terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ofensiva da PF contra armas em tribunais

Autor(es): Renata Mariz
Correio Braziliense - 17/09/2011

Polícia Federal aciona a AGU, o CNJ e a CGR para derrubar normas detribunais regionais federais que autorizam os seus agentes a andarem armados. Segundo a associação de juízes, os funcionários têm destreza para usar os artefatos.

O porte de arma para agentes de segurança do Judiciário, tema que voltou aodebate público após a morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada em represália às decisões duras contra policiais corruptos no Rio de Janeiro, ganhou novo capítulo. A Polícia Federal (PF) acionou a Controladoria-Geral da República (CGR), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra normas expedidas pelos tribunais regionais federais (TRFs) das cinco regiões do país e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho que autorizam o uso de armas por parte dos servidores da segurança. Tal permissão, de acordo com a PF, teria que ser prevista por lei específica, e não por resoluções dos tribunais. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), entretanto, já enviou defesa aos órgãos para que o direito à arma seja mantido.

"Como os agentes vão fazer a segurança da população que transita pelos fóruns e dos magistrados ameaçados de morte sem uma arma? Os tribunais agem devido à ausência de uma legislação que poderia ser aprovada no Legislativo", diz Gabriel Wedy, presidente da Ajufe, referindo-se ao controverso Projeto de Lei da Câmara nº 3/2010, atualmente no Senado. Alémde prever colegiados para julgar processos que confiram risco à integridade do magistrado, como forma de despersonalizar as sentenças, a proposta cria uma polícia no âmbito do Judiciário, que usaria arma durante o expediente. Hoje, não há uma regra no país. "Depende de cada tribunal. A maioria utiliza apenas no trabalho. Mas precisamos que o uso seja institucionalizado com a lei", insiste Wedy, que intensificou seu trabalho no Congresso pela aprovação do projeto depois da morte de Patrícia Acioli.

No CNJ, onde o ofício da PF se tornou um Procedimento de Controle Administrativo, o processo foi distribuído ao conselheiro José Lúcio Munhoz. O magistrado, porém, ainda não marcou data para apresentar o seu voto sobre o imbróglio. Ainda sem pauta definida, a próxima sessão do CNJ ocorrerá no próximo dia 27. Munhoz terá de submeter o seu parecer ao colegiado paradecidir se os agentes de segurança do Judiciário devem portar armas baseados em normas editadas pelos TRFs, muitas delas já antigas. Para a PF, "meros atos administrativos não podem dispor sobre porte de arma". Mas a Ajufe alega que os profissionais têm destreza para utilizar as armas, atendendo todos os critérios exigidos pela própria PF. Não há informações sobre o andamento na AGU nem na CGR.

Na próxima semana, o diretor da PF, Leandro Daiello Coimbra, será convidado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados para explicar repetidos indeferimentos para a concessão e a renovação doporte de arma de fogo em diversos estados. O autor do requerimento da audiência é o deputado Protógenes (PCdoB-SP), delegado federal licenciado. Ele classificou como "graves" as denúncias recebidas de que a PF está "negando indiscriminadamente" as solicitações. Segundo o deputado, emdeterminadas regiões, as autorizações estão suspensas por dificuldades administrativas; em outras, porque a PF tem solicitado exigências que a própria legislação não faz.

Enviado por: Canuto - UFRRJ

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Três respondem por furto e receptação de materiais de informática e elétrico da UFJF


Equipamento furtado já estava em oferta numa loja de informática no Centro (Foto: UFJF/Alexandre Dornelas)

Um vigilante contratado por empresa terceirizada pela UFJF, a companheira dele e um comerciante foram presos em flagrante por envolvimento em furto e receptação de, pelo menos, quatro notebooks, um netbook, uma câmera fotográfica digital, dois refletores, 11 lâmpadas e quatro barras de cereal que estavam na instituição.

A Polícia Federal exibiu os itens à imprensa nesta segunda, 19. A prisão aconteceu, no último sábado, 18, quando a PF foi acionada pela equipe de Segurança da UFJF, que havia constatado o roubo de um notebook, uma câmera fotográfica digital compacta e barras de cereais em setor da Reitoria. A Polícia procurou o vigilante com base nas imagens gravadas que mostram ele entrando e saindo da sala entre a noite da última sexta e a madrugada de sábado.

O funcionário foi preso em casa, na manhã de sábado, em Retiro, onde foram encontrados os materiais mais os refletores. Ele confessou o crime, segundo a Polícia. O notebook levado já estava sendo preparado para venda, por meio da companheira dele, conforme os policiais. O casal indicou uma loja de informática da Rua Barbosa Lima, cujo comerciante não foi preso, porque não havia finalizado a compra. Segundo a Polícia, ele relatou que ainda iria saber se o computador tinha nota fiscal.

Em seguida, o vigilante indicou outro estabelecimento, na Rua Espírito Santo, onde um notebook da UFJF estava em oferta a R$ 949. Ao menos, outros três computadores haviam sido vendidos, mas foram recuperados com os clientes a partir do cadastro de venda da loja. Dois sacolões de outros itens, como mouse, que não pertencem à Universidade, foram apreendidos no mesmo local por não terem nota fiscal. Para o chefe da Delegacia da PF, Cláudio Dornelas, esse lojista saberia que os itens foram furtados porque não possuíam o documento fiscal. “Este é um alerta para os comerciantes locais para que exijam a nota”, afirma.

A mulher e o lojista foram levados à sede da PF, no Bairro Manoel Honório, pagaram fiança de R$ 2.725 e de R$ 545 cada um e foram liberados. Se condenados, podem ficar de um a quatro anos presos, respectivamente, por furto simples e receptação. O vigilante ainda passou a noite de sábado para domingo, no Ceresp, mas foi liberado por alvará de soltura da Justiça Federal. A pena para ele pode ir de dois a oito anos pelo furto qualificado. Todos responderão em liberdade. Nenhum dos envolvidos tem antencedentes criminais com a Polícia Federal.

Foram recuperados quatro notebooks e um netbook, exposto na Delegacia da Polícia Federal

“Há grandes possibilidades de outras pessoas estarem envolvidas, como facilitadores”, afirma o delegado Ronaldo Guilherme Campos, responsável pelo inquérito, ainda mais porque os refletores são pesados e medem cerca de meio metro, o que demandaria a ajuda de mais pessoas para deslocá-los. Foram colhidas digitais dos itens roubados e no local do furto. Elas serão confrontados com o banco de dados da PF.
“O valor do prejuízo não é só da máquina, mas do que estava dentro da máquina, como pesquisas e trabalhos que estavam em andamento”, acrescenta Dornelas.

Para a prisão ocorrer, foi fundamental a colaboração entre a Superintendência de Segurança da UFJF e a Polícia Federal, que estava gravando a movimentação do suspeito há mais de dois meses.“[A cooperação] foi essencial para o sucesso desse trabalho”, afirma Ronaldo Campos.

Para o superintendente de Segurança da UFJF, José Carlos Tostes, “o trabalho orientado pela Polícia Federal culminou no resultado altamente positivo do flagrante de sábado; a partir dele, na continuidade das investigações, possivelmente serão presos todos os outros envolvidos nos crimes.”

O nome de cada um dos participantes e da loja foi mantida em segredo, pois o processo está em andamento.

Vigilância constante

A Superintendência de Segurança está tomando medidas para evitar episódios similares na instituição, permanecendo a atitude de observância e o apoio da rede de circuito interno da instituição às investigações da polícia.

A recomendação do setor é para que funcionários dispensem maior atenção com os bens públicos sob sua responsabilidade. “Aconselhamos a todos para que, na saída das suas salas de trabalho, tranquem as janelas e se certifiquem de deixar a porta fechada. Em caso de movimentos e atitudes estranhas ou pessoas suspeitas, a Superintendência deve ser notificada”, explica Tostes.

A denúncia pode ser feita à Superintendência de Segurança da UFJF pelo telefone 2102-3716. O atendimento é feito 24 horas por dia.

Enviado por: Moacyr - UFJF

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

AGEPOLJUS Impetra Habeas Corpus Preventivo Coletivo Contra Ato da Polícia Federal


Em razão da suposição policial federal de que milhares de agentes no País estariam cometendo os crimes previstos nos artigos 14 e 16 da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), vulgarmente reunidos na expressão “porte ilegal de arma”, a AGEPOLJUS adotou o remédio constitucional para anulação da orientação arbitrária.
O problema começou com a discordância do Serviço Nacional de Armas (SENARM), órgão vinculado à Divisão de Repressão ao Tráfico Ilícito de Armas (DARM), subordinado à Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DCOP) do Departamento de Polícia Federal (DPF), que não admitiu a validade das resoluções e portarias que regulamentam o porte de arma para agentes e inspetores de segurança do Poder Judiciário da União.
Do SENARM, expediu-se o Despacho 99,de 06/07/2011, que apresentou três orientações equivocadas, quais sejam: (1) que o DPF promovesse medida no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para anulação dos atos que permitem porte de arma; (2) que o DPF encaminhasse a análise ao Poder Executivo, para que encampasse ação direta de inconstitucionalidade; e (3) que a Corregedoria do DPEF orientasse os órgãos vinculados a adotarem providências para enquadramento dos agentes e inspetores de segurança nos artigos 14 e 16 do Estatuto do Desarmamento.
A sugestão do SENARM foi acolhida pela DCOR, que reproduziu as conclusões daquele setor no Despacho 633, de 18/07/2011. Em sequência, a primeira determinação foi promovida no CNJ, mediante o Ofício nº 431/2011-GAB/DF/DPF, de 21/07/2011, do que resultou o Procedimento de Controle Administrativo (PCA) nº 4466-81.2011.2.00.0000, objeto de intervenção da AGEPOLJUS.
Para o presidente da entidade, Edmilton Gomes, “não é admissível que se pressuponha o crime dos agentes, pois apenas seguem a determinação dos regulamentos que instituíram o porte para segurança patrimonial e de dignatários”. “O questionamento da Polícia Federal, além de errado, surgiu no pior momento possível, porque as ameaças a magistrados aumentou exponencialmente nos últimos anos e somos os únicos profissionais de segurança institucional comprometidos – exclusivamente - com o Poder Judiciário da União”, diz.
O advogado Rudi Cassel, do escritório Cassel & Ruzzarin Advogados, responsável pela medida,  destaca que “a terceira determinação (enquadramento nos artigos 14 e 16 da Lei 10.826/2003) configura ato coator (abusivo e ilegal) que ameaça a liberdade dos servidores que precisam portar arma para o exercício de suas atribuições, em proteção aos magistrados e aos órgãos judiciários. Tais servidores podem ser presos em flagrante e processados a qualquer momento. Em razão disso, a Associação impetrou o habeas corpus coletivo preventivo, modalidade admitida na jurisprudência”. “Em tais casos, o deferimento de medida liminar é raro, mas o habeas corpus deve tramitar rapidamente pelo rito próprio e, devidamente analisado, reúne as condições necessárias para a procedência”, afirma o assessor jurídico.
O processo recebeu o nº 0049378-56.2011.4.01.3400, distribuído para a 10ª Vara Federal em 09/09/2011, com liminar indeferida e, em seqüência, informações requisitadas à autoridade policial na mesma data. A associação alerta os agentes e inspetores que o indeferimento da liminar era esperado, em razão das vedações observadas nos julgados sobre as hipóteses preventivas de habeas corpus coletivo, porém não configura adiantamento do mérito da demanda, que será apreciado em breve.
Qualquer Agente de Segurança Judiciária que sofrer constrangimento, intimidação ou ameaça em razão dos motivos supracitados deve procurar a AGEPOLJUS que, de imediato, entrará com as medidas cabíveis judicialmente.

12/09/2011 - da Agepoljus
Enviado por: Canuto - UFRRJ

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

UFPA e a imprensa


Investimentos na área de segurança reduzem ocorrências em mais de 45%

Nos dois últimos anos, caíram em 45,46% as ocorrências de crimes na Cidade Universitária José da Silveira Netto, localizada no bairro do Guamá, em Belém. A redução dos índices na Universidade Federal do Pará (UFPA) está relacionada ao aumento em mais de R$ 2 milhões dos investimentos na área de segurança da Instituição, entre 2009 e 2011.

As informações estão incorretas: Nota publicada no último dia 5 de setembro, na Coluna Repórter Diário do Jornal Diário do Pará, apresenta denúncia sobre o suposto aumento de ocorrências no campus como resultado de uma redução de investimentos na segurança da Universidade.

O texto afirma, inclusive, que em um único dia do mês de agosto de 2011 teriam ocorrido cinco assaltos e arrombamentos a automóveis na Universidade.

Em resposta à denúncia divulgada pelo Jornal, a UFPA informa que “a nota traz informações incorretas. Não apenas nunca tivemos registro de cinco assaltos e arrombamentos num único dia, como em todo o ano de 2011 ocorreram apenas três assaltos e arrombamentos de veículos na Instituição. A nota não tem a menor procedência”, afirma o reitor da UFPA, Carlos Maneschy. Além disso, os investimentos na área de segurança na Universidade passaram de aproximadamente sete milhões, em 2009, para mais de nove milhões de reais este ano.

“Nos dois últimos anos, aumentamos em 28,59% os recursos destinados à expansão do sistema de segurança da Universidade, aumentamos em quase 20% o número de postos de vigilância e, em 12%, o de vigilantes na UFPA”, explica Paulo Sette Câmara, diretor de Segurança da Instituição. “Isto sem contar os investimentos em equipamentos, rádio comunicadores, uniformes, computadores, capacitação de vigilantes, entre outros. 

Recentemente, criamos 15 novos postos de vigilância e tivemos acréscimo de 32 vigilantes que integram o Sistema de Segurança da Universidade”, enumera o diretor.

Em dois anos, 45,46% de redução no número de ocorrências - Quanto ao aumento do número de ocorrências nos últimos anos, a UFPA registra uma série histórica de redução. De 2000 a 2005 (em cinco anos), houve queda de 39,47% no índice de furtos, arrombamentos, assaltos e ameaças. De 2005 a 2009 (em quatro anos), a redução foi de 36,23%. De 2009 a 2011 (em dois anos), a redução é de 45,46%.

No caso das denúncias mais graves recebidas pela Universidade nos últimos anos, a investigação, em conjunto com a polícia civil, mostrou que eram todas inverídicas.

“O resultado dos investimentos significativos é a queda progressiva de ocorrências na Universidade, mesmo que, por outro lado, estejamos em pleno processo de ampliação e crescimento com a criação de novos cursos, construção de novos prédios, incremento do número de vagas ofertadas na graduação e pós-graduação e aumento da quantidade de serviços oferecidos pela UFPA, o que significa dizer que, hoje, mais pessoas frequentam diariamente o campus do que o número de transeuntes que recebíamos alguns anos atrás”, salienta o reitor da UFPA.

“Esta redução progressiva contradiz até mesmo os índices de violência em Belém, os quais têm registrado um crescimento contínuo”, conclui o reitor Carlos Maneschy.

Central de Monitoramento Eletrônico é ampliada - Inaugurado em 2009, o monitoramento eletrônico da UFPA está em fase de expansão. “Antes, mantínhamos cerca de doze vigilantes coordenando nosso conjunto de câmeras e alarmes. A partir de agosto de 2011, passamos a contar com o serviço de uma empresa terceirizada, especializada neste tipo de monitoramento, que segue funcionando 24 horas durante os sete dias da semana. Isso permitiu que os vigilantes fossem deslocados para novas áreas, reforçando a segurança na UFPA”, explica Paulo Sette Câmara, diretor de Segurança da Universidade.

A Central de Monitoramento coordena as dezenas de câmeras distribuídas estrategicamente pela Universidade e o sistema de alarmes dos prédios da Instituição. Os equipamentos possuem ângulo de visão de 1800, visão noturna, zoom ótico de 36 vezes e zoom digital de 24 vezes.

“O sistema eletrônico torna a cobertura do sistema de segurança mais abrangente, eficiente e barata e traz a possibilidade de aumentar a área coberta pela nossa segurança e de garantir maior proteção a nosso patrimônio público, e a possibilidade de usufruirmos de um sistema confiável em investigações”, detalha o diretor de Segurança.

“Além disso, a UFPA, por meio de um processo licitatório, está adquirindo um novo softwarede monitoramento que possui mais recursos que o atual”, revela Paulo Sette Câmara. Após a aquisição do novo software, a rede será ampliada com novas câmeras instaladas em pontos estratégicos. Atualmente, a vigilância eletrônica já monitora todas as entradas da UFPA, assim como pontos estratégicos, como a Reitoria, a Biblioteca Central, o Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, os Restaurantes Universitários e todos os estacionamentos da Universidade.

Os investimentos em segurança são acompanhados de uma visão estratégica, preventiva e educativa sobre a segurança na Universidade, visando prevenir e reduzir situações de risco. As iniciativas para promover a segurança na Cidade Universitária se concentram em três frentes: inteligência, controle e vigilância.

Entre as iniciativas adotadas, estão reuniões com as polícias militar e civil em busca de viabilizar parcerias. “Um exemplo da importância dessas parcerias está na redução de incidência de assaltos na área do Portão de acesso à UFPA, localizado próximo ao Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza, onde um posto da polícia militar foi instalado”, lembra o reitor da UFPA, Carlos Maneschy.

Segurança nas Universidades Brasileiras - A UFPA também está na dianteira das discussões sobre segurança universitária. Segundo dados apresentados durante o XIX Seminário Nacional de Segurança nas Instituições Públicas de Ensino Superior, realizado em 2010, a segurança no interior dos campi da Universidade Federal do Pará é uma das mais eficientes do País.

“Ao contrário de outras instituições, a UFPA tem reduzido os índices de violência dentro do campus. Há anos, não temos registros de crimes mais graves como sequestros ou agressões severas.”, explica Francisco Lima, integrante da comissão do Pará no evento.

A previsão é que a UFPA seja a sede do evento bianual em 2012.

A Universidade Federal do Pará também faz parte do conjunto de seis universidades brasileiras que compõem a Sociedade Brasileira para Pesquisa e Gestão de Segurança. O grupo, que além da Diretoria de Segurança da UFPA é composto pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lança no mês de novembro, em São Paulo, seu primeiro livro.

Texto: Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA
Enviado por: Mozarte - UFRGS

USP assina hoje convênio de 5 anos com a PM

Gio Mendes - O Estado de S.Paulo
Quase quatro meses depois do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, a Universidade de São Paulo (USP), a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública assinam hoje um convênio para aumentar o policiamento no câmpus da Cidade Universitária, no Butantã, zona oeste da capital paulista.
O convênio vai durar cinco anos, com possibilidade de renovação. Durante esse período, a PM vai ajudar a Guarda Universitária no patrulhamento do câmpus.
Em agosto, o Conselho Gestor da USP já havia aprovado o convênio para a segurança no câmpus. Mas a secretaria não forneceu detalhes de como funcionará o convênio. Sabe-se apenas que a ação dos policiais no câmpus da USP deverá seguir o modelo do policiamento comunitário.
O formato é discutido desde maio, quando o estudante foi assassinado durante uma tentativa de assalto no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Dois acusados de matá-lo estão presos.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Assaltos no Campus da UFV,mais uma ocorrencia


Segue abaixo o relato de um estudante da UFV sobre os assaltos que estão acontecendo no campus Viçosa. Fiquem alertas e relatem qualquer atitude suspeita para vigilância.

Hoje (quinta-feira, 25 de agosto) vivenciei um episódio que quero compartilha-lo aqui para ficarmos alerta e diminuir o risco de novos acontecimentos.

Como é de costume em alguns dias da semana saio para dar uma volta de bicicleta.

Por das 19h saí de casa para encontrar o Arara nas quatro pilastras e sairmos para nossa pedalada rotineira.

Moro no Acamari, portanto, para ir as quatro pilastras, tenho que passar por dentro da UFV.
Para cortar caminho, resolvi passar pelo DAU ao invés de ir pela reta.

Assim que comecei a descer a direita, entre o DAU e a quadra do posinho, uma moto, vinha na direção contraria com farol apagado e velocidade muito baixa. Logo que passei por ela, contornou e veio atrás de mim aumentando a velocidade.

Fiquei um pouco desconfiado e por isso coloquei numa marcha mais pesada e continuei pedalando tentando ganhar velocidade, olhando pra trás quando possível para ver se ela se aproximava ou não de mim.

Numa dessas vezes que virei, vi que o motoqueiro tinha parado e estava abordando um rapaz que também vinha descendo na mesma direção que a minha, porém a pé e com uma mochila nas costas. O rapaz reagiu e correu, o motoqueiro correu atrás dele. Quando viu que não ia alcançar, deu meia volta em direção a sua moto que tinha ficado parada alguns metros atrás. Tudo ocorreu muito rápido que não deu nem tempo de eu poder contornar e ajudar, e quando vi que o motoqueiro tinha desistido do assalto continuei pedalando, nessa hora também, já estavam passando pelo local pessoas praticando a famosa corridinha. Contudo, pra minha suspresa, o motoqueiro só voltou pra pegar sua moto e com ela perseguir o rapaz que estava de mochila. Além de ladrão é preguiçoso.

O susto foi tanto, que antes que eu me desse conta da situação, o menino da mochila já estava perto da quadra (onde eu me encontrava e também algumas pessoas jogando bola) gritando "Socorro, socorro!!!" Acho que devido ao barulho e proximidade de um grupo maior de pessoas, o motoqueiro não desceu de sua moto e seguiu em direção a reta passando pela lateral da reitoria.

Eu segui o meu caminho em direção as quatro pilastras, contornando a lagoa pelo pós.

Cheguei lá, encontrei o Arara e tomamos nosso rumo ciclistico subindo a reta. Decidi parar na vigilância e avisa-los do ocorrido.

Quando estou lá, falando das caracteristicas físicas da moto e  do motoqueiro (modelo da moto, cor da roupa, casaco, etc.), chega uma menina chorando dizendo que um sujeito com as mesmas características que eu estava dando tinha abordado-a perto do posinho dizendo: "Não faz escândalo se não eu te bato. Me dá sua mochila".

A menina entregou a mochila, ele abriu, jogou o caderno dela no chão e foi embora. O vigilante tomou as devidas providências: avisou os outros vigilantes pelo rádio, perguntou mais algumas coisas acerca da fisionomia do motoqueiro e chamou a polícia. Assim que a policia chegou eu e Arara fomos embora.

Na volta de nosso trajeto, resolvi parar novamente na Vigilância para perguntar se tinha dado em alguma coisa, já que tinha visto carros da polícia militar circulando pelo Campus.

O vigilante que estava lá me disse que todos os outros no Campus estavam avisado, e que um motoqueiro com as mesmas características que eu tinha dado anteriormente tinha assaltado mais uma mochila de um menino na porta do PVB.

Assustado comecei a perguntar sobre a ocorrência destes assaltos no Campus. Sem titubear, o vigilante me disse que ocorrem com certa frequência, que eles tantam fazer o trabalho deles da melhor maneira, mas as vezes é muito dificil, principalmente agora que está difundido o uso de motocicletas, além deles não serem autorizados a fechar as cancelas nessas horas. Segundo ele, se hoje tivessem fechado as cancelas, e colocado viaturas fechando a estrada de terra do CEM e na saída atrás da Veterinária, parando todas a motos que passavam, eles teriam pego o ladrão.

Isto não entra no mérito da questão, o que quero aqui é apenas alerta-los.

O mesmo vigilante ainda me disse, que sempre em horarios de começo e término de aulas, que há um movimento grande de alunos nos entornos do PVA, PVB, BBT e DCE, eles identificam movimentações suspeitas.

Sempre veem um motoqueiro circulando devagar, indo e voltando muitas vezes na mesma via. Eles até avisam as guaritas e as viaturas, dando características da moto e dos condutores, mas muitas vezes, depois do assalto realizado, eles passam muito rápido pela reta, impossibilitando qualquer ação.

Ele ainda me alertou que os assaltos ocorrem tanto de dia quanto de noite. Essa semana mesmo, segunda ou terça por volta das 14h, ele não se lembra muito bem, uma menina teve seu notebook roubado enquanto saia do PVA e ia em direção a BBT.

Se eu, educadamente não pedisse licença e fosse embora, ele ia ficar lá mais um bom tempo contando os diversos assaltos que já ocorreram no Campus.

Bom acho que é isso gente, esse email é só uma alerta mesmo. Eu mesmo não desconfiava que este tipo de coisa não ocorria dentro do Campus, pelo menos não de forma tão organizada (motos, comparsas, estratégias de fuga, etc), e pelo visto não tem horário certo nem escolhe somente mulheres ou somente homens.

Enviado por: Heron - UFV

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Policiais do Batalhão de Choque estão prontos para retirar alunos do prédio da reitoria da UFF.


RIO: O clima é tenso na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde cerca de 600 alunos continuam ocupando o prédio da reitoria. Do lado de fora, policiais militares do Batalhão de Choque estão prontos para retirar os estudantes. Um oficial de justiça também está no local com um ordem judicial para a desocupação. Um grupo de universitários está, neste momento, reunido com o reitor da universidade, Roberto Sales, para encontrar uma solução para o impasse.

Os universitários ocupam na reitoria há sete dias. Segundo uma nota divulgada pelos alunos, eles querem o fim de cobrança de taxas dentro da instituição, a finalização da moradia estudantil, a ampliação do restaurante universitário e a paralisação das obras da Via 100 e Via Orla, que devem remover dezenas de famílias de baixa renda que vivem no entorno da UFF.


Fonte: O Globo