segunda-feira, 16 de junho de 2014

Reitora da UFSC se reúne com comandante da PM em Santa Catarina


A reitora e o chefe de Gabinete participaram de reunião com a Polícia Militar de Santa Catarina. Foto: Comunicação PM

A reitora, Roselane Neckel, e o chefe de Gabinete, Carlos Antônio Oliveira Vieira, participaram de uma reunião, nesta quinta-feira, 12 de junho, com o coronel Valdemir Cabral, comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina. Nessa ocasião, foram discutidas ações que podem ser feitas em conjunto para reforçar a segurança no campus da UFSC e em seu entorno, definidas a partir das solicitações encaminhadas à Administração Central pela comunidade universitária, e encaminhamentos da audiência pública realizada no dia 14 de maio. Na próxima semana, haverá uma reunião entre a reitora e o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D´Ávila.

“Levamos um pedido de diversos grupos de estudantes que desejam uma segurança mais eficaz, especialmente no campus Florianópolis”, destaca a reitora. “Estamos falando especificamente de combate a crimes como assaltos, estupros, roubos e sequestros, como o que aconteceu recentemente”, complementa. Ela frisou, durante o encontro, que, embora se reconheça que a questão da segurança seja mais ampla – e diga respeito a todo o Estado –, a Universidade está à disposição para auxiliar, inclusive, na concepção de políticas públicas que levem melhorias para toda a população. “Temos diversos especialistas, pessoas que pesquisam esse tema e podem atuar nessa área”, ressaltou.

A reitora levou ao comandante dados sobre o funcionamento do Departamento de Segurança da Universidade. Além disso, explicou que a questão da segurança no campus é uma preocupação de reitores e reitoras de todo o país, que pedem a reativação de cargos extintos nessa área, a fim de contratar novos profissionais. O chefe de Gabinete informou sobre as medidas já adotadas, como a melhoria na iluminação do campus e a instalação de novas câmeras de monitoramento.

Em maio, a Reitoria promoveu uma audiência pública para discutir segurança no campus. Uma das medidas acordadas foi a criação de uma comissão permanente para discutir e aperfeiçoar a política de segurança na instituição. “Estamos aguardando que os diversos setores contactados indiquem seus representantes. No caso dos estudantes, como estavam em processo eleitoral para o Diretório Central dos Estudantes (DCE), os nomes ainda não foram indicados. Pretendemos envolver a comunidade nessa discussão”, explica o chefe de Gabinete.

Diretoria Geral de Comunicação / UFSC

domingo, 15 de junho de 2014

O homem morreu após ser atingido por tiros na UFMA

Identificado como Igor Albert Vaz dos Santos de 19 anos, morador da Vila Bacanga, localizada próxima ao campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) na capital, morreu dentro da instituição após ser atingido por cinco disparos.
UFMA (Foto: Divulgação / Fabrício Cunha)
De acordo com informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), estava acontecendo um arraial universitário nas dependências do colégio na madrugada de sábado (14).

O suspeito de autoria dos disparos, um vigia da UFMA, teria disparado cinco vezes contra Albert. Apenas um deles acertou o jovem. O crime ocorreu próximo à Concha Acústica. De acordo com informações da assessoria de comunicação da universidade, aproximadamente 10 homens estavam assaltando os participantes do arraial realizado no campus do Bacanga.
Imagens do circuito de monitoramento da UFMA (Foto: Divulgação/UFMA)Imagens do circuito de monitoramento da UFMA
(Foto: Divulgação/UFMA)
A denúncia foi feita por uma senhora. Conforme a nota, quando os vigilantes se aproximaram, os homens que estariam assaltando começaram a apedrejar as câmeras de segurança e os próprios vigilantes. Ainda segundo a nota, um vigilante disparou três tiros para cima, com o intuito de dispersar o grupo. O grupo teria reagido atirando em direção aos vigilantes. Houve troca de tiros.

Um dos vigilantes então disparou dois tiros, sendo que só um deles atingiu o jovem identificado como Igor Albert dos Santos, 19 anos, conhecido por “Cachorrão”. Após a troca de tiros, a vigilância da Universidade acionou a Polícia Militar.

Já conforme informações do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), estava acontecendo um arraial universitário nas dependências do colégio quando ocorreu um tumulto e várias pessoas tentaram invadir o local.

Na ocasião, um dos vigilantes efetuou alguns disparos para o alto. Igor Albert Vale dos Santos teria partido para cima do mesmo, que acabou disparando contra o jovem, atingido no peito esquerdo.

A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Djalma Marques, Socorrão I. Ainda de acordo com o Ciops, o autor dos disparos fugiu do local. O supervisor da empresa na qual o vigilante que atirou trabalha informou que ele vai se apresentar à polícia com um advogado
Enviado por: Edilson Costa - UFMA

segunda-feira, 9 de junho de 2014

José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça é contra a PEC 51 - Proposta muda a estrutura da segurança pública do País e desmilitariza as polícias


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 51/2013), que muda radicalmente as polícias no Brasil, se encontra desde o dia 9 de abril deste ano na Secretaria Geral da Mesa do Senado. Pode ter emperrado. A proposta, porém, dificilmente será aprovada, porque não conta com a simpatia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Pelo menos é o que o ministro tem dito a gestores da segurança pública de todo o País com quem tem se reunido nas últimas semanas. Na quarta-feira (04), ele se reuniu com os quatro secretários de Segurança Pública da Região Sudeste: André Garcia, do Espírito Santo; José Mariano Beltrame, do Rio; Rômulo Ferraz, de Minas Gerais; e Fernando Grella, de São Paulo. Na semana passada, José Eduardo Cardozo já havia se reunido com um grupo de comandantes gerais das Polícias Militares.

A iniciativa da PEC é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Mesmo sendo do partido do ministro Cardozo, o senador carioca não conseguiu influenciar figuras importantes do governo da presidente Dilma Rousseff a comprar sua ideia. Autoridades dos governos estaduais, como a maioria dos secretários de Segurança e todos os comandantes gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, também são totalmente contra a PEC 51.

A autoridades mais próximas, com quem o Blog do Elimar Côrtes teve contatos telefônicos nos últimos dias – inclusive com autoridades do próprio Ministério da Justiça –, o ministro José Eduardo Cardozo revelou que, caso seja consultado pela presidente Dilma, dirá que é contra a maioria das mudanças propostas pela PEC 51. Segundo ele, o País precisa ter Polícias Militares fortes e Polícia Judiciária eficiente nas investigações de crimes.

Por isso, a União tem ajudado estados a reforçarem os trabalhos das perícias criminais, por meio de programa Brasil Mais Seguro. Ressaltou, porém, a necessidade de cada vez reforçar as Guardas Municipais.

O ministro Cardozo teria dito a um dos interlocutores que a PEC 51 é equivocada e que, do jeito que foi construída, não garante a redução da violência e a intensificação do combate ao crime organizado no País. A PEC, na avaliação do ministro Cardozo, tem mais caráter ideológico e sociológico do que prático.

De fato, a PEC 51 foi elaborada pelo sociólogo Luiz Eduardo Soares. Precisa dizer mais coisa? O ministro está correto de razão.

Desmilitarização das polícias é uma cegueira total e jogada de marketing político, diz comandante geral da PM de Minas

O ministro Cardozo já conhece, inclusive, a opinião do presidente do Conselho dos Comandantes Gerais das Polícia Militares, coronel Márcio Martins Sant’Ana – comandante da PM de Minas –, que critica os defensores da desmilitarização da corporação, que, segundo ele, seria um armadilha para a população.

“Achar que desmilitarizar é a solução para a segurança pública não é uma visão nem míope, mas uma cegueira total. É não ter percepção da realidade, não conhecer as instituições e fazer com que uma proposta mirabolante como essa seja mais um marketing político do que a responsabilidade para resolver os problemas de segurança pública. Somos garantidores do Estado Democrático de Direito. Se existe um serviço democrático no rol dos serviços públicos, é o serviço de Polícia Militar”, disse o coronel Sant’Anna, em recente entrevista à imprensa mineira.

Fonte: ADPF - Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
Enviado por: Renato - UFRRJ

Assalto na UFSC, em que estudante foi baleado, é filmado por câmeras

Crime ocorreu na noite de quarta-feira (4) no campus de Florianópolis.
Aluno foi baleado no glúteo; adolescente de 17 anos foi apreendido.

Câmeras de monitoramento do campus de Florianópolis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostraram o momento em que um estudante foi assaltado e baleado. O crime ocorreu na noite de quarta-feira (4). As imagens foram divulgadas nesta quinta (5) no Jornal do Almoço (veja o vídeo ao lado).

Dois criminosos em uma moto cometeram o assalto por volta das 22h. O estudante foi baleado no glúteo durante o assalto e os infratores fugiram levando o veículo. Um adolescente foi apreendido suspeito de participação no roubo, mas o outro assaltante fugiu com a As imagens das câmeras de monitoramento da UFSC mostram o aluno do curso de sistemas da informação se preparando para sair do local quando foi surpreendido por dois jovens em uma moto. Eles anunciaram o roubo e a vítima reagiu, entrando em luta corporal com um dos suspeitos.

Outro estudante tentou ajudar, mas um dos assaltantes estava armado e atirou. O disparo acabou atingindo o glúteo do dono da moto. Em outra imagem, os infratores apareceram fugindo com o veículo da vítima. Na sequência, o aluno que foi baleado correu desesperado.

"Pessoal do monitoramento viu uma moto por volta das 21h30 toda apagada no campus", contou o chefe de Seguranda da UFSC, Leandro Oliveira. "Então, através do monitoramento, foram observados alguns locais de estacionamento de motos e bicicletas e aí foi flagrada a ação", finalizou.

Para assistir ao vídeo, clique no link abaixo:
http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2014/06/cameras-mostram-assalto-na-ufsc-em-que-estudante-foi-baleado.html 
Fonte: G1
Enviado por: Teles - UFSC

sábado, 7 de junho de 2014

Relatório de debate promovido pela união nacional dos estudantes durante o 62° Conselho Nacional de Entidades Gerais, o Coneg da UNE

Mesa: Por uma nova política de segurança pública para a universidade e o Brasil 
Data: 31 de maio (sábado)
Horário: 15 às 17h

Local: Anfiteatro da Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP, Av. Professor Luciano Gualberto nº 158 – Travessa 3 - Butantã

A União Nacional dos Estudantes promoveu nos dias 30 e 31 de maio e 01 de junho de 2014, nas dependências da Escola Politécnica da USP, vários debates; dentre os temas discutidos, fomos convidados pela Direção da UNE a participar do debate “Por uma nova política de segurança pública para a universidade e o Brasil”.

Com a finalidade de expor a realidade da segurança orgânica das universidades, discutimos com um grande número de estudantes e convidados, qual o modelo de segurança seria considerado o ideal e que atendesse as necessidades da comunidade universitária de acordo com o contexto atual;

Com a presença do Tenente Coronel da reserva da Policia Militar do Estado de São Paulo, Adilson Paes, a desmilitarização das polícias foi um assunto colocado por todos os presentes como uma alternativa para que se reduza a criminalidade, inclusive a que parte das polícias, que afeta toda a sociedade;

Paes defendeu em sua tese de Mestrado a desmilitarização das policias. Segundo ele, os policiais condenados por homicídios, que foram por ele entrevistados, confessaram que mataram porque enfrentaram nas ruas inimigos e que inimigos quando não morrem, matam. Disseram também que o sistema doutrinário da polícia militar incentiva e ao mesmo tempo favorece aos mesmos cometerem os crimes e por diversas vezes saírem impunes. 

Paes sugere a desconstrução do atual modelo de policia para a construção de um modelo civil, onde segundo ele a probabilidade de redução de índices de corrupção e o consequente aumento da sensação de segurança para a sociedade seria maior com mais transparência.

O debate foi tomado por desabafos dos participantes em suas realidades cotidianas, tanto no meio universitário quanto fora da Universidade; muitos acusam que já sofreram algum tipo de violência, até mesmo da polícia e consideram este ser um ponto de partida para as discussões sobre qual o modelo de segurança seria o ideal para o interior das universidades.

A implantação de parceria de postos das polícias no interior dos campi, de rondas ostensivas e de qualquer intervenção sem o convite e consentimento da administração foi completamente repudiada por considerar o modelo de atuação como repressivo, sendo aconselhado que o corpo orgânico das guardas universitárias são melhores preparados, capacitados e direcionados para a realidade das universidades.

Ao mesmo tempo vem sendo notado em âmbito nacional a questão do descontrole da situação no que se refere ao consumo de drogas ilícitas no interior dos campi e as formas de abordagens adotadas tanto pela polícia quanto pela guarda terceirizada, ambas de forma repreensiva e tornando a universidade uma agente excludente ao invés de trabalhar o papel de inclusão; o tráfico presente dentro dos campi é que vem sendo considerado como fator de risco. 

Fiz uma explanação sobre a atual situação do quadro de vigilantes orgânicos das Ipes de todo o Brasil, contemplando a quantidade presumida de terceirizados e a quantidade de vigilantes orgânicos; informei sobre os valores gastos com os contratos terceirizados de vigilância, tomando por base o vigente na UFU; 

Falei sobre a capacitação e formação a que os vigilantes orgânicos são submetidos e que os terceirizados não, pelo contrário, são preparados para atender outras necessidades que não as demandas internas das universidades; fui obrigado a ressaltar que a idade média dos vigilantes orgânicos remanescentes é alta, acima dos 50 anos e que por atos da administração federal os pedidos de abertura de concurso público estão sendo recusados pelo MEC, pedidos estes que estão sendo formulados através de discussões a nível nacional dos vigilantes orgânicos das Ipes; citei o Seminário Nacional dos vigilantes das Ipes como ponto de referência de discussão da segurança das universidades, destaquei todo o temário para que todos tenham conhecimento do que é discutido durante e após o Seminário e por fim solicitei um empenho conjunto com UNE, DCEs, Sindicatos, Fasubra, Administrações superiores e Andifes em torno da realização de concurso público para a área de segurança, seja ele para vigilante ou para a criação da Polícia Universitária.

Ao final, fizemos as considerações e agradecemos a oportunidade de mostrar um pouco da realidade do quadro da segurança nas universidades públicas e fomos procurados por diversos presentes após o debate para esclarecimentos sobre o tema e possível participação em seminários institucionais programados em algumas universidades, visando aperfeiçoar as ações a serem adotadas na solução destas e de outras situações que requeiram a intervenção, estando relacionadas à área de segurança.

Uberlândia, 05 de junho de 2014

Marco Antonio Silva
Vigilante orgânico da Universidade Federal de Uberlândia

sábado, 31 de maio de 2014

Festa da Uff, em Rio das Ostras, costura vaginas e usa crânios humanos em suposto ritual.

Evento aconteceu no último dia 28, dentro do campus da universidade.

Uma festa ocorrida dentro do Campus da Universidade Federal Fluminense em Rio das Ostras, está causando polêmicas na internet. Com o nome de “Xereca Satânik”, o evento criado no facebook teve 2.200 convidados e 334 pessoas que confirmaram presença. De acordo com a página do evento, a festa é uma confraternização do Seminário Corpo e Resistência e - 2° Seminário de INVESTIGAÇÃO & CRIAÇÃO do Grupo de Pesquisas/CNPq Cultura e Cidade Contemporânea, e dentre as atrações anunciadas estão destruilção, paganismo, bruxaria, travessuras e travestis, sapatânicas, promiscuidades, orgias e Respeito. Em fotos publicadas na internet, jovens podem ser vistas nuas sendo costuradas por outras participantes.
Após os primeiros comentários gerados na internet, uma integrante do evento criado postou um manifesto que apresentou o movimento como sendo de arte e representando a liberdade dos corpos. Ainda de acordo com o manifesto “Todos os valores que vos ensinaram nas escolas e nas igrejas, nós viemos ao mundo para profaná-los, para manchá-los de sangue. Nós queremos chocar vossas cabeças com nosso modo agressivo e marginal de existir, foi assim que vocês nos geraram nesse mundo extremamente desigual. Somos criações poeticamente pervertidas e obras santificadamente degeneradas.” O texto foi produzido em solidariedade aos participantes que estão sendo denunciados ao Ministério Público, Conselho Universitário e mídia após realizarem um evento performático.
O reitor da UFF, Roberto Salles, informou que além da abertura de uma sindicância, proibiu os diretores do pólo de se pronunciarem sobre as festas que acontecem dentro da instituição. Concluiu, afirmando que todas as informações serão apuradas e os responsáveis punidos.
Fonte: http://www.cliquediario.com.br/en/jornal/cidades/2927/Em-Rio-das-Ostras-festa-da-Uff-costura-vaginas-e-usa-cr%C3%A2nios-humanos-em-suposto-ritual.htm


O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,universidade-e-pf-investigam-performance-em-que-mulher-teve-peito-cortado-e-outra-vagina-costurada,1505016
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UNIVERSIDADE E PF INVESTIGAM PERFORMANCE EM QUE MULHER TEVE PEITO CORTADO E OUTRA, VAGINA COSTURADA.
Fonte: Thaise Constâncio - O Estado de São Paulo
03/06/2014

Trabalho encerrou seminário Corpo e Resistência, da Universidade Federal Fluminense. Chefe do departamento destacou que performance foi realizada 'dentro de uma perspectiva acadêmica' e que artista estava 'em plena posse dos sentidos e o fez porque quis'.

RIO - Era para ser uma performance contra o aumento de estupros e a violência sexual contra a mulher como parte do seminário Corpo e Resistência, no câmpus de Rio das Ostras, na Região dos Lagos, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Terminou como uma grande polêmica sobre arte e os limites da liberdade de expressão quando fotos do evento foram publicadas nas redes sociais. A universidade e Polícia Federal investigam o caso.

Além de discussões teóricas, o seminário, realizado no dia 28 de maio pelo curso de Produção Cultural, incluía uma apresentação da artista mineira Raíssa Vitral e uma festa intitulada Xereca Satanik. Durante o evento, mulheres ficaram nuas, uma participante foi cortada no peito com um estilete e Raísssa - que costuma usar o próprio corpo como parte das performances -, teve a vagina costurada enquanto fumava e conversava. Tudo fazia parte de uma performance artística.

Choque à sensibilidade - Diante da polêmica, o chefe do departamento de Artes e Estudos Culturais, Daniel Caetano, explicou em seu perfil no Facebook que as performances foram “feitas para chocar a sensibilidade das pessoas e fazê-las pensar sobre seus próprios limites”. “Damos apoio total aos promotores do evento, realizado dentro de uma perspectiva acadêmica, com base em discussões ocorridas nas aulas de uma disciplina. É coisa séria e deve ser respeitada.”

Ele acrescentou que costurar partes do corpo “não é novidade” e já foi reproduzido por artistas contemporâneos como Marina Abramovic e Lydia Lunch. O professor esclareceu que Raíssa “estava em plena posse dos seus sentidos e o fez porque quis” e "nenhum aluno ou qualquer outra pessoa foi constrangido a fazer nada”.

“Qualquer tentativa de intimidar o curso, os alunos, os professores ou os participantes do evento será por nós considerado um gesto de censura (...), não haverá de nossa parte qualquer censura a atos do gênero.”

Na segunda-feira, 2, a UFF instaurou uma comissão de sindicância para, em 30 dias, apurar o que aconteceu no câmpus de Rio das Ostras. No mesmo dia, o vice-reitor em exercício, Sidney Mello, afirmou em nota publicada no site da universidade que “é inegável o direito da manifestação política e cultural. Existem, no entanto, regras mínimas de respeito pelo outro e pelo espaço público, norteadas por princípios éticos e pela legislação vigente”.

Nesta terça-feira, 3, o vice-reitor ressaltou que a Direção Central “não compactua com qualquer tipo atividade que, desvirtuando de sua essência institucional, extrapole os limites do razoável, atentando aos valores da liberdade e igualdade, ou ofendendo a dignidade da pessoa humana”.

A Polícia Federal também investiga “as circunstâncias da utilização do patrimônio público federal” e vai ouvir representantes da UFF e os responsáveis pela organização da festa para esclarecer o caso.

Estupros - Um dos objetivos da performance era “denunciar” o aumento das ocorrências de estupros em Rio das Ostras: no primeiro trimestre de 2014 houve 20 registros, contra 14 casos no mesmo período do ano anterior (crescimento de 42%), de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública.

Questionada sobre o aumento da violência sexual contra a mulher na cidade, a prefeitura de Rio das Ostras informou que o crescimento populacional “está diretamente relacionado ao aumento dos índices de violência”. Em 2004, havia 45 mil habitantes, ante 120 mil pessoas em 2013.

A prefeitura também informou que reforçou o patrulhamento no município em, pelo menos, 80 policiais e aumentou a quantidade de câmeras de vigilância na cidade (de 20 para 60). Além disso, ampliou o Núcleo de Atendimento à Mulher, na 128ª Delegacia de Polícia, e oferece atendimento individualizado às vítimas de todos os tipos de violência.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

UFU - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Promoveu o seminário “Segurança no Campus: a presença da PM nos ambientes universitários”

Aconteceu nos dias 27 e 28 de maio, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) o seminário “Segurança no Campus: a presença da PM nos ambientes universitários”. Segundo Paulo Vinicius Lamana, Secretário da Diretoria de Assuntos Estudantis, o seminário teve o objetivo de estimular a comunidade universitária a refletir sobre a presença da Polícia Militar no campus, sobretudo a partir da Ação Civil Pública impetrada pelo MPF ​que indica a necessidade de construção de um posto policial​.


Durante o seminário houveram duas mesas. Na primeira foi debatida a questão mais ampla, sobre a natureza da proposta como a segurança, a democracia e a autonomia universitária. Na segunda, explanação de experiências nacionais com postos policiais em campi universitários.



Organização: Diretoria de Assuntos Estudantis (Dires)
Local: Anfiteatro do Bloco 5S, Campus Santa Mônica
Data: De terça-feira, 27 Maio, 2014 - 19:00 até quarta-feira, 28 Maio, 2014 - 21:00

Durante o evento, que esteve lotado nos dois dias, dois pontos ficaram bastante nítidos: 1º NÃO QUEREM POLÍCIA NO CAMPUS, 2º CONCURSO PARA VIGILANTE DO QUADRO DA UNIVERSIDADE JÁ!.

O seminário foi muito bom, em breve teremos o vídeo e postarei aqui. 

Abaixo disponibilizamos arquivos com documentos que foram entregues e que irão para o MPF, onde fica claro o pedido de abertura de concurso público, um dos documentos foi redigido por vários D.A.s e o outro, um jornal, redigido por um grupo político de estudantes organizados.

Posteriormente adicionaremos outro documento redigido pela Divisão de Assuntos Estudantis da UFU, um órgão da própria Administração.