sábado, 23 de fevereiro de 2013

Aluna da UnB leva chutes, soco e é chamada de "lésbica nojenta" no câmpus


Polícia e reitoria investigam agressão ocorrida na segunda-feira no estacionamento da universidade

iG São Paulo | 22/02/2013



A Universidade de Brasília (UnB) abriu sindicância para apurar a agressão sofrida por uma aluna do 5º semestre de Agronomia no estacionamento do Instituto Central de Ciências (ICC), no campus Darcy Ribeiro, na última segunda-feira (18). Segundo relatou a jovem, que registrou ocorrência policial, ela foi empurrada e levou vários chutes no corpo quando abria a porta do carro, às 17h. O agressor, que a chamou de "lésbica nojenta" fugiu, após ter dado um soco em seu rosto.
Ferida, com o nariz sangrando, a estudante foi dirigindo até sua casa, onde foi socorrida pela mãe, que a levou ao hospital mais próximo. Na quinta-feira (21), elas foram até a reitoria da universidade entregar a ocorrência e relatar os fatos.
“Não consigo pensar, sair de casa. Estou com medo”, afirmou com os olhos marejados, a perna esquerda engessada, o braço direito enfaixado, o rosto com hematomas e o corpo apoiado sobre muletas.
Uma comissão da universidade terá 30 dias para levantar informações que possam ajudar a esclarecer a agressão, como o contexto em que ocorreu, a ação da segurança, se houve e o que dizem as testemunhas e até identificar o autor. Funcionários da Prefeitura do câmpus já estão levantando as imagens registradas pelas quatro câmeras de vigilância instaladas no estacionamento da Ala Sul do ICC, onde a agressão se deu.
Agentes da Delegacia e familiares da estudante afirmaram que a Polícia já tem um suspeito. Na tarde da quarta-feira, a vítima foi ao Instituto de Criminalística produzir o retrato falado do agressor. Os investigadores acreditam que o criminoso sabia quem é aluna.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia na UnB divulgaram notas de repúdio à agressão sofrida pela estudante e realizaram um protesto nesta sexta-feira. “É inaceitável que atos de homofobia ainda ocorram em nossa sociedade. A universidade é o templo da livre expressão da vontade e não de arcaísmos de qualquer ordem”, afirma o professor da Faculdade de Educação José Zuchiwschi, coordenador do GT. “Buscamos uma UnB e uma sociedade na qual os indivíduos não sejam julgados pela sua classe, pelo seu gênero, pela sua orientação social ou pela cor da sua pele”, diz a nota do DCE, que organizará, de 15 a 19 de abril, a Semana da Tolerância e Diversidade.
Uma amiga da estudante agredida, aluna de Engenharia Florestal, relatou, enquanto aguardava o depoimento da amiga à reitoria, casos de ofensas verbais que presenciou nos últimos meses no câmpus em consequência de orientação sexual. “Agressões e homofobia estão virando rotina”, afirma. “Estamos indignados e esperamos providências. É preciso garantir as condições para coisas assim não ocorram”, desabafa outra amiga da vítima, aluna de Química, que também a acompanhou à reitoria.
A decana de Assuntos Comunitários da universidade, Denise Bomtempo, anunciou nesta sexta que até abril será criada a Diretoria da Diversidade com o propósito de definir políticas de respeito à cor e à orientação sexual e prevenção à violência, além de combate ao preconceito.
*Com informações da UnB Agência

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Soldado da Aeronáutica está entre os presos acusados de assaltar alunos no Fundão


William Vieira Arantes, de 23 anos, um dos três presos nesta quinta-feira acusado de praticar assaltos na Ilha do Fundão é soldado da Aeronáutica e passava pelo processo de admissão na Polícia Militar. Carlos Henrique da Siva Fravoline, 24, e John Lennon da Silva Coelho, 20, também foram capturados nesta quinta. O grupo foi localizado em Ramos, na Zona Norte.
De acordo com a Polícia Civil, a placa do Corsa cinza usado pela quadrilha foi anotada por duas vítimas moradoras de Piedade. O veículo estava legalizado e pertence a mãe de William. Segundo a polícia, os suspeitos são vizinhos, em Ramos. O carro foi apreendido pelos agentes.
Entre outros crimes, o grupo seria responsável por assaltar alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, no início de fevereiro. Um quarto integrante do bando, identificado como Sandro Cardoso da Silva, está foragido. O trio foi reconhecido por oito vítimas na 24ª DP (Piedade).
Carlos, John e William (à direita) | Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

PM e segurança da UFMG brigam no meio de avenida movimentada de BH

Um policial militar e um segurança da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) se envolveram em uma confusão nesta sexta-feira (8), na avenida Antônio Carlos, uma das mais movimentadas da capital mineira. O motivo teria sido um problema no trânsito.

http://videos.r7.com/pm-e-seguranca-da-ufmg-brigam-no-meio-de-avenida-movimentada-de-bh/idmedia/51158641e4b0d34f2e239c8d.html

UFRJ terá novas medidas para garantir segurança no campus

O reitor da UFRJ, Carlos Levi, anunciou nesta terça, 5, que adotará novas medidas para garantir a segurança da Cidade Universitária, na Zona Norte do Rio. Em reunião ordinária do Conselho de Coordenação Executiva da universidade, Levi solicitou o apoio de decanos, para incrementar a vigilância em unidades do campus e afirmou que está negociando com a Polícia Militar a instalação de uma base permanente na ilha.

Na manhã de ontem, Levi entrou em contato com o Ministério da Educação para solicitar apoio na contratação de cem novos vigilantes para a universidade.

De acordo com o reitor, o diálogo com o Governo do Estado tem resultado em boas expectativas para a UFRJ: “há uma série de providências, que estamos negociando, para aumentar e reforçar a logística de policiamento no campus”, afirmou.

“Temos, concretamente, o compromisso da PM de ampliar o contingente de policiais aqui localizados. Estamos contando com esse aperfeiçoamento da segurança, em curto prazo”, disse.

A Reitoria prevê que até o fim do primeiro semestre, sejam instaladas 99 câmeras em áreas estratégicas do campus. Os equipamentos foram comprados no ano passado e recebidos no dia 15 de janeiro. Hoje, a Superintendência de Tecnologia de Informação e Comunicação da universidade trabalha nos formatos para gestão de dados. A instalação das câmeras será iniciada imediatamente após essa fase.

Prefeitura do campus anuncia ações de curto prazo

Durante a reunião desta terça, o prefeito da Cidade Universitária, Ivan Carmo, anunciou ações imediatas para qualificação do Plano de Segurança da UFRJ. Nos próximos dias, o acesso pelos fundos do Centro de Ciências da Saúde, na entrada do campus, será cercado.

Até a sexta-feira, 8, a comunicação entre a Divisão de Segurança da UFRJ, a Polícia Militar e seguranças das diversas unidades do campus será incrementada, com o uso de novos rádios de comunicação.

Segundo Ivan Carmo, fazem parte, ainda, das novas medidas, a criação do Comitê de Segurança da UFRJ e, no dia 20 de fevereiro, o lançamento de um portal sobre o assunto, para orientar e servir de canal de contato entre o público e a Reitoria. O portal apresentará estatísticas sobre ocorrências no campus e informes sobre ações na área.

Posteriormente, as saídas norte e sul do campus terão guaritas com policiais, para monitoramento de acessos.

Controle de acessos

Localizada numa ilha, cuja área ultrapassa cinco milhões de metros quadrados, a Cidade Universitária da UFRJ enfrenta o desafio de aliar acesso amplo à população aos desafios de estar integrada intensamente ao Rio de Janeiro. No último ano, a universidade passou a enfrentar a presença de usuários de crack no campus, aliando o controle das vias de acesso ao campus ao estudo de ações integradas de apoio a usuários, junto à Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio.

A Cidade Universitária da UFRJ teve, nos últimos meses, aumento significativo no tráfego de veículos, com a abertura da Ponte do Saber, que dá acesso ao Centro da cidade, através da Linha Vermelha.

Algumas unidades do campus, como o Centro de Ciências da Saúde (CCS), na entrada da ilha, já possuem em curso o preparo de crachás, para maior controle de circulação nos prédios. A medida contempla, por exemplo, a Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ, uma das que compõem o CCS.

“Hoje, temos contratos para agentes de portaria e de segurança patrimoniais, mas estamos providenciando contratos para garantir a segurança periférica, de áreas como os estacionamentos da Cidade Universitária”, disse o prefeito da Cidade Universitária.

Ouvidoria e Divisão de Segurança oferecem serviços

A UFRJ possui serviço gratuito de atendimento a questões de segurança no campus. Através do telefone (9090) 2598-1900 e do e-mail diseg@pu.ufrj.br, a Divisão de Segurança da universidade registra casos comunicados pela população do campus e os encaminha à polícia. A Reitoria reforça que a comunicação de ocorrências à universidade é fundamental, para evitar repetição de eventos.

Através do e-mail ouvidoria@ouvidoria.ufrj.br e dos telefones 2598-1619 e 2598-1620, a Ouvidoria da universidade atua na orientação e no atendimento a toda a comunidade da UFRJ. O portal www.ouvidoria.ufrj.br está à disposição para recebimento de demandas, no link “Manifestação”.

Enviado por: Kátia - UFRJ

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

LINKS DE AUDIÊNCIA PÚBLICA EM PORTO ALEGRE - RS

Vídeos sobre a audiência pública que se realizou em janeiro na Câmara dos Deputados estaduais do RS, assistam ao que foi afirmado pelo presidente do PRO IFES e a comandante da PM do RS sobre a PM não ter jurisdição dentro dos muros da Universidade Federal do RS, e isto serve para todas as IFES.
Enviado por: Mozarte - UFRRS

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Yahoo - Universidade Federal de Santa Maria perdeu alunos no incêndio

Santa Maria (Brasil), 28 jan (EFE).- Pelo menos 101 dos 231 mortos no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, eram alunos da Universidade Federal da cidade, informou nesta segunda-feira a instituição em comunicado.

Segundo testemunhos de alguns estudantes citados pelos meios de imprensa locais, um curso da faculdade de Agronomia perdeu 40 de seus 50 alunos no incêndio.

Muitos dos presentes no estabelecimento eram estudantes de diversas faculdades da UFSM, que participavam de uma festa de integração na boate Kiss, assim como de outras universidades da cidade.

Santa Maria, situada no centro do estado do Rio Grande do Sul, é uma região educativa do sul do país e tem oito grandes universidades em seu território.

Tudo indica que o fogo foi causado por uma sinalizador aceso por um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que fazia um show no local quando ocorreu a tragédia.

A UFSM suspendeu as atividades letivas durante três dias em sinal de luto, até a próxima quinta-feira.
Fonte: YAHOO/EFE

domingo, 27 de janeiro de 2013

Santa Maria-RS - Tragédia anunciada


O Brasil inteiro ficou chocado com o incêndio que vitimou mais de trezentas pessoas em uma boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Segunda estimativa do comandante do corpo de bombeiro do Estado havia em torno de mil pessoas no interior da boate, quando o incêndio começou.

Atualmente, com a proliferação de bandas de todo tipo musical abriu-se um mercado altamente lucrativo para os empresários, os quais utilizam espaços abertos ou fechados para a realização de shows, atraindo verdadeiras multidões.

A realização de eventos é um empreendimento empresarial como outro qualquer, entretanto, é necessário que os organizadores e o próprio estado garantam a integridade de todos aqueles que ali se encontram para se divertirem.

Infelizmente, no nosso país, talvez por acreditarem na impunidade, certos empresários e mesmo agentes de órgãos públicos, responsáveis pela fiscalização dessas casas de shows ou boates, não cumprem as exigências necessárias de segurança local.

Lembro-me que na França quando alguém reservava um simples auditório para apresentar a defesa de sua tese, mesmo para um público pequeno, imediatamente ele era chamado pela segurança da universidade para se deslocar até o local da apresentação e receber todas as informações necessárias, inclusive mostrando que as portas de saída de emergência deveriam estar todas destravadas.

No Brasil, é o contrário, nenhuma preocupação com a integridade do cidadão, mas depois que a tragédia acontece, autoridades se apresentam na televisão com discursos emocionados e dizem que vão exigir punição para os responsáveis.

Segundo o tenente-coronel Moises Fuchs, a licença contra incêndio da boate estava vencida desde agosto de 2012. Ora, neste caso, além dos empresários o estado também é responsável pela tragédia, pois não fiscalizou, permitindo que a boate funcionasse irregularmente.

Aqui na Paraíba é preciso que nossas autoridades fiscalizem com rigor as casas de shows e boates, verificando com frequência as licenças exigidas, portas de saídas de emergência e que viaturas de plantão observem durante o evento se no interior dessas casas não tem mais gente do que elas realmente suportam, evitando, assim, tragédias anunciadas.

Luiz Renato de Araújo Pontes
É Professor e Pesquisador da UFPB, Presidente do IDEP – Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba e Coordena o Laboratório de Materiais e Produtos Cerâmicos – LMPC/CT/UFPB.
Enviado por: Dami.Oliver