quinta-feira, 23 de junho de 2011

Gravação de imagens mostra uso de maconha em campus da UnB


Festa organizada por estudantes de Biologia ocorreu dentro de prédio da universidade, a quatro quilômetros do Congresso. PM não apareceu no local.

Uma das instituições de ensino mais conceituadas do país, a Universidade de Brasília (UnB) tem se notabilizado por episódios pouco honrosos nos últimos tempos: irregularidades administrativas, trotes violentos e teses acadêmicas controversas - foi lá, por exemplo, que surgiu a teoria de que não é preciso diferenciar o certo do errado no ensino da Língua Portuguesa. Agora, imagens feitas pelo site de VEJA mostram como drogas são consumidas livremente no principal prédio da instituição - inclusive dentro de salas de aulas. Os flagrantes foram feitos em uma festa organizada por alunos da Biologia, no dia 17 de junho.


Cerca de 3.000 pessoas participaram do evento, que teve a apresentação de bandas de rock. Um breve passeio era suficiente para constatar a disseminação da droga no local. Jovens não se preocupavam em esconder a prática e preparavam cigarros de maconha na frente de todos. Grupos usavam salas de aula para dividir os entorpecentes. Tudo dentro do Instituto Central de Ciências (ICC), o prédio-símbolo da universidade.
A Polícia Militar não foi vista no mal iluminado câmpus Darcy Ribeiro, localizado a quatro quilômetros do Congresso Nacional. Em greve, agentes de segurança da universidade também não incomodaram os usuários. Dois porteiros do prédio pareciam cochilar. Não havia qualquer controle que impedisse a presença de menores de idade no local.
As festas da UnB atraem grandes públicos por vários motivos: a música ao vivo, a aglomeração de jovens, o amplo espaço livre, a entrada gratuita, a circulação livre de bebidas e as salas de aula à disposição. As cenas demonstram como, protegida em um território onde a presença da polícia ainda é restrita, a prática criminosa se alastrou dentro da universidade.
A despreocupação com que as drogas eram consumidas pode ser atribuída, em parte, ao mito de que a Polícia Militar não pode atuar dentro de universidades federais, o que é falso. Não há restrição legal quanto a isso. O que existe é uma tradição de que as universidades são territórios livres, o que gera resistência à entrada de agentes por parte da comunidade acadêmica. A Polícia Militar tem legitimidade para atuar nestes locais. Na UnB, por exemplo, os policiais fazem rondas com viaturas e a pé.  
Ligado aos movimentos sociais, o reitor José Geraldo de Souza sempre adotou um discurso de cautela quanto à presença de policiais no câmpus. Hoje, a postura oficial da reitoria é de que as forças de segurança são bem-vindas e têm livre trânsito na instituição de ensino. Mas, informalmente, os policiais militares admitem que têm receio de abordar alunos da universidade em busca de drogas - o que facilita a circulação de entorpecentes.
Autorização - As festas de estudantes ocorrem a cada fim de semana e são feitas com autorização da prefeitura do câmpus. No caso em questão, o Decanato de Assuntos Comunitários diz ter permitido um evento pequeno, com cerca de 150 alunos, e que a venda de bebidas alcoólicas é vetada dentro dos prédios da universidade. Mais do que isso: o próprio consumo de álcool estava proibido pela instituição de ensino nessa festa. A venda, entretanto, era feita em salas de aula. Do lado de fora do prédio, ambulantes ofereciam cerveja, vodca e uísque.
Sobre as drogas, o decano Eduardo Raupp diz que a política da universidade prioriza a educação: "Uma norma de cima para baixo não resolve na cracolândia, não iria resolver no ambiente universitário". Segundo ele, os seguranças são orientados a acionar a Polícia Militar quando constatam a presença de drogas no câmpus. Raupp admite que não se lembra de qualquer caso em que tenha havido algum flagrante do tipo dentro da UnB. Ainda de acordo com ele, o Centro Acadêmico de Biologia será interpelado para explicar as irregularidades flagradas pelo site de VEJA. 
Ao site de VEJA, a PM informou que reforça o policiamento em eventos como a festa toda vez que há uma solicitação específica."Somente nos casos em que não haja solicitação prévia ou em eventos contra-indicados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do DF, os policiais não visitam estes locais. Circunstâncias como essas ocorrem quando a festividade não apresenta condições de segurança para sua realização ou quando fere o tempo previsto para encaminhamento de documentação", afirmou a corporação.
De acordo com a Polícia Militar, o número de ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas no local subiu este ano por causa do aumento de abordagens policiais e rondas. Foram cinco registros entre janeiro e abril de 2011. No ano passado não houve nenhum registro. Em 2009 foram três casos - o mesmo número que em 2008. 
Lei - A legislação atual abrandou as punições a ususários de drogas. Eles já não podem ser presos: estão sujeitos apenas a assistir palestras sobre os malefícios da droga. Na prática, poucos policiais militares se dispõem a levar os envolvidos à delegacia, embora o porte de entorpecentes continue sendo crime.
Para visualizar o vídeo clique aqui! e será redirecionado.
ENVIADO POR: Mozarte (UFRGS)
FONTE: Veja Online

Vigilantes prendem ladrão de bicicletas que agia na Universidade Federal de SC

Os modelos preferidos pelo larápio eram as que valiam mais de mil reais

Com a prisão de Leandro Souza Lima, 30, a equipe de segurança da Universidade Federal acredita ter colocado um ponto final no furto de bicicletas dentro do Campus. Só no último mês, pelo menos 17 bicicletas foram levadas. Lima foi detido por às 20h50 desta terça-feira (21), pedalando no Centro de Desportos. Na mochila, o homem levava um cadeado rompido e um alicate de pressão. O caso foi encaminhado à Central de Polícia.
A Deseg (Departamento de Segurança) monitorou por dias os passos de Lima em vários bicicletários da Ufsc. Os seguranças acompanharam, à paisana, os passos do homem. Após terem identificado um furto no bicicletário do CDS (Centro de Desposrtos), os seguranças o detiveram e acionaram a polícia. Segundo informações do chefe do departamento de segurança, Leandro Oliveira, as imagens mostram que Lima teria furtado entre oito e dez bicicletas nos meses de maio e junho, todas com valores entre mil e R$ 1,5 mil.
A bicicleta é um dos meios de transportes mais usados pelos estudantes da instituição. O ladrão mora nas imediações da universidade e já responde por outros crimes de furtos.
ENVIADO POR: Mozarte (UFRGS)
FONTE: Dia Online

terça-feira, 21 de junho de 2011

Deputada Andreia Zito: Uma polícia para as universidades

Rio - Nas últimas semanas, temos assistido, perplexos, a graves atos de violência nos campi de universidades de vários estados. Um estudante foi assassinado com um tiro na nuca, ao abrir a porta de seu carro blindado no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, a maior da América Latina. 

Na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no campus do Fundão, de janeiro a março de 2011, ocorreram cinco sequestros e 17 furtos, sendo oito de automóveis. Há duas semanas, a cidade universitária passou a contar com policiamento a cavalo, mas não se sabe até quando. Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, uma jovem de 20 anos foi estuprada dentro do campus, por volta das 8h de uma segunda-feira. No Acre, uma aluna de 19 anos do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Acre foi atacada enquanto esperava o ônibus no campus.

Estes são apenas alguns exemplos da falta de segurança que predomina nos campi universitários por todo o País. O fenômeno, que alarma reitores, professores, estudantes e servidores, levou-me a apresentar na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional 38/2011, que cria a Polícia Universitária Federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União, destinado ao patrulhamento ostensivo dos campi das universidades federais e demais instituições federais de ensino.

A proposta tem como objetivo maior permitir que servidores concursados e integrantes dos quadros de pessoal das instituições de ensino — portanto, conhecedores da cultura acadêmica — possam, através de ações planejadas e permanentes, assegurar o livre trânsito de alunos, funcionários e visitantes a estes verdadeiros bairros que são os campi. A medida, que já funciona com eficiência em vários países, ainda será amplamente debatida no Congresso Nacional e no meio universitário, antes de sua votação.


Andreia Zito é deputada federal.
Fonte: Jornal O DIAEnviado por: Canuto (UFRRJ)

domingo, 19 de junho de 2011

Desembargador do TJ/SP dá verdadeira aula de humanismo

Essa matéria tem muito pouco a ver com o que normalmente é posto aqui. Mas  tem muito a ver com o ideal de vida que procuramos viver e com a JORNADA DO HERÓI que eventualmente acompanhamos no nosso trabalho e em algumas passagens de nossa vida.

Confesso que me emocionei profundamente ao ler a decisão, seja porque diariamente tento buscar o princípio da Justiça em minha vida profissional, atendendo e defendendo os mais humildes, seja pela indignação de um pai, ao ver o descaso com  uma pobre criança que perdeu brutalmente seu Pai.

Abaixo, a decisão do desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida num recurso de agravo de instrumento ajuizado contra despacho de um magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da justiça gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de atropelado por uma motocicleta.
O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário-mínimo, mais danos morais decorrentes do falecimento do pai. Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo, o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O juiz, porém, negou-lhe o direito, argumentando que ele não apresentara prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por "advogado particular".
Eis o relatório de desembargador:

"Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele , com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.
Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em pau-brasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.
Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.
O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante. 
Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres. 
Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou. 
Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos... 
Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir. 
Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal. 
É como marceneiro que voto. 
José Luiz Palma Bisson - relator sorteado"
Complementando a informação sobre o Processo (por JusBrasil):
Agravo de Instrumento 0084039-57.2005.8.26.0000
Relator(a): Palma Bisson
Comarca: Marília
Órgão julgador: 36ª Câmara do D.OITAVO Grupo (Ext. 2° TAC)
Data do julgamento: 19/01/2006
Data de registro: 30/01/2006
Outros números: 1001412000

Ementa: Agravo de instrumento - acidente de veículo - ação de indenização -decisão que nega os benefícios de gratuidade ao autor, por não ter provado que menino pobre é e por não ter peticionado por intermédio de advogado integrante do convênio OAB/PGE - inconformismo do demandante - faz jus aos benefícios da gratuidade de Justiça menino filho de marceneiro morto depois de atropelado na volta a pé do trabalho e que habitava castelo só de nome na periferia, sinais de evidente pobreza reforçados pelo fato de estar pedindo aquele uma pensão de comer, de apenas um salário mínimo, assim demonstrando, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, que o que nela tem de sobra é a fome não saciada dos pobres - a circunstância de estar a parte pobre contando com defensor particular, longe de constituir um sinal de riqueza capaz de abalar os de evidente pobreza, antes revela um gesto de pureza do causídico; ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos... - recurso provido.

PDF original da decisão:http://www.jusbrasil.com.br/resources/agravo_instrumento_100141200.pdf
Fonte: Actions e Comics

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Insegurança na Universidade Federal do Ceará preocupa estudantes


Sabemos que sequestros, assaltos e diversos outros tipos de violencia são muito comuns em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, porém estas ações criminosas, não são apenas um "luxo" dessas duas cidades. Em todo o Brasil casos de vandalismos e furtos vem ocorrendo de forma descontrolada.
Na Universidade Federal do Ceará os casos de assalto e arrombamento tem sido constantes, chegam a ser registradas seis ocorrências mensais de arrombamentos a veículos. Desta forma, a ação para o controle, prevenção e inibição da violência será a implementação de um sistema integrado de CFTV.
A ação de implementação do novo sistema de CFTV ocorrerá após licitação emergincial já aprovada pelo reitor Luís Carlos Uchôa Saunders, já a implementação do novo sistema de CFTV será acompanhada por Gumercindo Pinho Diretor de Segurança da universidade.
A implementação do sistema de segurança eletrônico trará de forma imediata maior segurança a UFC, já que as camêras de CFTV por sí só já inibem a ação de criminosos aonde são instaladas.

Participação em curso de Polícia Comunitária


Nesta semana o nosso companheiro Luiz Carlos Vasconcelos participu do curso de promotor de polícia Comunitária, a participação foi possível através de indicação da comissão de segurança da universidade procurando alcançar, deste modo, prestar um serviço de qualidade e participativo junto a comunidade univeritária. Tais como, palestras e orientações quanto a segurança pessoal.






ESTUDANTE É FEITA REFÉM NO CALÇADÃO DA UNOESTE

Uma estudante está como refém de um homem armado com uma faca,no Calçadão da Apec, proximidades da Avenida da Saudade, no Jardim Bongiovani em Presidente Prudente. A Polícia Militar isolou a área e tenta negociar a liberação da vítima. O trânsito está bloqueado nos sentidos bairro/centro e centro bairro da avenida. O homem moreno, magro, aproximadamente com 1,70 de altura, aparentando cerca de 50 anos, vestido com calça jeans e jaqueta marrom, mobilizou a vítima, sem motivos aparentes, por volta das 11h desta quinta-feira dia 16.

Segundo informações, o homem aparenta ter problemas mentais. Ele está de pé, mobilizando a jovem com uma faca no pescoço. O Corpo de Bombeiros também está no local. A segurança da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) está agindo em conjunto com a polícia.

Após pedir a presença da imprensa, o homem exige a vinda de um advogado, indicado por ele. Segundo informações da PM, a vítima é filha de um oficial de Justiça e estudante de Enfermagem.


(Portal Prudentino)