quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Vigilante reage à tentativa de assalto e é baleado no campus da UFRGS

Quadrilha com 5 homens roubou uma arma e um colete à prova de balas.
Homem de 24 anos foi encaminhado ao HPS e não corre riscos.

Um vigilante foi baleado na noite de sexta-feira (11) em uma tentativa de assalto no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no Bairro Agronomia, em Porto Alegre. Conforme a Brigada Militar, uma quadrilha formada por cinco homens invadiu o local e abordou uma dupla de vigilantes. Eles roubaram um colete à prova de balas e um revólver calibre 38.

Um dos seguranças reagiu e levou um tiro no peito. Como ele estava com colete à prova de balas, foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não corre riscos. Ninguém foi preso.

Fonte: G1

MPF entra com ação para instalação de postos da PM na Universidade Federal de Uberlândia

O medida foi tomada devido o aumento da violência dentro da universidade

O aumento da violência na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) no Triângulo Mineiro e o pedido da mãe de um aluno para que sejam tomadas medidas de segurança no local, levou o Ministério Público Federal (MPF) a ingressar uma ação civil pública para a criação de postos das Polícia Militar (PM) dentro do Campus universitário. Conforme o órgão, há ocorrências de uso e tráfico de drogas, além de constantes furtos e roubos. 

Na ação, o procurador da República Cléber Eustáquio Neves, afirma que é necessário que a UFU permita o policiamento ostensivo, a qualquer hora do dia, no local. A medida seria para coibir e reprimir as práticas criminosas e garantir a integridade física das pessoas que frequentam a universidade. Também pediu que o Estado de Minas Gerais, que também é ré, disponibilize pessoal e estrutura necessárias para o cumprimento das ações. 

O EM.com.br entrou em contato com a UFU, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto. Conforme o MPF, a Universidade informou ao órgão que está adotando medidas para controlar as práticas ilícitas, como melhor orientação de seus vigias, realização de campanhas de segurança e a instalação de monitoramento por vídeo de vários locais. Para o procurador, as ações não são suficientes. “É evidente que tais providências nem de longe atendem à necessidade de segurança da comunidade acadêmica”, afirma. 

Na ação, o MPF pediu que a Justiça Federal obrigue a UFU a disponibilizar, no prazo de 30 dias, em cada um de seus campi, espaço destinado à instalação de um posto permanente da PM.

Fonte: Estado de MInas

Ao mestre com carinho (To sir with love)

Cena do filme "Ao mestre com carinho", de 1966, em que alunos fazem uma homenagem ao professor Mark Thackeray (Sidney Poitier) cantando "To sir with love":


Esse vídeo é para os que atuam como parte integrante da área de educação e os seguranças das IFES fazem parte desse rol de profissionais, empenhados em propiciar segurança para toda comunidade acadêmica.

Para os que não assistiram ao filme, esperamos que se detenham um pouco ao vídeo acima e o apreciem.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Nível de segurança possível com um colete à prova de balas

Entenda como os materiais resistentes a impactos podem influenciar no grau de proteção para quem os utiliza
Qual é o nível de segurança possível com um colete à prova de balas?


Qual é o grau de proteção que um colete à prova de balas é capaz de oferecer e quais são os materiais mais resistentes de construção? Responder essa pergunta não é uma tarefa simples e, para entender o quão protegido você pode estar com um colete à prova de balas, é preciso primeiro conhecer o material do qual o equipamento é feito e qual é o grau de proteção que é capaz de oferecer.

Além disso, é preciso levar em consideração outros fatores. Há materiais mais resistentes do que o Kevlar, por exemplo, o mais amplamente utilizado em vestes do gênero, mas que não proporcionam a quem está equipado com eles o mesmo grau de mobilidade e flexibilidade de movimentos. No final das contas, tudo é uma questão de adaptar o uso do colete às necessidades de quem corre o risco de levar um tiro.

Armadura dos tempos modernos


Em linhas gerais, a proposta de um colete à prova de balas é a mesma das armaduras medievais: ser rígido o suficiente para evitar que ataques não cheguem até o corpo humano. Entretanto, diferente do que acontecia no passado, hoje há tecnologia para levar em consideração também a mobilidade de quem os utiliza.

Assim, materiais como placas cerâmicas ou estruturas metálicas mais espessas podem até ser mais eficientes, mas são mais desajeitados e menos macios. É praticamente uma unanimidade entre aqueles que utilizam produtos do gênero os coletes à prova de bala feitos em Kevlar. O entrelaçamento dos fios é o grande segredo do seu potencial de resistência a impactos.

O impacto de um projétil faz com que o entrelaçamento de fios do colete seja empurrado para trás, dispersando a energia do ponto de impacto para uma área ampla. Assim, não importando em que local aconteça, ele sempre terá sua energia distribuída ao longo de toda a estrutura.

Tipos de fibras


Embora seja o material mais utilizado, o Kevlar não é a única alternativa na construção de coletes à prova de bala. Outra fibra, chamada Vectran, é capaz de apresentar resistência até duas vezes superior à do Kevlar, chegando a ser até 10 vezes mais resistente do que o aço. A tecnologia hoje é propriedade da empresa norte-americana Kuraray, que fabrica 100% dos produtos comercializados no mundo nos quais o recurso é aplicado.

Por ser um pouco mais resistente, o Vectran é utilizado pela NASA na proteção de cabos e no revestimento de sondas, como as utilizadas nas missões Spirit e Opportunity, que foram enviadas a Marte.
Qual é o nível de segurança possível com um colete à prova de balas?

Além disso, há soluções mais curiosas que, por enquanto, ainda estão sendo estudadas em laboratório. Foi descoberto que a seda de aranha, por exemplo, pode ser até 20 vezes mais resistente do que um fio equivalente de aço. Para que ela seja produzida, os pesquisadores modificaram geneticamente bodes para que produzam o mesmo componente químico.

Esse material inusitado recebeu o nome de Bioaço, que, aplicado aos tecidos, pode manter características de leveza e resistência com muita facilidade. Por fim, os nanotubos de carbono são outra alternativa em estudo em laboratórios. Pesquisadores afirmam que os fios com essa característica podem ser ainda mais resistentes. O grande problema, ao menos por enquanto, é o custo: cerca de R$ 1 mil por grama.

Os limites da resistência


Como você já deve imaginar, os coletes à prova de bala ajudam bastante quem os utiliza, mas não fazem milagres. Há limites de impacto de acordo com o estilo de construção utilizado, independente do material. Quanto maior for o entrelaçamento de fibras, mais resistente ele será. E, obviamente, mais caro.

Em linhas gerais, há seis níveis de proteção entre os coletes à prova de balas. O grau de proteção é mensurado de acordo com a velocidade de impacto (em metros por segundo) a que o conjunto é capaz de resistir. Confira quais são eles:




  • Proteção nível I – resiste a velocidades entre 259 e 320 metros por segundo. Armas com calibre 38 e 22 estão entre as que disparam projéteis com essas características. É o mais simples dos coletes e, por conta disso, aquele que é utilizado em maior escala.
  • Proteção nível II-A – resiste a velocidades entre 332 e 381 metros por segundo. Armas como as pistolas 9 milímetros e Magnum .357 estão entre as que disparam projéteis com essas características.
  • Proteção nível II – um pouco mais resistente em relação às proteções de nível II-A, os coletes com essas características aguentam disparos entre 358 e 425 metros por segundo. É utilizado como defesa para armas do mesmo calibre do nível anterior.
  • Proteção nível III-A – resiste a impactos com velocidades médias de 427 metros por segundo. Armas como as pistolas 9 milímetros e as Magnum .44 estão entre as que produzem impactos dessa natureza.
  • Proteção nível III – muito mais resistentes, os coletes com essas características absorvem impactos com até 838 metros por segundo. O rifle Winchester .308 é um dos principais representantes entre as armas que produzem impactos desse nível.
  • Proteção nível IV – resistente a impactos de até 869 metros por segundo, está entre os coletes mais resistentes comercializados. Essa proteção é capaz de resistir a impactos de M2 Armor Piercing .30, arma de grosso calibre e capaz de fazer muitos estragos.


  • Qual é o nível de segurança possível com um colete à prova de balas?
    Projéteis de armas .30 podem ser paradas por coletes de nível IV.(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)


    Outros fatores devem ser considerados também na hora de um disparo, como a distância da arma em relação a quem está utilizando o colete ou a trajetória do projétil. Os números não são exatos e se referem a uma probabilidade, que pode ser maior ou menor, de resistência a impactos dessa natureza.

    segunda-feira, 14 de outubro de 2013

    Tentativas de estupro à mulheres e de homicídio à vigilantes voltam a rondar os campi da UFRGS

    A ASSUFRGS recebeu a denúncia de duas tentativas de estupro a estudantes no campus do Vale da UFRGS e tentativa de homicídio a servidores vigilantes somente nesta primeira semana de outubro. No último dia 10, uma estudante de 15 anos apenas, do Colégio Aplicação, sofreu assédio sexual dentro do ônibus que faz a linha circular no Campus do Vale, por um sujeito não identificado.

    No dia seguinte (11), outra estudante de Ecologia da Universidade sofreu tentativa de estupro dentro da mata no Campus do Vale. O fato não foi consumado, pois a estudante gritou por socorro, fazendo com que as pessoas e os vigilantes no Campus escutassem e fossem até o local, assustando o estuprador.

    Ainda nesse mesmo dia, por volta das 20h, um vigilante da Rudder sofreu tentativa de homicídio também no Campus do Vale. Segundo o relato, três indivíduos armados atiraram no vigilante, que só não teve ferimentos mais graves, pois os tiros atingiram o colete à prova de balas. No entanto, os criminosos levaram a arma e o colete do vigilante. Segundo os trabalhadores, nos últimos três anos, 14 armas e cinco coletes à prova de balas foram roubados dos vigilantes terceirizados que trabalham nos campi da UFRGS.

    A situação dos terceirizados não é nova dentro da UFRGS. A ASSUFRGS também realizou reportagem sobre a questão dos terceirizados, que pode ser lida no jornal de Outubro do Sindicato, denunciando não somente as condições precárias de trabalho dos mesmos, como a própria falta de segurança, em que casos semelhantes sobre a segurança dos trabalhadores, principalmente as mulheres, rondam no trabalho cotidiano. Uma universidade que se exalta em estar nas posições mais altas quanto ao investimento em ensino, não pode se omitir frente aos ataques diretos às vidas dos trabalhadores e da comunidade acadêmica da própria instituição. Os trabalhadores, além de ter que garantir o ambiente seguro à comunidade acadêmica, tem de defender com suas próprias mãos a própria vida para trabalhar para a Instituição, em salários rebaixados em relação aos servidores e condições de trabalho degradantes.

    Vigilantes na mira da reitoria

    Em reunião com o reitor da UFRGS, a ASSUFRGS solicitou concurso público para segurança da UFRGS. Mas, de resposta ouviu que a quantidade de vigilantes, segundo a administração, “é suficiente”. O concurso para vigilante não ocorre desde 1994, e a reitoria prefere apostar na segurança privada, terceirizando o serviço, sob a justificativa de que o cargo para vigilante está extinto, e por isso a não necessidade de concurso público. No entanto, o GT de Segurança da ASSUFRGS já entregou os documentos à administração provando que o cargo não está extinto, e a necessidade de concurso público para Vigilância dos campi.

    Bandido é baleado por policial ao tentar assaltar motociclista

    O motociclista estava em uma em Hornet branca. Assista ao vídeo.

    terça-feira, 8 de outubro de 2013

    Fala da Coordenadora Geral do DCE-UFJF, durante o XXII SEMINÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA DAS IPES

    A Coordenadora-geral do DCE UFJF, Laiz Perrut, participou na manhã de ontem da mesa de abertura do XII Seminário Nacional de Segurança das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES).

    Em sua fala, Laiz denunciou os problemas existentes em decorrência da falta de realização de concurso público para vigilantes e a terceirização do serviço de vigilância. Hoje, na UFJF, há apenas 32 servidores vigilantes, sendo todo o restante do pessoal necessário terceirizado, o que traz problemas como a falta de preparo dos e das profissionais por parte das empresas contratadas, a alta rotatividade de funcionários, a sua desvalorização - seguindo a lógica lucrativa das empresas privadas, o que reflete diretamente na queda da qualidade dos serviços prestados.

    Aliado a este problema, Laiz enfatizou que a solução para problemas relativos à segurança não consistem apenas em construir prédios com câmeras e diversos dispositivos eletrônicos, uma vez que não se investe no básico: educação, políticas públicas e pessoal qualificado.

    Laiz também afirmou que a falta de políticas públicas para a juventude, especificamente, é uma das grandes razões para o grande aumento da violência em Juiz de Fora, sobretudo entre jovens negros moradores dos bairros mais pobres. A cidade de Juiz de Fora e o estado de Minas Gerais possuem uma visão negativa do jovem como somente pessoas na transição da infância para a fase adulta, e representantes de perigo e risco à sociedade se não estiverem "ocupados", o que contribui à lógica mercantilista da exploração da mão-de-obra jovem e não do oferecimento de políticas públicas por parte do Estado e do Município.

    Aplaudida pelos e pelas presentes, Laiz encerrou dizendo que o DCE UFJF é solidário à pauta dos servidores sobre a necessidade de concurso público para provimento de cargos de vigilantes e, para além disso, cobrar do poder público a implementação de políticas públicas para a juventude como forma de se buscar uma solução para a questão da violência.

    Enviado por: Moacyr - UFJF