domingo, 29 de maio de 2011

Vigia que mal sabe atirar faz segurança de MPF em Marabá


“Caso estivesse sendo ameaçado, teria dificuldades para ter alguém do meu lado. A única proteção que temos é um vigia que mal sabe atirar”.
A afirmação não é de um camponês intimidado por madeireiros num distante assentamento da Amazônia, mas do principal responsável por apurar mais um caso de assassinato na região mais sensível do estado onde mais ocorreram mortes de lideranças rurais em conflitos do campo no país: o procurador da República em Marabá (PA), Tiago Modesto Rabelo.
O sudeste do Pará, região onde os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram mortos na terça-feira 24, é o epicentro de conflitos no campo no país, que culminaram na morte de 621 pessoas nos últimos 25 anos, incluindo lideranças comunitárias como Dorothy Stang. A cada dez assassinatos de lideranças rurais ocorridos no país, mais de três aconteceram no estado.
Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) apontam ainda que, neste mesmo período, 1.614 indivíduos foram assassinados em todo o Brasil em conflitos no campo.
“A policia infelizmente não conta com efetivo para poder prestar esse tipo de serviço a todas as pessoas ameaçadas na região. É um problema de nível nacional, que nessas regiões mais carentes ocorre com mais frequência”, disse Rabelo em entrevista a CartaCapital.
E foi com a companhia de um vigia que “mal sabe atirar” em sua sala na sede do Ministério Público Federal em Marabá que ele atendeu a reportagem, por telefone, um dia após a morte dos ambientalistas
Intimidações
Tiago Modesto Rabelo diz não ter conhecimento das intimidações sofridas pelos líderes assassinados na véspera da entrevista. “No procedimento que existia aqui, em nenhum momento, eles colocaram nos autos que vinham sofrendo ameaças”, afirma o procurador.
Os ambientalistas mortos num assentamento da região de Marabá defendiam o manejo sustentável da floresta e denunciavam casos de extração irregular de madeira, desmatamento e carvoarias ilegais. Durante uma palestra, em 2010, José Cláudio registrou que queriam fazer com ele “a mesma coisa que fizeram” no Acre com Chico Mendes e com a irmã Dorothy.
Há cerca de um mês, a propriedade dos extrativistas teria sido invadida por um grupo, que disparou para o alto e contra animais.
Segundo o procurador, no entanto, o incidente não chegou ao MPF. “Se noticiaram esses fatos foi no âmbito das polícias”.
Segundo Rabelo, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva se recusaram a entrar no Provita, programa de proteção a testemunhas da Secretaria Especial de Direitos Humanos. As informação foram rebatida pelo advogado da CPT José Batista Afonso, que trabalhava com o casal havia 10 anos. “Não conheço nenhum documento assinado por eles com essa negativa”, diz o advogado. “Sempre [as vítimas] diziam que precisavam de proteção”, afirma Batista, segundo quem as queixas eram apresentadas em órgãos como Ibama, Incra, Ministério Público Federal e Polícia Civil.
Nas acusações, o casal fazia menções a empresas que estariam retirando madeira ilegalmente, mas o Ibama não conseguia autuar indivíduos específicos pelos crimes ambientais.
Batista ainda afirma que as diversas denúncias dos ambientalistas jamais foram analisadas seriamente pelas autoridades. “O Ibama virava as costas, a Polícia Federal nunca indiciou nenhum dos madeireiros pelos crimes”, relata. “A responsabilidade das mortes recai sobre esses órgãos e o estado, que nunca fez uma investigação para prevenir os crimes”.
Bate-cabeça
No início de 2010, Rabelo solicitou à Polícia Federal uma investigação sobre eventuais irregularidades na região onde vivia o casal, mas ouviu que “os assuntos não eram de interesse federal”. Ele relata que teve de insistir para que o órgão iniciasse um inquérito.
Para o advogado da pastoral, “não há dúvidas de que a responsabilidade por essas ações é da PF, Ibama e Incra”.
Andamento do caso
A investigação do caso segue algumas teses, mas o vínculo direto dos assassinatos com as denúncias dos ambientalistas ainda não foi confirmado pelas autoridades. “Requisitei as investigações da Polícia Federal local, porque em tese é possível que haja essa ligação, mas temos que investigar. Nessa fase não há como afirmar isso em concreto”, reitera o procurador.
José Batista Afonso, no entanto, diz que não há vontade da polícia paraense em solucionar o crime. “Temos enfrentado muita dificuldade em avançar nas investigações no campo com a polícia. Há descaso, outros interesses envolvidos e, em alguns casos, relações políticas”, conta. “Fomos avisados de que Polícia Federal auxiliará nas investigações, mas até o momento não soube de nenhum delegado procurando informações”.
Gabriel Bonis - Carta Capital

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Estudantes convivem com medo de assaltos nas universidade


Para assistir ao vídeo com a matéria publicada no Jornal Hoje, da Rede Globo, que foi ao ar dia 27 de maio, CLIQUE AQUI!

MPF quer saber se há segurança efetiva no Campus da Universidade Federal do Acre


MPF instaura procedimento administrativo para averiguar a qualidade e a eficácia da segurança institucional da UFAC. Medida do procurador da República Ricardo Gralha Massia leva em conta, entre outras coisas, a segurança como um direito social dos cidadãos', afirma post no Twitter da instituição.

Oriobranco - A vice-coordenadora do curso de enfermagem da Universidade Federal do Acre Crisângela Santos, desmentiu na tarde desta sexta feira (20/05) o suposto crime de estupro ocorrido no fim da tarde de ontem (19/05) no campus da Ufac.

Crisângela teria estado com a suposta vítima ainda na manhã de hoje que relatou o que realmente aconteceu. A acadêmica que não teve seu nome divulgado, teria afirmado que estava em um ponto de ônibus do campus quando um homem a abordou e a levou para um local escondido e escuro utilizando um objeto que a mesma não conseguiu identificar. Em prantos e sob a ameaça de estupro, a jovem foi obrigada a entregar seus objetos pessoais e dinheiro.

Após o assalto e apavorada, a aluna teria se dirigido a um banheiro onde foi amparada por outras alunas. Tudo não teria passado de um susto.

Testemunhas

Embora a Universidade tenha negado o crime de estupro, alunos garantem ter testemunhado o momento em que a suposta vítima estaria sendo socorrida por colegas. Muitos ainda afirmaram ter visto a moça ensangüentada e dizem acreditar que a atitude da universidade em negar o ocorrido, é uma tentativa de "abafar" o caso.

Protesto

Depois da divulgação do ocorrido, mais de mil estudantes de diversos cursos da Universidade se reuniram na manhã desta sexta feira (20/05) em protesto contra as péssimas condições de infra-estrutura e segurança na universidade. Os estudantes caminharam por todas as salas convidando os demais alunos a participarem do ato. A manifestação percorreu todo o campus até a sala da reitoria onde foi realizada uma reunião com a presença da reitora Olinda Batista.

"Queremos prioritariamente segurança, mas o protesto também é contra as condições de estudo e de infraestrutura na UFAC". Afirmou Victor Vieira, acadêmico do 7º período de Sistemas de Informação, um dos representantes do movimento.

Falhas

Em entrevista a TV Rio Branco, a reitora da Universidade Olinda Batista Assmar admitiu as péssimas condições de infra-estrutura e segurança no campus. Segundo ela, a universidade não tem condições de garantir a segurança dos alunos no campus, pois faltam recursos para suprir tal necessidade.

A prefeita do Campus por sua vez, afirma que existem cerca de 30 agentes de segurança que se revezam diuturnamente. Porém, a universidade não tem condições financeiras para contratar agentes qualificados nem tampouco terceirizar o serviço de patrulhamento, visto que os agentes disponíveis são em maioria, homens de mais de 50 anos de idade e que não dispõem de ferramentas adequadas de proteção como armas ou afins. "É muito fácil dizer: a segurança não funciona, mas temos que ter dinheiro pra isso, nós não temos condições de dar mais segurança." Afirmou a prefeita

Fonte: Oestadodoacre.com 
Enviado por: Mozarte - UFRGS

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Alunos reclamam da falta de segurança nas universidades

Medo aumentou após a morte de um estudante durante um assalto na USP. Falta iluminação e segurança nos locais investigados pelo Jornal Hoje.

Na maior universidade da América Latina, a USP, os alunos agora só andam em grupo, principalmente à noite. É o medo que aumentou após a morte de um estudante durante um assalto. Em boa parte do campus falta iluminação

“Já tentaram me assaltar três vezes, mas eu consegui perceber que estavam se aproximando. Uns sujeitos que já tinha tentado me assaltar outra vez. Aí consegui fugir”, relata o biólogo Fábio Góes

Em uma rua ao lado da USP, a universidade mantém uma portaria de pedestre. Na placa a informação é que depois da 20h a entrada é controlada. Mas mesmo depois do horário, é possível entrar sem qualquer impedimento. Não há nem sinal dos vigias.

Tudo escuro também na Universidade do Piauí. É impossível reconhecer quem anda por lá à noite. O problema é maior para os estudantes que moram em alojamentos no campus.

No Centro de Ciência Agrária, por exemplo, os estudantes não saem mais a noite com medo da violência. O posto da polícia responsável pela segurança do centro esta fechado há mais de um ano.

“Aqui à noite nós vamos para os alojamentos e ficamos com medo por conta da falta de policiamento no campus”, diz o estudante Euriglauco Mendes Vieira.

Mas durante o dia os estudantes também ficam inseguros. Na Universidade Federal da Bahia, perto do acesso para a Faculdade de Física, o lugar virou depósito de entulho e de lixo. Acaba servindo também para outras coisas e é possível encontrar restos de oferendas. Seguindo adiante, chega-se a mais uma área de mata fechada. Neste local, não se encontrou nenhuma vigilância.

"Alguns amigos e colegas já foram assaltados dentro da instituição", conta o estudante Flavio Araújo.

Mais de 70 homens fazem a segurança do campus, por onde circulam diariamente mais de cinco mil estudantes na Bahia.
Já em Rondônia, a maior preocupação é a falta de segurança. São apenas quatro homens para vigiar todo o complexo, quando o ideal seria no mínimo dez vigilantes.

Vigilância que também é cobrada pelos estudantes no Rio de Janeiro. São 35 mil alunos de quase 500 cursos de graduação e pós-graduação que circulam todos os dias pelo campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Diante dos casos de violência e das reclamações dos estudantes, dos professores e dos funcionários, a própria universidade fez um mapeamento dos pontos mais visados pelos bandidos. Um deles fica em frente ao Hospital Universitário e o crime mais comum é o roubo e furto de carros.

“Você chega e seu carro está arrombado. Dá uma sensação de que você tem que ficar atenta o tempo todo. Não pode ficar tranquila”, explica Joana Lins.

Em todas as universidades públicas, muitos alunos que se esforçaram durante anos para conseguir uma vaga e que deveriam ter tranquilidade para aprender, agora têm um só sentimento. “O aluno se sente inseguro, meio desamparado. Você fica bem sozinho aqui. Não tem muito o que fazer não”, conclui Bruno Fernandes, aluno de medicina.
Na USP, o policiamento foi reforçado desde a morte do estudante. A universidade já definiu um plano emergencial de segurança.
A assessoria da Universidade Federal do Piauí explicou que já foram investidos mais de 200 mil reais na manutenção da iluminação este ano e a polícia militar vai tentar reativar o posto de vigilância que está abandonado no campus.
A federal da Bahia promete dobrar este ano o número de vigilantes e de câmeras, além de melhorar a iluminação.
Já a UFRJ garantiu que vigilantes e policiais militares fazem patrulhamento na cidade universitária. Lembrou que a segurança também é feita por câmeras instaladas no campus e que o número de ocorrências caiu nos últimos anos.
O Jornal Hoje tentou falar com a Universidade Federal de Rondônia, mas não obteve retorno.
Enviado por: Renato - UFRRJ

terça-feira, 24 de maio de 2011

TERCEIRIZAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL

Enviado por luisnassif
Por esquiber - Da Istoé

Polícia Federal S/A
Para cortar custos e sem ouvir o Congresso, a PF simplesmente transferiu para empresas privadas a responsabilidade de controlar quem entra e quem sai do País.

Claudio Dantas Sequeira

BICO
O controle de imigração é feito por funcionários mal remunerados, que trocam de emprego na primeira oportunidade.

Quem desembarca no aeroporto internacional de Guarulhos SP, o mais movimentado do Brasil, acredita que está sendo recebido por treinados agentes da Polícia Federal ao apresentar seus passaportes para entrar oficialmente no País. Mas, na verdade, os funcionários que checam e carimbam os documentos de viagem, fazem entrevistas de imigração e vistoriam bagagem em busca de drogas e armas são pessoas comuns, funcionários de uma empresa privada, sem nenhum treinamento ou compromisso com a defesa da soberania do Estado. O caso de Guarulhos não é uma exceção. Hoje, empresas prestadoras de serviço dominam o controle imigratório nos aeroportos, portos e até postos de fronteira. Parece óbvio, mas entregar a terceiros a fiscalização de quem entra ou sai do País é temerário e põe em risco à segurança nacional. A fiscalização deficiente é o paraíso para traficantes, imigrantes ilegais, criminosos procurados pela Interpol e terroristas, que podem transitar livremente por aqui sem que as autoridades de plantão tomem conhecimento. Enquanto o resto do mundo está debruçado em soluções para reforçar a segurança de suas fronteiras, por aqui o governo terceiriza o controle de passaportes e imigração nos aeroportos, uma atividade que nunca deveria ter saído das mãos da Polícia Federal. Hoje, estima-se que a PF gaste mais de R$ 100 milhões para transferir a responsabilidade a empresas privadas de um serviço que deveria ser executado por ela de acordo com a Constituição Brasileira.

O processo de loteamento de áreas estratégicas começou há quatro anos, sem que houvesse o necessário debate pelo Congresso, pela sociedade e contra parecer da própria Polícia Federal. Mais grave: era para ser uma solução provisória, como explica à ISTOÉ o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul. “Sempre defendi que isso só se justifica como provisoriedade”, afirma Genro. Mas, no Brasil, o que é provisório com frequência se torna permanente. O problema é que Tarso Genro havia sido informado das consequências da terceirização. Um relatório interno da PF, obtido por ISTOÉ, revela que repassar a empresas privadas tais atividades era a última das opções para reduzir o gargalo provocado pelo crescimento exponencial de passageiros. “É de longe a hipótese mais controversa de todas e esbarra em sérios problemas de ordem legal”, concluiu a delegada Silvane Mendes Gouvêa, presidente da comissão. Em ordem de prioridade, o MJ poderia aumentar o contingente policial ou passar o controle migratório para as mãos de servidores administrativos da própria PF. O documento, de 37 páginas, com cinco anexos, listou uma série de critérios que deveriam ser adotados em caso de se decidir pela terceirização. Por exemplo, para cada três terceirizados deveria haver ao menos um policial como supervisor.

Mas o que se vê hoje é um descontrole total. Em alguns aeroportos, como o Tom Jobim, no Rio de Janeiro, cada agente da PF precisa monitorar o trabalho de até dez terceirizados. A média nos terminais terceirizados é de um policial para cada sete funcionários privados. Na Tríplice Fronteira, entre Paraguai e Argentina, há 103 funcionários terceirizados para um total de 15 agentes federais. Eles fiscalizam tudo que passa na Ponte Internacional da Amizade e na Ponte Tancredo Neves. Também são responsáveis pela emissão de passaporte e controle de raio X.

Os funcionários terceirizados geralmente encaram o serviço como um bico. Ganham pouco mais que um salário mínimo e logo que conseguem algo melhor abandonam o posto. “Trabalhei seis meses na Ultraseg, em Guarulhos. Foi meu primeiro emprego”, afirma Domênica Duarte, 22 anos. O resultado é uma rotatividade altíssima que impede a qualificação desses profissionais. E a maioria das terceirizadas são empresas de mão de obra de serviços gerais, algumas sem nenhuma relação com a atividade de controle migratório. “Essas empresas fecham contratos milionários, dão calote nos funcionários e depois desaparecem”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores da PF no Rio de Janeiro, Telmo Correa. Funcionários contaram à ISTOÉ que a PF paga às terceirizadas R$ 3,5 mil por contratado, mas o funcionário recebe no máximo R$ 800.

Uma dessas fornecedoras de mão de obra, a Visual Locação, Serviço e Construção Civil, dos sócios Herbert de Ávila e Alessandro Fagundes, simplesmente sumiu do mapa. No ano passado, a empresa embolsou mais de R$ 33 milhões do governo federal, dos quais R$ 2,7 milhões foram destinados ao pagamento de terceirizados no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. ISTOÉ esteve em dois endereços registrados em nome da Visual em cidades-satélites de Brasília. O escritório num velho sobrado foi abandonado há dois meses. O corretor, que pediu anonimato, diz que Herbert “não pagou o aluguel, trocou os telefones e desapareceu”. A outra “sede” da empresa fica numa casa sem reboco em área da periferia que integra o programa de incentivos fiscais do governo do Distrito Federal. Apesar do muro alto que cerca o local, pode-se ver a placa com o nome da empresa jogada num canto, enferrujada. “Há duas semanas não aparece ninguém aí”, conta um vizinho.

SIGILO
Funcionários privados que trabalham na emissão de passaportes têm acesso ao Sistema de Informações da Polícia Federal.

O caso da Visual não é exceção. A Cosejes, responsável pela emissão de passaporte, embolsou o dinheiro do governo, deu calote nos funcionários e fechou as portas. “Um dia eles não depositaram. Ligamos para a empresa no Ceará e ninguém atendeu. Fomos à filial aqui em São Paulo e já não havia ninguém”, conta Alyne Scirre, 23 anos. A ex-funcionária diz que foi censurada pelos próprios policiais. “Diziam que a gente estava chorando por miséria e que o dono da Cosejes era delegado de polícia”, afirmou.

Outro problema é que as empresas terceirizadas não preenchem todos os postos de trabalho, explica o diretor de relações de trabalho da Federação Nacional de Policiais Federais Fenapef, Francisco Sabino. “Em Guarulhos, a empresa que assumiu os guichês da PF em janeiro contratou 120 pessoas e não completou a cota de 200 funcionários. Por causa do acúmulo de trabalho e dos salários baixos, os terceirizados já pensam em entrar em greve”, afirma Sabino. Ele se refere à empresa SkyServ Locação de Mão de Obra Ltda., que assinou com a Superintendência da PF em São Paulo um contrato de R$ 5,9 milhões para prestar serviços neste ano. Quase a totalidade dessas empresas, aliás, torna-se alvo de ações trabalhistas na Justiça. Acontece que os funcionários são normalmente contratados como recepcionistas ou digitadores, mas acabam exercendo funções de polícia. “Éramos registrados na carteira como recepcionista. Mas fazíamos todo o trabalho de confecção do passaporte”, relata Alyne Scirre. E confirma que tinha acesso a informações particulares no banco de dados da PF. “O trabalho é todo feito por nós. Os policiais nem precisam assinar”, diz. Dentre as atividades que Alyne exercia estão o cadastramento dos dados do requerente no sistema da PF, o envio das informações para a Casa da Moeda e a verificação do documento final. Uma responsabilidade grande demais para quem dava os primeiros passos no mercado de trabalho.

SILÊNCIO
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não quis se manifestar sobre a terceirização na PF .

Não bastassem os problemas de ordem prática, a terceirização também enfrenta impedimentos legais. O relatório da Polícia Federal, que passou pelas mãos de Tarso Genro e do então diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, é claro: “Em razão de a atividade de fiscalização migratória doutrinariamente enquadrar-se no exercício do poder de polícia pelo Estado, ela é por natureza indelegável. Com isso deve ser executada por servidores efetivos do Departamento de Polícia Federal.” O advogado Luiz Carlos Cavalcanti, especialista em direito constitucional e autor de um estudo sobre o caso, explica que o controle de imigração é um trabalho complexo e altamente especializado. “A habilitação do agente da PF se dá através do estudo de uma disciplina específica denominada polícia marítima aeroportuária e de fronteiras, inserida na grade curricular do curso de formação profissional. A matéria é eliminatória”, afirma Cavalcanti. Se o policial for reprovado nesta disciplina, é imediatamente desligado do curso de formação profissional e do concurso público para agente da PF. O especialista lembra que um policial federal é submetido a investigação social para entrar na carreira, segue regime disciplinar específico e responde a uma corregedoria. Já os terceirizados não estão submetidos a nenhum tipo de controle. “Ninguém sabe de onde vêm e para onde vão esses funcionários. Eles não têm nenhum comprometimento com a instituição”, afirma o diretor da Fenapef, Francisco Sabino.

“Do jeito que está qualquer um pode embarcar com passaporte falso. Os terceirizados não sabem a diferença entre um imigrante ilegal, um padre ou uma mula do narcotráfico”, afirma Telmo Corrêa, do sindicato da PF. Agente por formação, ele lembra que a atividade de fiscalização imigratória foi confiada pela Constituição, em seu artigo 144, “de maneira inequívoca” ao Departamento de Polícia Federal. E acrescenta um dado surpreendente nessa complexa equação. Com a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, as empresas americanas e inglesas querem entrar no lugar das terceirizadas nacionais e assumir o controle da nossa imigração. “É um absurdo. Uma ameaça à nossa soberania”, avalia Telmo.

CEGO 
Nem o controle de raio X nos aeroportos está sob responsabilidade da PF, como determina a legislação.

Esse risco não existiria se Genro e Corrêa tivessem escutado as recomendações da comissão da PF. A saída para os gargalos nos aeroportos era de fácil execução, como consta do relatório. “A contratação de mais policiais é a solução que resolve mais rapidamente o problema do controle migratório, uma vez que não haveria necessidade de mudança na rotina de fiscalização”, dizem os delegados no documento. A demanda por mais policiais seria atendida com recém-formados pela Academia Nacional de Polícia. Segundo levantamento da própria PF, bastaria a contratação de mais 181 policiais para atuar nos aeroportos do Rio e de São Paulo. Naquele ano, a academia formou 210 policiais, o suficiente para dar conta do recado. Entretanto, a cúpula da PF optou pelo caminho da terceirização, alegando que os policiais são uma mão de obra qualificada demais para a execução de serviços burocráticos.

Fontes da PF afirmam que Luiz Fernando Corrêa pressionou a comissão para que concluísse o relatório a seu gosto. Em vários trechos do relatório da PF, é citada a informação de que “o Ministério da Justiça estaria disposto a fornecer recursos para a contratação de terceirizados”. Na conclusão, o grupo de delegados ressalta que “não sendo escolhida pela direção-geral a alternativa de dotar com lotação efetiva de policiais os aeroportos”, o problema só poderia ser resolvido com a terceirização. O documento subsidiou a medida provisória que alterou a Lei 8.745/93 e abriu as portas para a privatização do controle migratório. Procurado por ISTOÉ, o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se manifestou sobre o assunto. Coube ao diretor-executivo da PF, Paulo de Tarso Teixeira, fazer a defesa da instituição. “Os policiais continuam sendo responsáveis pelo controle migratório. Não houve transferência de competência da PF para ninguém”, garante Teixeira. Transferência houve. O trabalho da PF nos aeroportos foi privatizado. Mas em nada aliviou o transtorno vivido pelos brasileiros no agendamento a perder de vista da emissão de passaporte e nas longas filas de desembarque de passageiros.



segunda-feira, 23 de maio de 2011

PARTICIPAÇÃO DO GT SEGURANÇA/UFPel COM O COLEGA PAULO PRESTES (MUMU) ATUANDO NA SEGURANÇA DO MINISTRO DA SAÚDE

Como a UC Davis e WNCC preparam-se para ataques em seus campi

Formação realista e entrada de parceiros da comunidade é como UC Davis e ocidentais Nebraska Community College pronto seus campi para eventos atirador ativo. 

Por Marie-Bretanha Swanson

Embora seja quase impossível prever totalmente o trauma e ao caos de um evento atirador ativa, formação adequada podem preparar seus funcionários jurado e não empossado, alunos, funcionários e professores a reagir de forma eficaz.Proporcionar exercícios completa e realista para seus oficiais e treinos regulares ou apresentações de instrução para o pessoal do campus e os alunos podem ajudar a garantir que sejam seguidos procedimentos eficazes, reduzindo a probabilidade de morte ou ferimentos.

Durante o exercício de UC Davis, do condado de Yolo Bomb Squad detonou uma bomba para aumentar os níveis de ansiedade oficial para refletir aqueles experimentados durante um tiroteio real.
A fim de cultivar uma resposta adequada, a formação básica deve ser realizada rotineiramente e profundidade exercícios deve ser dinâmica e bem planejada. Um efetivo plano campus atirador ativo irá abranger a comunicação entre a instituição e socorristas, bloqueio e procedimentos de notificação em massa .
Treinamento prepara Funcionários Estudantes,


Em uma faculdade ou universidade, a cada ano a escola pode levar centenas de novos alunos para o campus que desconhecem as políticas e procedimentos para protegê-los. Para garantir a cada estudante a oportunidade de instrução pertinente aos eventos atirador ativa, formação regular é uma obrigação.
Na Universidade da Califórnia, em Davis (UC Davis), estudantes, professores e funcionários, bem como outros membros da comunidade são os destinatários de um relatório anual , apresentação de 90 minutos sobre os atiradores ativos: "
A formação permanente dos membros da comunidade e alunos em resposta atirador ativo pode ajudar a reduzir o risco de ferimentos ou mortes no campus durante um tiroteio real. O tenente Mateus Carmichael instrui estudantes na Universidade da Califórnia em técnicas para se proteger durante um evento como esse".

"Nossa abordagem da formação é ... uma abordagem em duas frentes", explica o tenente Mateus Carmichael da UC Davis Departamento de Polícia. "Não só estamos continuamente treinar com nossa equipe de jurados, que também treinar a nossa comunidade."
A apresentação foi desenvolvida após o tiroteio na Universidade Virginia Tech, em 2007 e foi visto por milhares de pessoas, de acordo com Carmichael. Além disso, o departamento coloca em várias apresentações em menor escala ao longo do ano, a pedido de grupos comunitários.
A UC Davis PD deve preparar os campus da universidade e da UC Davis Medical Center - localizado em Sacramento - para tal evento.
"Nós fornecemos uma resposta rápida, o treinamento de primeiros socorros em que centro médico", disse Carmichael. "Por uma questão de fato, a partir de [Março de 2011] agora é obrigatório para estudantes de medicina para atender essas estratégias de sobrevivência em caso de incidentes atirador ativo".
Brocas Não é um 'grande piada'


Da mesma forma, na Western Nebraska Community College (WNCC), preparação para desastres é parte do processo de entrada de estudantes de orientação.
"Nós damos uma orientação sobre o bloqueio, segurança contra incêndios e furacões quando os novos alunos vêm para o campus e também estamos fazendo um treinamento com os alunos em uma base mensal", diz Bob Hessler, coordenador de segurança para WNCC.
Para aumentar a consciência do estudante, de mesa de exercícios especificamente destinadas a lidar com eventos de atirador ativos, são realizados no campus durante o horário escolar regular.
"O maior desafio que eu tenho com esses exercícios é lidar com os alunos e levá-los a compreender a gravidade [de um evento tiroteio], e que isso pode acontecer", explica Hessler.
Em abril, o colégio irá realizar uma broca ameaça de bomba em seu campus Scottsbluff, onde uma perfuração de tiro ativa foi realizada anteriormente.Na queda, uma furadeira atirador ativa será realizado no campus da faculdade Sidney.
Durante os treinos, o campus é colocada em bloqueio através do sistema de comando de incidente. Os indivíduos são sistematicamente retirados. Durante o exercício da faculdade de tiro em primeira ativa em 2008, o campus Scottsbluff inteira foi evacuada em 30 minutos.
"Quando você tem 18, 19, 20 anos de idade, é uma grande piada. É por isso que nós tentamos fazê-lo tão realista quanto possível com o tiro os sons e os artefatos explosivos no campus", acrescenta Hessler.
Randy Kleager leva um Western Nebraska Comunidade refém estudante universitário durante uma perfuração de tiro ativos para que os oficiais participantes podem praticar suas habilidades de negociação
Exercícios realistas para um Melhor Trabalho


Ambos UC Davis e WNCC utilizar estudantes e professores voluntários em treinos e exercícios. Isso cria mais exercícios realistas e melhor prepara os oficiais para que possam ocorrer durante um tiroteio real.
"Os suspeitos que não têm formação policial antes, nenhum conhecimento tático, eles estão fazendo o tipo de pessoa potencialmente faria [nessa situação]", disse Carmichael.
Além de sua apresentação anual, a UC Davis PD coloca em um exercício de tiro em larga escala ativos todos os 3-5 anos. Este exercício requer de nove a 12 meses de planejamento.
O departamento usou uma instalação de dois andares, no campus para o seu exercício em grande escala em 2009, que envolveu o corpo de bombeiros local, bem como as agências de polícia de Sacramento, na Bay Area e outras faculdades.
"Os árbitros e os avaliadores [para o exercício] ... eram todas de agências de fora", disse Carmichael."Queríamos tirar o máximo proveito de cada dólar, por isso não usamos nosso pessoal interno com exceção de um oficial de segurança. Além disso, não usamos os nossos instrutores próprios, porque queríamos que todos eles sejam parte do jogo."
"As salas de aula" foram criados na unidade, onde alunos voluntários receberam palestras de professores. Máquinas de fumaça fez parecer que o fogo havia começado no prédio e "shooting vítimas" em maquiagem teatral foram colocadas ao longo da instalação.  
O edifício foi dividido em zonas de frio, morno e quente. A equipe masculina de basquete UC Davis ofereceu para segurar uma classe falso na "zona quente", onde a formação simunition ocorreu.
Para aumentar a ansiedade, o condado de Yolo Bomb Squad detonou um explosivo em um carro perto do campus. Despachantes tratamento das chamadas para o exercício também tratados chamadas regulares para a universidade eo centro médico para a duração do exercício.
"Diferentemente do script solta dois suspeitos de simular uma variação do Columbine [tiro], jogar no campo levou [o exercício]", disse Carmichael. "Tivemos pessoas da comunidade que responderam de formas diferentes. Alguns se escondeu por algum tempo, alguns escaparam, alguns estavam armados [com armas falsas]."
Inclua negociação de reféns

No campus de WNCC Scottsbluff, agentes participantes foram alertados para o início da perfuração de tiro ativa pelo disparo de uma pistola de partida. A faculdade realizou um exercício multifacetado em que as salas de aula foram utilizadas ea construção automóvel foi designado para o treinamento tático.
"Nós encerrar o edifício automóvel para o dia, e é aí que os operários no final ... tiro-o para fora com os bandidos", diz Hessler. "Os policiais se infiltraram [uma sala de aula no prédio] para tirar [o suspeito] para salvar o aluno."
Seis suspeitos foram utilizados na perfuração "para fazer a broca ativo para os funcionários", explica ele. Um dos suspeitos fez refém  um aluno, para que os funcionários pudessem praticar suas habilidades de negociação.
Porque WNCC não tem uma força policial juramentado e seus oficiais de segurança são apenas de plantão durante a noite, o exercício foi destinado para as agências policiais locais e serviços de emergência. A broca no campus Scottsbluff incluiu a Scottsbluff Departamento de Polícia, bem como o Nebraska State Patrol, o Departamento de Polícia Gering, o Jogo de Nebraska e Parques Comissão e do Centro Médico Regional Oeste, além de várias outras agências. Duas equipes da SWAT estavam também presentes na broca.
"O maior avanço que nós vimos com esta broca é que fica a aplicação da lei familiarizados com o nosso campus universitário", acrescenta Hessler.

Western Nebraska Community College designados sua construção automotiva para treinamento tático durante uma broca atirador ativo. Aqui, o estudante é abordado por homens armados onde participam funcionários, para que possam praticar uma ação agressiva contra o sequestrador.
Envolver os administradores, professores, funcionários
brocas atirador ativo pode ajudar a familiarizar os administradores com os procedimentos do campus, diz Hessler, "Quando tivermos tudo no lugar com todos os nossos planos de gestão de emergência, vamos colocar as informações em uma unidade flash, para que nossos administradores ... pode ligá-lo em um laptop e tem todas as informações ali. "
Para facilitar a resposta atirador ativo na sala de aula, sistema de notificação em massa WNCC instrui professores através de telefone para "empurrar um se você está a salvo, pressione duas, se você tem pessoas feridas e três botões se você pode ouvir o intruso. Estamos, então, capaz de imprimir [os dados] e saber exatamente onde o intruso estiver com as respostas dos professores ", explica Hessler.
Para medir a eficácia do seu exercício atirador ativo, UC Davis polícia etiquetados de acordo com os participantes da comunidade ou não havia participado de uma apresentação atirador ativo. Isto permitiu que o departamento para determinar se a apresentação tinha melhorado resposta.
As apresentações também inspirou os funcionários do centro de saúde do campus aluno a criar seu plano próprio de bloqueio.
"Nós trabalhamos juntos e eles vieram com um plano para bloquear uma linha de crédito substancial após a notificação, em menos de sete minutos, na maioria das vezes eles fizeram isso em cerca de três minutos", disse Carmichael. "Então, nós tivemos um processo - que compartilhá-lo, nós trabalhamos em conjunto com todas as nossas instalações no campus Este é um processo contínuo e temos mais de 200 instalações no campus.."
Informe a sua comunidade
Operar uma perfuração de tiro ativa durante a atividade regular do campus pode ser problemático se você não informar adequadamente os moradores de seu campus.
Na Universidade da Califórnia Davis, a polícia usou os meios de comunicação, e-mail e panfletos para informar a comunidade do campus da broca programados. De acordo com Carmichael, o esforço valeu a pena.
"Acabamos com um carro dentro do campus. Fizemos um exercício de tiro ativo no meio do dia e não recebemos chamadas falsas e que, após um evento de várias horas", disse Carmichael.
"E isso só não aconteceu de repente, isso aconteceu porque nós planejado com antecedência", acrescenta.