia", defende. Sem rodeios, o diretor se posiciona favoravelmente à ideia de que a PolÍcia Militar se responsabilize pela segurança da universidade.

"Quem tem poder de prender e atuar é a Policia Militar. Não adianta inventar uma força que não tenha poder nenhum. A guarda universitária é um meio de suprir, mas ela não tem condições de fazer mais que isso, nem arma ela tem", conclui.

"HÁ UM PROBLEMA CONCRETO DE SEGURANÇA NO CAMPUS" DIZ DIRETOR DA FEA

O diretor da FEA-USP, Reinaldo Guerreiro, disse na manhã desta quinta-feira que o câmpus da universidade no Butantã, na zona oeste da capital, é “inseguro”. “Ele é muito grande, (tem) muitas árvores, muito espaço. Então é facilitador de todo tipo de ação de bandidos”, afirmou em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil.
Ontem à noite, um aluno da FEA foi assassinado com um tiro na cabeça no estacionamento da faculdade. Para protestar contra a falta de segurança no câmpus, o Centro Acadêmico realiza manifestações hoje de manhã e também à noite. Uma comissão de estudantes já foi recebida na reitoria.
Segundo Guerreiro, a reitoria está consciente do problema e planeja ações para melhorar as condições de segurança na Cidade Universitária. Sobre a Guarda Universitária, o diretor disse que ela tem dificuldades para lidar com os recentes casos de violência dentro do câmpus. “É difícil coibir. Tem acontecido muita coisa no câmpus. A reitoria estabeleceu uma comissão de segurança e teremos de ter ações mais concretas.”
Por: ESTADÃO

Polícia não foi avisada a tempo de bloquear entradas, quando jovem de 24 anos foi baleado na cabeça.


A Polícia Militar estava no campus da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste da capital paulista, no momento em que o estudante Felipe Ramos de Paiva foi morto, na noite desta quarta-feira (18), mas não foi comunicada a tempo para bloquear as três entradas do campus. “Acredito que foi a falta de comunicação dos vigilantes porque a Polícia Militar se encontrava aqui fazendo bloqueio e a informação não chegou”, disse o capitão Mauro Maia, da PM.


Felipe, de 24 anos, foi baleado com um tiro na cabeça em um estacionamento do campus. Segundo a Polícia Civil, uma testemunha disse que a vítima tirou dinheiro em um caixa eletrônico dentro da própria universidade e foi perseguido até o carro dele, um Passat blindado. O rapaz tentou entrar no veículo, mas foi atingido por um revólver calibre 380, de acordo com a polícia.

Aparentemente, nenhum objeto de valor foi roubado da vítima, mas a polícia investiga a possibilidade de uma tentativa de assalto ou homicídio praticado por alguém do convívio do rapaz.

Segundo o capitão Maia, da PM, um segurança da universidade também teria ouvido o disparo e visto uma pessoa correndo perto do local do crime. A polícia constatou ainda que a maçaneta da porta do carro do jovem foi danificada.

O pai do estudante, Ocimar Paiva, disse que o jovem já havia sido assaltado outras duas vezes dentro do ônibus e, por isso, teria comprado o carro blindado. "Eu falava para ele tomar cuidado, havia muito assalto pela região. Mas ele dizia que 'não, não tem problema'", contou o pai.

"Meu filho era um menino muito bom, gostava muito de estudar e trabalhar. Era um filho carinhoso em casa, tranquilo, não gostava de ir para a balada. O negócio dele era trabalhar, estudar e curtir a namorada", disse a mãe de Felipe, Zélia Ramos.

Segundo a família do rapaz, ele pretendia se casar após terminar a faculdade. Felipe tinha acabado de tirar passaporte internacional, e planejava viajar a lazer em breve, de acordo com a mãe do jovem.

A assessoria de imprensa da universidade confirmou a morte do rapaz pouco antes das 23h. O crime ocorreu em frente ao prédio da Faculdade de Economia e Administração (FEA). O rapaz cursava o 5º de Ciências Atuariais, no mesmo complexo.

O caso foi registrado no 91º Distrito Policial, mas as investigações estão a cargo do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).


Do Site G1-SP
Enviado por: Renato - UFRRJ

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Aluno é baleado na cabeça dentro do estacionamento da FEA-USP

Segundo informações preliminares da Guarda Universitária, vítima teria falecido no local

Pedro da Rocha, do estadão.com.br
SÃO PAULO - Um aluno foi baleado na cabeça no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), por volta das 22 horas desta quarta-feira, 18.
Segundo informações preliminares da Guarda Universitária, a vítima teria falecido no local, após uma suposta tentativa de assalto. O caso deve ser encaminhado ao 93º Distrito Policial, no Jaguaré.


Alunos da USP farão paralisação após morte em campus

O Centro Acadêmico da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo programou para esta quinta-feira, a partir das 7h, em frente ao prédio da faculdade, um protesto contra a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, 24 anos, na noite de quarta-feira na Cidade Universitária.


De acordo com o diretor de comunicação do CA, Antonio Ravioli, o objetivo é efetuar uma paralisação das aulas nos períodos da manhã e da noite, como forma de luto pela morte do colega e para pedir mais segurança no campus.


"(a morte) é um problema recorrente que estamos sofrendo em decorrência da falta de segurança", afirma o jovem de 20 anos, que frequenta o curso de Economia. Ele estava tendo aula quando ocorreu o crime. "Todo mundo ficou preocupado, assustado, porque é algo mais grave do que o que vinha acontecendo", disse. Ele afirma ter notícia da ocorrência de pelo menos seis sequestros relâmpagos dentro do campus nos últimos dois meses.


Ravioli argumenta que a melhoria no sistema de iluminação local poderia contribuir para o aumento da segurança, e que esta é uma reivindicação bastante antiga. "Acho que falta pró-atividade da reitoria", reclama.


O caso


Um aluno da USP morreu nesta quarta-feira na Cidade Universitára após ser baleado na cabeça, por volta das 22h. Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, estava no 5º ano do curso de ciências atuariais.


Um vigia disse ter ouvido tiros e visto um visto um homem suspeito deixar o estacionamento da Faculdade de Administração e Economia.


A vítima foi encontrada caída próxima ao seu carro, um Passat preto, que tinha a porta aberta.