terça-feira, 5 de maio de 2015

Mesmo recebendo para trabalhar exclusivamente para universidade, professores mantêm escritórios de advocacia, atendimentos médicos e serviços privados

Professores de universidades federais com contrato de dedicação exclusiva – que prevê 40 horas de trabalho e proíbe outros vínculos empregatícios – fazem consultorias, atendem em consultórios particulares, em escritórios de advocacia e mantêm outras atividades. A prática se repete em diversas instituições públicas do País e lesa em milhões o orçamento da educação superior, além de prejudicar a qualidade do ensino e da pesquisa. Segundo o Censo da Educação Superior, 88,20% do total de professores das federais trabalham em regime de dedicação exclusiva.

A irregularidade, conhecida dentro das instituições por professores e alunos, aparece em processos do Ministério Público Federal e em auditorias da Controladoria Geral da União. As investigações, pontuais, em geral exigem a devolução dos valores recebidos pela dedicação exclusiva, o que pode significar montantes de até R$ 400 mil por professor.



Em Minas Gerais, o Ministério Público Federal entrou com ação judicial no início deste ano contra cinco professores da Faculdade de Medicina da UFMG, acusados de receber remuneração da Unimed por atendimentos em clínicas particulares. Sem revelar o valor exato devido por cada um dos professores, o MPF afirma que todos devem ressarcir a universidade em valores acima de R$ 100 mil, sendo que em ao menos um dos casos a quantia devida chega a R$ 250 mil. 

Antes do início da ação judicial, o MPF chegou a procurar os cinco professores e uma sexta docente aposentada para propor um termo de ajuste de conduta. A professora aposentada foi a única a assinar o acordo e se comprometer a devolver R$ 236 mil à universidade.

Confira fraudes apuradas em algumas das 63 universidades federais











USP - Mais de 40% dos professores com contrato de exclusividade na USP têm outros trabalhos. Cerca de 2,1 mil professores têm autorização para receber remuneração por cursos pagos ou pesquisa em empresas. Foto: divulgação/Usp

“É incompatível com o regime de trabalho de dedicação exclusiva o exercício de atividades remuneradas públicas ou privadas

No Rio Grande do Norte, o MPF entrou com uma ação de improbidade contra uma professora de Direito da UFRN. A docente continuava a atuar como advogada em pelo menos 17 ações judiciais após assinar contrato de dedicação exclusiva com a universidade. O MPF pede que a professora devolva R$ 135 mil aos cofres públicos, valor referente à bonificação de dedicação exclusiva recebida por ela ao longo de seis anos.

A consulta eletrônica no TJ-RN indicou sua participação em 47 processos judiciais em primeira instância e 33 em segunda instância, além de outros 31 na Justiça Federal do Rio Grande do Norte. Na investigação, foram reunidas mensagens de celular em que a professora da UFRN negociava o valor de seus honorários com clientes. 

Em abril, a universidade ainda apurava 41 processos contra professores com possíveis irregularidades, segundo a pró-Reitora de Gestão de Pessoas da UFRN, Mirian Dantas dos Santos. De acordo com ela, no ano passado a universidade condenou quatro servidores pelo mesmo tipo de irregularidade a devolver a bonificação de dedicação exclusiva à instituição. Até abril de 2015, a UFRN havia recebido R$ 867 mil dos servidores. 

Em auditoria feita pela Controladoria Geral da União na Universidade Federal do Espírito Santo em 2014, os fiscais encontraram um professor que deve, sozinho, devolver R$ 409,3 mil pelo recebimento indevido de gratificação por dedicação exclusiva. O relatório aponta o descumprimento do regime de trabalho entre julho de 1998 e 2005. Segundo a Ufes, o processo administrativo está em andamento.

O relatório apontava ainda outro professor que teria de devolver R$ 36 mil por descumprir seu contrato de exclusividade entre os anos de 2002 e 2004. A Federal do Espírito Santo afirma que, nesse caso, o acordo para ressarcimento já foi assinado.

Wikimedia Commons

Paula Schirmer, procuradora do MPF-RS, afirma que o órgão recebe com frequência denúncia de professores que quebram contrato de exclusividade com federal 

No Rio Grande do Sul, o MPF denunciou por estelionato 14 professores de odontologia da Universidade Federal de Santa Maria. Os professores, com contratos de dedicação exclusiva, mantinham consultórios particulares e davam aulas em outras instituições de ensino.

Paula Schirmer, procuradora da República de Santa Maria, conta que há anos o MPF tem recebido com certa frequência relatos e denúncias a respeito de casos de irregularidades cometidas por professores de dedicação exclusiva. Além dos 14 casos em que ações já foram abertas, ela informa que "seis inquéritos policiais ainda seguem em andamento, apenas em relação ao curso de odontologia, e ainda há investigações em curso a respeito de docentes do curso de medicina".

Prejuízo ao ensino

O contrato de dedicação exclusiva é tido como prioritário pelo Ministério da Educação e pelas universidades federais para que os professores tenham maior comprometimento com a pesquisa e com a pós-graduação. Por conta dessa garantia, os professores recebem uma importante bonificação no seu salário. Após 3 anos de carreira, o salário do doutor com dedicação exclusiva é de R$ 10 mil mensais frente a R$ 5,8 mil para docentes que trabalham 40 horas semanais sem exclusividade. Em final de carreira, o doutor com regime de dedicação exclusiva alcança o salário de R$ 17 mil mensais e seu colega sem dedicação exclusiva tem salário de até R$ 7,9 mil.

Mesmo sob o regime de contrato de exclusividade, os professores podem receber esporadicamente por participações em eventos científicos ou palestras, receber bolsas de agências de fomento ou organismos nacionais ou internacionais, ganhar direitos autorais ou direitos de propriedade intelectual e até participar de trabalhos eventuais em empresas privadas com permissão da universidade por, no máximo, 240 horas ao ano.

"Não é a maioria dos professores que ganha dinheiro dessa forma irregular, são poucos. O que temos dentro das universidades são alguns contratos em que professores ganham muito dinheiro, muitas vezes via fundações", afirma Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN (Sindicato da categoria). Para o sindicato, esse tipo de fraude prejudica o ensino e a pesquisa das universidades.

"Em se tratando de atividades remuneradas, elas invariavelmente concorrem com sua dedicação para a universidade. Se o professor recebe [um valor extra] para fazer uma coisa e não recebe para fazer sua pesquisa, ele vai se dedicar mais para fazer essa [consultoria ou atividade extra] do que a pesquisa ou a aula", considera. 

Dificuldades de fiscalização

Como os professores não têm horário definido para atuar nas atividades de pesquisa e extensão, as universidades federais têm dificuldade para controlar o trabalho dos seus mais de 68,4 mil docentes sob regime de dedicação exclusiva. Em geral, os docentes devem dar, ao menos, oito horas de aulas semanais e cumprir dois turnos dentro da universidade com suas demais atribuições, sem horário definido para isso. Para comprovar suas atividades, os professores entregam relatórios para as universidades em que apontam o tempo dedicado para cada uma de suas funções. 

De acordo com o Ministério da Educação, as universidades são autônomas e cabe a elas a fiscalização do cumprimento de contratos por seus profissionais. No entanto, a falta de eficiência no controle dentro das universidades é apontada por auditorias da Controladoria Geral da União. Seus relatórios têm indicado sistematicamente a existência de funcionários de universidades federais com contrato de dedicação exclusiva e que são sócios ou mantêm vínculos empregatícios em outras instituições públicas ou privadas.

“É mais fácil buscar a prova [de irregularidade] quando o professor é dedicação exclusiva. Agora o não cumprimento de carga horária também é irregular e deve ser apurado", diz o procurador Sérgio Pinel.

Ao menos sete dos 25 relatórios de auditoria feitos pela CGU em 2014 apontam graves irregularidades. 

Em 2012, o Tribunal de Contas da União fez auditoria em 19 universidades e institutos federais e flagrou ao menos 3.000 servidores, entre técnicos e professores, com mais de um contrato de trabalho apesar de ter dedicação exclusiva ou contratos que somavam jornadas de trabalho impraticáveis.


Cruzamento de dados e denúncias

Para mapear os casos, é feito o cruzamento dos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos) com o banco das federais. Foi assim que se descobriu dois professores da UFPB que mantinham vínculos com instituições privadas: um com Centro Nordestino de Ensino Superior Faculdade de Ciências Médicas e o outro com o Instituto Paraibanos de Educação (Unipê).

Em relatório da CGU de 2014 sobre a Federal de São Carlos (Ufscar), a auditoria indica ao menos 13 professores que aparecem como sócios ou gerentes de instituições privadas e outros 16 docentes com indícios de quebra de contrato. Nos dois casos, os auditores apontam que faltam mecanismos internos de fiscalização eficientes para evitar esse tipo de situação.

Divulgação/Dieison Guisolfi/IFMT

Prejuízo do IFMT com gratificação por dedicação exclusiva a professores que mantêm outras atividades pode chegar a R$ 225 mil 

Também a partir do cruzamento de dados sobre o quadro docente com a Rais, a auditoria da CGU encontrou 18 professores com atividades remuneradas irregulares no IFMT (Instituto Federal do Mato Grosso). O relatório estima um prejuízo de R$ 224.940,66.

Quando há vínculos de emprego do docente com outra empresa ou com empresa própria é mais fácil de mapear a irregularidade. As incongruências são apontadas para a instituição federal, que é responsável por verificar a irregularidade e punir o profissional, caso ela se comprove. 

No entanto, descobrir casos em que os professores prestam serviços privados sem contratatação é mais complicado e costuma ser fiscalizado apenas após denúncia. Em 2013, quatro professores de Direito da Universidade de Brasília assinaram um acordo em que se comprometiam a devolver R$ 1,12 milhão para o caixa da instituição. Os quatro eram acusados de manter atividade como advogados enquanto recebiam como professores de dedicação exclusiva. A denúncia foi feita ao MPF por estudantes da instituição.


Morosidade no processo

Um dos problemas relatados em diversos relatórios do órgão federal de fiscalização é a fragilidade da fiscalização e a demora para a apuração dos casos em que há indícios de corrupção. 

A UFPB recebeu ainda em 2013 uma lista com 102 casos de professores submetidos ao regime de dedicação exclusiva com indícios de exercício de outras atividades remuneradas. A auditoria da CGU de 2014 indica a morosidade dos processos, que ainda não tinham respostas em meados do ano passado.

Após elencar os problemas, o relatório conclui "que os procedimentos de apuração dos casos de potenciais acúmulos de cargos e de exercício de atividades incompatíveis com o regime de trabalho dos servidores da UFPB são extremamente precários e morosos, havendo a necessidade urgente de reestruturação da equipe responsável."

Procuradores e professores ouvidos pela reportagem dizem que por vezes faltam métodos de controle, pessoal e interesse dos servidores na fiscalização de colegas. O relatório de auditoria da Federal de Goiás (UFG) diz que a demora implica em um tipo de "anuência" da instituição.

"A manutenção desse padrão de apuração por parte da UFG implica numa consequência bastante importante: a acumulação de cargos pelos docentes, quando irregulares, não trazem quaisquer consequências legais ou administrativas a eles, desde que, à época da emissão do parecer da comissão, já estejam com a situação regularizada. Assim, a morosidade apontada acaba por se transformar em uma “anuência” da UFG para a ocorrência sistemática de casos como este, uma vez que alimenta essa prática", afirma o texto.

Para driblar esses problemas, alunos e professores levam suas denúncias ao Ministério Público. 

"Sem dúvida que a universidade terá mais facilidade de apurar se tiver notícia de um caso, mas isso não afasta a obrigação da universidade de ter rotinas para detectar as irregularidades. Ela deve exigir exigir com frequência que os professores assumam exclusividade, devem pedir relatórios de atividades mais amiúde, controle de frequência", indica o procurador da República Sérgio Pinel, representante do MPF no Rio de Janeiro.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2015-05-04/professores-burlam-contrato-e-lesam-em-milhoes-universidades-publicas.html

sábado, 2 de maio de 2015

Criminalidade faz USP instalar câmeras

Monitoramento será na Cidade Universitária e na unidade Leste; Faculdade de Direito também deve implementar sistema eletrônico

Após casos de assaltos e sequestros relâmpago, a Universidade de São Paulo (USP) reforça a presença da Polícia Militar (PM) na Cidade Universitária e vai instalar 638 câmeras no câmpus e na USP Leste. Já a Faculdade de Direito, no Largo São Francisco, pretende implementar monitoramento eletrônico ainda neste semestre.

É a terceira vez em 15 anos que a proposta de instalação de câmeras vem à tona na Faculdade de Direito. A medida enfrenta resistência dos estudantes, que temem que o chamado “território livre” do Direito seja monitorado. Mas uma série de episódios de furtos às bibliotecas e de equipamentos eletrônicos de estudantes e da faculdade reabriu o debate. O estudante Fernando Shecaira, do 5.º ano, teve um tablet de R$ 2 mil furtado. Ele nem chegou a registrar a ocorrência. “Daria mais dor de cabeça do que solução”, diz.

O plano prevê equipamentos em locais de circulação e em pontos como bibliotecas e entradas. “Não é só uma questão de segurança do patrimônio, mas de garantir a integridade física das pessoas”, diz o diretor, José Rogério Cruz e Tucci. 

A melhoria do monitoramento é uma das apostas para combater a criminalidade na Cidade Universitária, no Butantã. O edital para a compra das 638 câmeras já foi iniciado - hoje, são apenas 59 equipamentos. Nos três primeiros meses do ano, foram 41 furtos, 14 roubos e três sequestros informados à Guarda Universitária.

Base móvel da PM no acesso à São Remo: A presença de policiais tem sido reforçada, mas DCE diz que situação de insegurança continua igual

O novo superintendente do setor, o veterinário José Antônio Visintin, intensificou o diálogo com a Secretaria de Segurança Pública. Uma nova base móvel da Polícia Militar passou a ficar na frente do portão que fica próximo da Favela São Remo, um dos pontos críticos. Hoje, 22 policiais militares circulam no câmpus até as 23 horas. Ao Estado, Visintin afirmou que a resistência à polícia é por falta de informação. “Dizem que a PM só bate. Precisamos discutir melhor isso.”

Debate. A USP melhorou a iluminação nos pontos de ônibus, mas carece de equipe. Há só 54 guardas universitários no câmpus e 486 vigias. 

Desde a ditadura militar, a presença da PM na USP é tabu, mas após o assassinato do estudante Felipe de Paiva dentro do câmpus, em 2011, a reitoria assinou um convênio com a corporação. Para o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE-USP), Thales Migliari, a situação de insegurança não mudou. “Desde que a PM voltou ao câmpus, os casos de violência não diminuíram, há até casos de estupro.”

Visintin substituiu na Superintendência de Segurança da USP a antropóloga Ana Lúcia Pastore, que saiu em fevereiro. O aumento da presença da PM era um dos temas de discórdia entre ela e a reitoria. “Tem de haver uma discussão mais amadurecida. E na USP a prática da construção de um diálogo é muito incipiente”, diz Ana Lúcia.
MORTE FOI O QUE MOTIVOU MUDANÇA

1. Assassinato
O assassinato do estudante da FEA Felipe Paiva, em 2011, reacendeu debate de segurança.

2. PM no câmpus
Quatro meses após o crime, em setembro de 2011, a reitoria assina convênio com a PM.

3. Confronto
Em outubro daquele ano, PM detém usuários de maconha e alunos ocupam prédio da reitoria.

4. Luz
Novo sistema de iluminação é anunciado e primeiro trecho é inaugurado em 2013.

5. Troca
Novo chefe da Superintendência de Segurança, José Visintin comanda reforço da PM.

LUIZ FERNANDO TOLEDO, PAULO SALDAÑA E VICTOR VIEIRA - O ESTADO DE S. PAULO - 02 MAIO 2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Na UFPel Pró-reitora diz que Reitoria busca apoio permanente da polícia

Ediane e Mauro: mobilização
A Pró-reitora da Assuntos Estudantis da UFPel, Ediane Acunha, explicou há pouco que a direção da Universidade está preocupada com o abusivo número crescente de roubos, assaltos e agressões a estudantes da instituição, grande parte desses proveniente de outros estados e moradores da Casa do Estudante ou do Alojamento Provisório, que acolhe alunos que não obtêm vaga na primeira.

O Alojamento Provisório fica numa casa no início da Avenida Duque de Caxias 77, bairro Fragata. Já a Casa do Estudante fica na Andrade Neves, esquina General Telles. 

Segundo Ediane, o reitor Mauro Del Pino, ao longo dos meses, tem mantido contatos com a polícia, reportando casos e solicitando reforço do policiamento capaz de garantir a segurança dos estudantes das duas moradias estudantis e dos demais alunos da Universidade, que igualmente sofrem ataques frequentes na região do Porto, onde fica a Reitoria e diversos cursos.

"Infelizmente, mesmo com todas as providências tomadas pela Reitoria, mesmo com toda a mobilização da Pró-Reitoria em relação ao grave problema, os casos continuam se repetindo", lamenta Ediane, ressaltando, porém, que ainda confia numa solução.

Desde às 7h deste domingo, a pró-reitora e colegas estão envolvidos no atendimento aos estudantes que foram vítimas das agressões desta madrugada, tomando providências de apoio e fazendo a ponte com as famílias das vítimas.

Testemunha diz que briga com gangue foi causada por 2 alunos

Relatos de testemunhas dão conta de que o confronto com a gangue no Fragata, na madrugada deste domingo (26), teve como detonador da violência física dois dos estudantes moradores do Alojamento Provisório da UFPel, nº 77 da Avenida Duque de Caxias, Fragata, e que acabou com feridos graves, um deles internado na UTI com risco de morte.

Segundo testemunhas, moradores do alojamento voltavam à noite de uma festa, pela avenida, a pé, quando foram provocados pela gangue, composta por cerca de 10 integrantes. Além da provocação, a gangue teria ameaçado roubar os estudantes, que fugiram correndo e conseguiram chegar ao alojamento. 

Mesmo em segurança, dois estudantes resolveram sair de novo do Alojamento para enfrentar a gangue - um dos alunos estava armado de uma faca. No confronto, ele teria esfaqueado um dos membros da gangue e, depois, sofrido a reação dos demais, ao ponto de tentarem matá-lo batendo em sua cabeça com uma pedra. O outro estudante recebeu um corte na cabeça.

O integrante da gangue recebeu pontos no corte feito com a faca e foi liberado. Já o estudante que o teria esfaqueado encontra-se entre a vida e a morte, após ter sofrido afundamento de crânio.
Fonte: amigosdepelotas.com.br

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Servidor da Universidade Estadual da Paraíba - UEPB, se torna primeiro vigilante com título de doutor na Paraíba


Itamar Sales
Obstinação, esforço e força de vontade. Foram essas características que moveram o vigilante da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), José Itamar Sales da Silva (46), a concluir o Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e se tornar o primeiro vigilante com título de doutor na Paraíba. A tese, aprovada com distinção, foi defendida no dia 24 de março, tendo como título “Panela que muito mexe: o Guisado da Cultura Política do Brasil a luz da Literatura de Cordel”.

Conciliando trabalho e estudo, José Itamar enveredou pelos caminhos da cultura popular para realizar o sonho de se tornar o primeiro doutor vigilante da Paraíba, seguindo uma trajetória que não foi fácil e lhe custou sacrifício e muita dedicação.


Quando não estava em atividade na UEPB, ele passava o tempo lendo e aprofundando as pesquisas. Foi na biblioteca Átila Almeida que ele passou a maior parte do tempo nas leituras que lhes ajudaram a escrever a tese, concebida dentro de um universo de encantamento e raridades em pleno interior nordestino, que se destaca por dispor do maior acevo de cordel da América Latina. 



Há 24 anos como servidor técnico administrativo da Universidade Estadual da Paraíba, Itamar se graduou em História pela UFCG, fez Especialização e Mestrado pela UEPB, instituição da qual sente grande orgulho, e destaca que a política de capacitação profissional executada pela Instituição foi fundamental para a realização do seu sonho.



Nas duas pós-graduações que fez na UEPB, Itamar manteve a sua linha de pesquisa, enveredando pelo universo da cultura popular, especialmente, pela literatura de cordel. A Especialização “Gestão Estratégica de Pessoa no Serviço Público” foi realizada em 2010 e serviu de motivação para o vigilante investir na formação continuada. Posteriormente, ele conseguiu a aprovação no Mestrado em Literatura e Interculturalidade. Defendeu a dissertação “A representação da sogra na obra do poeta Leandro Gomes de Barros”, que resultou em um livro publicado pela Editora Universitária da UEPB. 



Itamar já trabalhou como vigilante em vários setores da Universidade. Atualmente, ele faz a vigilância noturna do Centro de Integração Acadêmica. Como caçador de sonhos, ele agora tem como meta se tornar professor da Instituição onde já trabalha há mais de duas décadas.
Fonte: portalcorreio.uol.com.br

Estudante passa mal e morre no Campus do Pici

Um estudante do curso de engenharia de pesca, da Universidade Federal do Ceará (UFC), foi encontrado morto no Campus do Pici, próximo ao lago existente dentro da universidade, na tarde desta quarta-feira (22). Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou os primeiros socorros no local, o aluno teve um mal súbito. 

De acordo com a UFC, André Dantas Verino, 21, estava caminhando entre os prédios da Universidade quando passou mal e caiu. Após almoçar ele se deslocou até o estacionamento onde estava seu veículo, onde caiu e sofreu uma lesão na cabeça. Segundo a instituição, os pais do jovem já foram informados sobre o falecimento do rapaz. Eles moram no município de Cascavel, distante 66 Km de Fortaleza, e já estão se deslocando à instituição. 
Jovem foi encontrado no estacionamento da instituição
A Universidade publicou uma nota de pesar em seu portal. Leia abaixo:

"É com profunda tristeza que a Universidade Federal do Ceará comunica o falecimento do estudante André Dantas Verino, de 21 anos, ocorrido nesta quarta-feira (22), no Campus do Pici Prof. Prisco Bezerra. O jovem, que era aluno do Curso de Engenharia de Pesca da UFC e bolsista da Coordenadoria de Acompanhamento Discente da Pró-Reitoria de Graduação, foi vítima de um mal súbito.
Segundo testemunhas, o jovem caminhava pelo Campus por volta de 12h30min, quando se sentiu mal e desmaiou. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamada e, chegando ao local, constatou o óbito.

A Universidade está tomando todas as providências que estão ao alcance da Instituição, inclusive disponibilizando profissionais para o apoio psicológico a familiares da vítima.

Ainda consternada, a UFC se solidariza com familiares e amigos de André neste momento de pesar, ao mesmo tempo em que decreta luto oficial de três dias na Universidade."

Henry de Holanda Campos
Reitor em exercício

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/estudante-passa-mal-e-morre-no-campus-do-pici-1.1274235

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Policia investiga morte de aluno da UFRRJ em Seropédica

Hipóteses levantadas por investigadores são acidente ou homicídio

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense investiga a causa da morte do estudante universitário João Pedro Ramos, de 18 anos, que foi encontrado na noite de quinta-feira com vários cortes pelo corpo em seu apartamento. De acordo com o titular da especializada Fábio Cardoso, vizinhos do jovem contaram que ouviram barulho de vidro quebrando, minutos após de ele ter chegado em casa, depois de uma festa na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica, onde estudava.

João era filho do promotor Edel Luiz Nara Ramos Júnior, titular da Promotoria de Justiça de Nova Friburgo, na Região Serrana. O delegado vai aguardar o laudo da necropsia e o resultado da perícia do apartamento para dar prosseguimento às investigações.

“O vigia nos informou que o João chegou da festa sozinho e teve dificuldade de abrir a porta, provavelmente porque estava sob efeito de álcool. Quando ele escutou o barulho e subiu, viu que o jovem estava cambaleando e a janela estava quebrada. O vigia e outro vizinho chamaram o Samu, que demorou mais de 30 minutos para chegar. Ele foi socorrido e levado para um posto de saúde de Seropédica, mas não resistiu”, explicou o delegado.

Cardoso espera que as imagens de uma câmera externa do edifício onde João morava também vão auxiliar na elucidação do crime.

O universitário cursava o primeiro período de Engenharia Florestal na Universidade Federal Rural e havia começado as aulas há pouco menos de um mês.


Fonte: http://www.seropedicaonline.com/utilidades/artigos/policia-investiga-morte-de-aluno-da-ufrrj-em-seropedica
Enviado por: Renato - UFRRJ

sábado, 18 de abril de 2015

Vigilante da Federal fica baleado ao impedir assalto por trás da reitoria

Um vigilante terceirizado da Universidade Federal de Pernambuco foi baleado ao impedir um suposto assalto em uma casa situada por trás da reitoria, na Rua Costa Sepúlveda, na tarde desta sexta-feira (17). Os suspeitos não conseguiram invadir a casa, mas levaram a arma do funcionário. Ferido nas costas, ele foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento da Caxangá e, em seguida, transferido para o Hospital da Restauração (HR).

As informações foram repassadas pela Chefia de Segurança da UFPE. De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, o trabalhador era contratado pela empresa TKS. O assalto seria em uma casa alugada por estudantes da UFPE, no Engenho do Meio, fora do campus.

A Polícia Militar adiantou que, com o auxílio de seguranças da instituição, conseguiu capturar dois suspeitos em uma moto, mas ainda não se sabe se eles têm relação com o crime.

Duas assistentes sociais da Pró-Reitoria para Assuntos Estudantis (Proaes) foram até o local prestar atendimento aos alunos. Os estudantes alugam a residência, escolhida por eles mesmos, com a Bolsa de Auxílio Moradia, no valor de R$ 350, que recebem da Universidade. O vigilante fazia uma ronda de rotina na área.

Fonte: diariodepernambuco.com.br/