sexta-feira, 20 de maio de 2011

Reunião do GT Segurança Assufrgs com o Ministério da Justiça em POA

Companheiros, na quinta-feira, 19/05/2011, ocorreu reunião do GT segurança AssufrgS e CUT com o Sr. Alberto Kopittke, Diretor do Departamento de Políticas, Programas e Projetos do SENASP MJ.


 A reunião foi agendada pela companheira Maria Eunice, quando esteve em Brasília, em uma atividade com o apoio da CUT RS.

 Estivemos na reunião com o objetivo de solicitar ao Sr Alberto Kopittke, que foi coordenador da Guarda Municipal da Canoas-RS (região metropolitana de Porto Alegre), apoio para a inclusão dos vigilantes das IFES e IFETS no programa de capacitação do PRONASCI.

 Entregamos diversos documentos para ele juntamente com várias ocorrências geradas dentro das IFES e IFETS, além, claro, do número do protocolo dos documentos que já havíamos entregado no MJ.
 Solicitamos a ele a possibilidade de enviar um projeto para o MJ analisar, para realizarmos um mapeamento da segurança das IFES e IFETS.
 O Sr. Alberto Kopittke nos informou que a plataforma para os cursos de capacitação dos vigilantes o MJ tem, só que teria que estudar quais os cursos que teríamos direito, para isso ele ira se reunir com a diretora do DEPAID - Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública - Sra. Isabel Figueiredo, pois ela é que vai informar se tem algum impedimento e depois retorna com o resultado.

 Sobre o projeto para mapear a segurança das IFES e IFETS, o MJ pode se reunir com o MEC, pois informei para ele que nós do GT Segurança Nacional concluímos um plano de política de segurança para as IFES e IFETS que se encontra com a FASUBRA, o Sr. Alberto então falou que vai procurar saber como o MJ poderá solicitar ao MEC este plano, para então provocar uma discussão sobre a segurança nas IFES e IFETS.

 Paritciparam da reinião pelo GT Segurança AssufrgS: Alexandre Gonçalves e Mozarte Simões.

Abraços de um viglante do sul do pais.
 Mozarte Simões - UFRGS

Anexo:

Sr: Alberto Kopittke

Diretor do Departamento de Políticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP

Assunto: Inclusão dos vigilantes concursados das IFES e IFETS no PRONASCI.

A insegurança da população brasileira está se tornando insuportável, com o aumento da criminalidade em todas as camadas da sociedade, são muitos os fatores que contribuem para esta sensação de insegurança, mas o MJ tem se desdobrado para minimizar este efeito nefasto com a população brasileira através de inúmeros convênios com os governos Federal, estaduais e municipais e um deles é o PRONASCI.   

Nas Universidades Federais não é diferente, com o aumento da comunidade universitária através do REUNE e PROUNE esta população vai dobrar para citar dois exemplos, na UFRGS, em Porto Alegre R/S, nos três turnos de aulas circulam nos seus campi cerca de 40 mil pessoas isto vai dobrar o contingente e cerca de 10 mil veículos,  na UFRJ circulam mais de 60 mil pessoas vai passar para 120 mil pessoas isto é população maior que muitas cidades do interior do Brasil, e como população de cidades temos problemas de cidades, e um deles é a segurança desta comunidade, como prestar segurança de qualidade para a comunidade universitária.
        
          Com o aumento da criminalidade dentro dos campi, o grau de periculosidade das ocorrências, contra o patrimônio publico e privado, costumes, paz pública, contra a administração pública, liberdade individual, contra pessoa algumas em anexo, muitas com o risco de morte e são enfrentadas diuturnamente pelos vigilantes concursados das Universidades Federais.
         
          Realizar segurança dentro de um ambiente acadêmico, principalmente sendo este em uma Instituição Federal de Ensino Superior é diferente das apresentadas para a sociedade pelos órgãos policiais, devido a atividade fim que é a formação que é o ensino pesquisa e extensão conforme CF 88 , tem que ser mais uma segurança pedagógica.

Com o avanço da criminalidade adentrou aos muros formadores dos futuros médicos, cientistas, juristas, etc. torna imprescindível que os agentes de vigilância das IFES e IFETS realizem cursos periódicos de capacitação principalmente ao considerarmos todas as atribuições e atividades do cargo no qual estão investidos C.B.O. e lei 11091/2005 PCCTAE Plano de Cargos e Carreira dos Técnicos Administrativos em Educação nos seus ambientes organizacionais como consta do oficio número 15 de 2005 do MEC, todos documentos em anexo, nos dá muitas atribuições quase como uma policia total só faltando elaborar inquérito e remeter a justiça.
Em audiência com ex-ministro da Justiça Tarço Genro, em outubro de 2009 em Porto Alegre R/S, (documento anexo) o Ministro nos informou que poderia incluir estes trabalhadores na página do PRONASCI, para assim se qualificarem ainda mais e prestar uma segurança cada vez mais eficiente para a comunidade universitária
O PRONASCI realiza muitos cursos de capacitação na área da segurança pública, mas os vigilantes federais das IFES e IFETS ainda não foram contemplados com o direito de participar destes, pois não estão inclusos na página.
Portanto por sugestão do senhor Ricardo Brisolla Belestreri quando em reunião com o GT Segurança Nacional no Ministério da Justiça em novembro de 2009 para protocolarmos estes documentos (número do protocolo em anexo), para que o Ministério da Justiça analise a possibilidade destes trabalhadores públicos federais concursados serem incluídos no PRONASCI e assim se beneficiarem com a capacitação de cursos específico na área da segurança.

Estamos nós do GT Segurança da ASSUFRGS representando os mais de 7 mil vigilantes concursados das IFES e IFETS solicitando através deste documento e todos estes documentos (em anexo) que provam que trabalhamos com segurança pública, e já provamos as nossas atividades em audiência pública na Comissão de Educação e Cultura do senado federal em agosto de 2009, como na pirâmide de Maslow segurança é a segunda necessidade do ser humano, estamos solicitando o apoio de vossa senhoria para que o cargo de vigilante orgânico das IFES e IFETS seja contemplado com os benefícios da capacitação e convênios do MJ através do programa do PRONASCI.

Conheça um pouco mais do nosso trabalho visite o blog do GT Segurança Nacional da Fasubra endereço WWW.gtsegurancafasubra.blogspot.com

Mozarte Simões da Costa Junior.
Coordenador de esporte cultura e lazer da AssufrgS.
Coordenador do GT Segurança AssufrgS.
Representante dos seguranças das universidades federais da região sul PR SC e RS.
Membro do GT Segurança Nacional da FASUBRA em Brasília.
E-mail mscj@pop.com.br - Tel (51) 96561745 30615075

Estudante é estuprada em campus da Universidade Federal do Acre

Uma aluna de 19 anos da Universidade Federal do Acre (Ufac) foi estuprada no começo da noite desta quinta-feira (19) no campus de Rio Branco, capital do Estado.

Segundo informações postadas pelos estudantes no site da Ufac, a vítima é aluna do curso de Enfermagem. Ela aguardava o ônibus quando foi abordada por um homem armado e obrigada a entrar no carro. Levada a uma outra parte da campus, acabou espancada e estuprada.

Após ser abandonada pelo criminoso, a moça pediu socorro a duas funcionárias. A polícia esteve no campus, mas ninguém foi preso.

Pelo Twitter, os alunos da Enfermagem organizam para esta sexta-feira um protesto pela falta de segurança na universidade. Em várias mensagens, eles comparam o caso do aluno morto na USP durante uma tentativa de roubo nesta semana com a qualidade dos vigias que atuam no local.


A reportagem procurou a UFCA, mas não obteve retorno da ligação.


Matéria: FOLHA.COM

Comissão de segurança aponta bons resultados em medidas já adotadas e avalia novas propostas na UFMS

Na segunda-feira (09/05/2011), a Comissão de Segurança instituída pela administração da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) se reuniu na sala de atos da reitoria para apresentação de medidas que já foram tomadas e de propostas para melhorias da segurança na Instituição.

O Gerente de Serviços Gerais, professor Jair Sartorello, relatou que em cinco pontos identificados como críticos há segurança das 6h às 24h. São eles: entrada principal; entrada da unidade 6 (shopping); acesso que liga o Morenão ao CCHS e demais centros (região da "figueira"); rotatória do Moreninho; e região dos Departamentos de Química, de Economia e Administração (DEA), Biotério e Lago do Amor.

Segundo o professor, também foram efetuadas melhorias no sistema de iluminação na região das piscinas, Restaurante Universitário e avenidas e está sendo providenciado o fechamento, com tela, entre o Biotério (localizado no DEA) e o início da ponte de acesso ao teatro Glauce Rocha. Neste local também há dois vigilantes, um atuando em cada extremidade. Foi destacado também um vigilante para atuar das 18h às 24h em frente à Faculdade de Medicina. 

Além disso, foi determinado o fechamento da passarela de acesso entre o CCBS e NHU e reforçada a disponibilização do ônibus para translado dos acadêmicos da Biblioteca Central ao Departamento de Química/DEA. O ônibus realiza viagens com partidas de hora em hora de cada ponto. A primeira saída da Biblioteca acontece às 6h45 e a última viagem do Departamento de Química à Biblioteca é realizada às 23h15min. Desde o dia 9 o translado foi estendido até a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FAMEZ). "Essa medida foi aprovada por acadêmicos e é importante ressaltar que para ter acesso ao ônibus, o estudante deve se identificar", explica o professor Jair.

  Hoje, de acordo com o presidente da Comissão, professor Rogério Mayer, foram apresentadas propostas que visam à contribuição na elaboração do plano e que devem ser discutidas amplamente com a comunidade acadêmica para serem levadas à avaliação da administração superior. "O Núcleo de Informática (NIN) está desenvolvendo um sistema que tem como suporte a ferramenta Google Maps e que deve facilitar o relato e denúncia de ocorrências no câmpus. Essa ferramenta tem como objetivo proporcionar informações confiáveis e objetivas, facilitando também a percepção da sensação de segurança", relata. Ele também disse que está sendo estudada a possibilidade de efetivação de um convênio com as polícias Civil e Militar para promoção de um policiamento mais ostensivo, a exemplo do que já ocorre em outras instituições de ensino superior.

Mayer também destacou duas propostas que serão apresentadas para discussão e que incluem a elaboração de um projeto arquitetônico para construção de guaritas nas entradas principais e outro que contempla o monitoramento de pontos sensíveis por meio de câmeras. "Para a próxima reunião, já agendada para o dia 23 de maio, às 9 horas, devem ser apresentados os pontos sensíveis destacados pelo setor de vigilância em comum acordo com o Diretório Central de Estudantes", pontua o presidente da Comissão.

O professor Rogério destacou também a contribuição de autoridades da área de segurança pública que têm colaborado com os trabalhos da Comissão de forma voluntária, como o procurador Felipe Fritz Braga do Ministério Público Federal e do professor da Faculdade de Direito e delegado de polícia civil Fernando Lopes. Participaram também da reunião a Pró-Reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças, professora Marize Therezinha Lopes Peres, o Pró-Reitor de Administração, professor Julio César Gonçalves e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE). "Há um esforço conjunto da administração da UFMS, comunidade acadêmica e autoridades para que seja elaborado um novo projeto de segurança que contemple melhorias, buscando a eficiência e eficácia", finaliza Mayer.

Enviado por: Mozarte - UFRGS

Representantes da comunidade acadêmica discutem medidas de segurança na UFPA

Um grupo formado por representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE), comissões de formatura e da segurança do Campus da Universidade Federal do Pará (UFPA) vai passar a acompanhar, desde o planejamento até o encerramento, as festas promovidas no Espaço Recreativo do Vadião, localizado no Campus da Universidade, no bairro Guamá, em Belém. A proposta foi feita pelo reitor Carlos Maneschy nesta quarta-feira, 4, em reunião com representantes da Administração Superior, docentes, técnicos e representantes do DCE, no auditório da Secretaria Geral da Reitoria. A ação começa a valer de imediato.

O encontro foi solicitado pelo DCE e teve como pauta a questão da segurança do Campus Universitário do Guamá, principalmente nos dias de festas, que acontecem às quintas e sextas-feiras.

Entre as medidas que ficaram definidas, estão o reforço no aparato de segurança nesses dois dias, a proibição de aparelhagens de som e a criação de uma comissão composta por representantes do DCE a qual atue em conjunto com a administração do Campus nas ações de segurança. “A reunião não era deliberativa, era apenas uma conversa, mas, ainda assim, conseguimos estabelecer algumas ações objetivas e práticas que vão ajudar a melhorar o problema da insegurança na Universidade”, afirmou o reitor da UFPA, Carlos Maneschy, ressaltando que as medidas de segurança devem ser pensadas “como um compromisso e uma responsabilidade de todos, e não apenas da Administração Superior, porque é um problema que atormenta toda a comunidade acadêmica.”

O diretor de Interiorização do DCE, Rodrigo Queiroz, também considerou a reunião positiva. “Agora, a comissão vai estar mais próxima para intervir na melhoria da utilização dos espaços. Vamos verificar de que forma a gente pode trabalhar não só a segurança dentro do Campus, mas também fora dele.”

Outro encaminhamento da reunião foi a construção de um plano de segurança permanente para o Campus, o qual deverá ser discutido entre os representantes do movimento estudantil e a direção da segurança da Universidade.

Também participaram do encontro os pró-reitores de Planejamento (Proplan), Erick Pedreira; de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp), Emmanuel Tourinho; de Extensão (Proex), Fernando Arthur Neves; de Administração, Edson Ortiz, além do diretor de Segurança, Paulo Sette Câmara Filho; e da diretora geral da Adufpa, professora Rosimê Meguins.

Texto: Ericka Pinto – Assessoria de Comunicação da UFPA

Enviado por: Mozarte - UFRGS

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Após morte de aluno, reitoria da USP vai discutir segurança com alunos

Werther Santana/AE
"Protesto dos estudantes no início da manhã "

SÃO PAULO - Após o assassinato na quarta-feira do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), o chefe de gabinete da reitoria da USP, Alberto Carlos Amadio, recebeu alunos que protestaram esta manhã no câmpus, exigindo mais segurança. Amadio se comprometeu a formar uma comissão para discutir o assunto com os integrantes do Centro Acadêmico da FEA no início da tarde.

Aluno do 5º ano de Ciências Atuariais, Felipe foi baleado na cabeça por volta das 21h40, depois de assistir a uma aula de contabilidade. O diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, disse na manhã desta quinta-feira que o câmpus, localizado no Butantã, zona oeste, é 'inseguro'. 'Ele é muito grande, (tem) muitas árvores, muito espaço. Então é facilitador de todo tipo de ação de bandidos', afirmou, em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil. Segundo Guerreiro, a reitoria está consciente do problema e planeja ações para melhorar as condições de segurança na Cidade Universitária. Sobre a Guarda Universitária, o diretor disse que ela tem dificuldades para lidar com os recentes casos de violência dentro do câmpus. 'É difícil coibir. Tem acontecido muita coisa no câmpus. A reitoria estabeleceu uma comissão de segurança e teremos de ter ações mais concretas.'

O assassinato de Felipe mobilizou os alunos da FEA já na noite de ontem, quando o Centro Acadêmico convocou uma manifestação para as 7h15 de hoje, diante da faculdade, que atraiu cerca de 500 estudantes. A maioria deles vestia preto. Uma carta aberta foi distribuída entre os participantes do protesto. Um dos trechos do texto dizia: 'A perda de nosso colega escancara de maneira lamentável a necessidade de se debater a segurança no cotidiano universitário.'

No texto, assinado pelo CA, os alunos sugerem formas de enfrentar os sucessivos casos de violência na Cidade Universitária. Eles sugerem a melhoria da iluminação em todo o câmpus e a colocação de vigilantes nos perímetros da unidades. 'Agiremos para que a dor que hoje sentimos altere a forma como a questão da segurança é tratada', diz a carta.

'Estamos revoltados com a questão da segurança na USP. Já houve seguidos casos de sequestro relâmpago e agora chega ao ponto de um aluno da FEA ser assassinado no estacionamento da faculdade', afirmou a diretora-presidente do CA, Maíra Madrid, de 21 anos, aluna do 4º ano de Economia.

Projeto de segurança da FEA-USP estará completo até agosto, diz diretor

Reinaldo Guerreiro diz que falha em segurança é conhecida e medidas estão sendo tomadas. Ontem, estudante morreu assassinado.
Carol Garcia, iG São Paulo

O diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Reinaldo Guerreiro, afirmou nesta quinta-feira que já é conhecida a falha da segurança da universidade e que providências estão sendo tomadas desde o início deste ano. Na noite de quarta-feira, o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto com um tiro na cabeça no estacionamento do campus Butantã, na zona oeste da capital paulista.

Guerreiro afirma em entrevista ao iG que todo o projeto de segurança para a principal unidade do edifício da FEA conta com várias etapas de implantação. A primeira estapa foi concluída este mês com a instalação de mais de 150 câmeras de vigilância em corredores e salas de aula.

Guerreiro reconhece, no entanto, que tais câmeras não auxiliam o aluno na parte mais perigosa do dia, o retorno pra casa. "Além das câmeras, até o final de agosto, teremos fortalecido a iluminação externa até os estacionamentos. A iluminação atual não tem sido suficiente diante do grande número de árvores no campus."

Outra etapa do projeto é a implantação de catracas nas unidades que atendem mais de 3.500 alunos. Para Guerreiro, tal medida seria de extrema importância para gerenciar a circulação de pessoas no local.

"Hoje em qualquer prédio comercial tem esse tipo de segurança, nada mais justo criarmos o nosso tão rígido quanto (esse)."
Segundo o diretor, a reitoria da universidade tem direcionado forças para a segurança, como a criação de uma coordenadoria especilizada e a discussão da eficiência da guarda universitária, que atualmente é responsável pela segurança patrimonial da instituição.

"Estamos com um modelo de segurança que precisa ser revisto. Precisamos entender que estamos tratando de uma cidade que não tem polícia", defende. Sem rodeios, o diretor se posiciona favoravelmente à ideia de que a PolÍcia Militar se responsabilize pela segurança da universidade.

"Quem tem poder de prender e atuar é a Policia Militar. Não adianta inventar uma força que não tenha poder nenhum. A guarda universitária é um meio de suprir, mas ela não tem condições de fazer mais que isso, nem arma ela tem", conclui.

"HÁ UM PROBLEMA CONCRETO DE SEGURANÇA NO CAMPUS" DIZ DIRETOR DA FEA

O diretor da FEA-USP, Reinaldo Guerreiro, disse na manhã desta quinta-feira que o câmpus da universidade no Butantã, na zona oeste da capital, é “inseguro”. “Ele é muito grande, (tem) muitas árvores, muito espaço. Então é facilitador de todo tipo de ação de bandidos”, afirmou em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil.
Ontem à noite, um aluno da FEA foi assassinado com um tiro na cabeça no estacionamento da faculdade. Para protestar contra a falta de segurança no câmpus, o Centro Acadêmico realiza manifestações hoje de manhã e também à noite. Uma comissão de estudantes já foi recebida na reitoria.
Segundo Guerreiro, a reitoria está consciente do problema e planeja ações para melhorar as condições de segurança na Cidade Universitária. Sobre a Guarda Universitária, o diretor disse que ela tem dificuldades para lidar com os recentes casos de violência dentro do câmpus. “É difícil coibir. Tem acontecido muita coisa no câmpus. A reitoria estabeleceu uma comissão de segurança e teremos de ter ações mais concretas.”
Por: ESTADÃO