terça-feira, 8 de novembro de 2011

Polícia reduz valor da fiança para alunos detidos na USP

PM esvazia Reitoria da USP e 70 alunos são detidos
Após a desocupação da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), 70 estudantes (46 homens e 24 mulheres) foram levados em ônibus da Polícia Militar para o 91º Distrito Policial (Ceasa), na zona oeste da cidade. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, todos deverão responder por desobediência por não terem cumprido a ordem judicial de abandonar o prédio até às 23 horas de ontem. Além disso, se a perícia no prédio comprovar danos, eles responderão pelo crime de dano ao patrimônio público.

Todos os alunos foram revistados dentro do prédio e serão fichados na delegacia pela Polícia Civil. A saída foi feita com um aluno por vez, para evitar tumulto. A ação de reintegração teve início às 5h10. Dois helicópteros sobrevoaram a região e 400 policiais da Tropa de Choque da PM realizaram o cerco por terra. Um grupo de estudantes realizou protesto, com palavras de ordem contra ação da PM, em frente ao prédio, mas não foram registrados confrontos.
A Tropa de Choque da PM desocupa o prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária, nesta terça-feira (08). Os estudantes que foram contidos embarcaram em um ônibus da Polícia Militar e foram levados para o 93º Distrito Policial, do Jaguaré. Todos foram revistados dentro do prédio e serão fichados na delegacia pela Polícia Civil, podendo responder por depredação do patrimônio público e resistência. A saída foi feita com um aluno por vez, para evitar tumulto. A ação de reintegração teve início às 5h10.
FONTE: Estadão


Polícia reduz valor da fiança para alunos detidos na USP

A fiança arbitrada aos estudantes que foram detidos durante a reintegração de posse da reitoria da USP, nesta terça-feira (8), foi reduzida de R$ 1.050 para R$ 545, segundo o delegado Edvaldo Faria, da central de flagrantes que funciona no 91º DP (Ceasa). Os invasores do prédio foram autuados em flagrante por crime ambiental, desobediência a ordem judicial e dano ao patrimônio público. A polícia ainda apura a possibilidade de indiciá-los por formação de quadrilha.

“Mais de três pessoas se juntaram para depredar as viaturas da polícia. Isso é formação de quadrilha”, disse o delegado Dejair Rodrigues.

Os 73 estudantes detidos - inicialmente a polícia informou que eram 70 - foram levados em ônibus da Polícia Militar para o 91º Distrito Policial. Todos os alunos foram revistados dentro do prédio. A saída foi feita com um aluno por vez, para evitar tumulto. Advogados do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da USP estão 91º DP, mas disseram que ainda não representam os alunos da universidade. Muitos pais e advogados já chegaram à delegacia.

A ação de reintegração teve início às 5h10. Dois helicópteros sobrevoaram a rezgião e 400 policiais da Tropa de Choque da PM realizaram o cerco por terra. Um grupo de estudantes realizou protesto, com palavras de ordem contra ação da PM, em frente ao prédio, mas não foram registrados confrontos. 

Os policiais encontraram no prédio da reitoria paredes pichadas, portas arrombadas, câmeras de segurança quebradas e mais sete garrafas de coquetel molotov, seis caixas de morteiros e um galão de gasolina. Com a chegada da polícia, os estudantes também deixaram para trás muito lixo, colchões e colchonetes, mochilas, garrafas de bebida alcoólica e até documentos.

Revogação de convênio
Os estudantes devem protocolar ainda nesta terça-feira (8) um ofício pedindo a revogação imediata do convênio USP/PM e a implantação de medidas de curto e médio prazos de segurança nos campi. No mesmo ofício, será requisitada a presença do reitor João Grandino Rodas na audiência pública convocada pelo DCE para o dia 16, quando devem ser debatidas as medidas de segurança tomadas pela Reitoria e as propostas do movimento estudantil.

"Não é de hoje que temos propostas para um outro plano de segurança dos campi da USP: aumento da circulação de pessoas e integração da universidade com a sociedade (contra a "catracalização"), maior iluminação, aumento dos ônibus circulares, uma Guarda Universitária preventiva, gerenciada pela comunidade, com treinamento voltado para os Direitos Humanos e aumento do seu efetivo, principalmente feminino", disse o DCE da USP em comunicado.

*Com agências de notícias

PM cumpre reintegração de posse de reitoria da USP e estudantes são detidos

CRISTINA MORENO DE CASTRO
DE SÃO PAULO


A Polícia Militar deteve na manhã desta terça-feira 63 estudantes que haviam invadido o prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo). Eles começaram a ser retirados do local por volta das 6h40 e foram acomodados em três ônibus da PM que levará todos ao 91º DP (Ceasa). Outros sete estudantes que estavam fora do prédio também foram detidos.

Um estudante que fingia ser jornalista tentou ultrapassar a barreira policial por volta das 6h30 para entrar no prédio, mas foi impedido pelos policiais. Um carro da PM teve o vidro danificado pelos manifestantes que estavam fora da reitoria. Ao todo, foram detidos 46 homens e 24 mulheres.



Estudantes que haviam invadido a reitoria da USP são rendidos por policial militares; 70 alunos foram detidos



A reintegração de posse teve início por volta das 5h. Cerca de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da PM participaram da operação, que também contou com o apoio de um helicóptero Águia e de policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Os militares, portando cassetetes e escudos, fizeram um cordão de isolamento ao redor do prédio e retiraram os estudantes, que não resistiram à prisão. O prédio será entregue pela polícia a um oficial de Justiça, já que a operação foi motivada por um mandado judicial.

Os estudantes haviam decidido, em assembleia realizada na noite de ontem (7), manter a ocupação, apesar do fim do prazo dado pela Justiça para deixarem o local.

Após a votação, alguns estudantes agrediram jornalistas. Um cinegrafista caiu após ser empurrado e um fotógrafo teve a câmera arrancada e machucou as mãos --ele foi levado ao hospital.
O clima ficou tenso e, após os grupos ficarem separados, os alunos arremessaram pedras na direção dos jornalistas. Um cinegrafista foi atingido e ficou levemente ferido.

No momento do tumulto, não havia guardas universitários nem PMs no local. Após a confusão, um representante dos invasores disse que havia ocorrido uma "situação isolada".
Grupo de estudantes que invadiu a reitoria da USP entra em confronto com jornalistas na noite de segunda (7)

RESISTÊNCIA


Na assembleia, vários estudantes disseram estar dispostos a resistir caso a PM fizesse a reintegração de posse.

Mais cedo, às 18h, uma reunião de negociação entre representantes da reitoria e alunos terminou em impasse.

O superintendente de relações institucionais da USP, Wanderley Messias da Costa, chegou a deixar a sala onde ocorria o encontro.

A proposta apresentada à tarde pela universidade previa que os alunos e funcionários não fossem punidos por participar da invasão.

A reitoria também manteve a oferta de criar grupos para discutir o convênio com a PM --principal motivo da invasão-- e revisar processos administrativos contra estudantes.

Os alunos, no entanto, consideraram a proposta insuficiente, já que havia chance de novos processos caso ficasse provado que houve vandalismo no prédio invadido.

Os acontecimentos que levaram à ocupação da reitoria tiveram início no dia 27 de outubro, quando três alunos da USP foram detidos por posse de maconha. Houve reação de colegas, que investiram contra a PM. Policiais usaram bombas de efeito moral e cassetetes para levar os rapazes à delegacia --depois eles foram liberados.

Na mesma noite, um grupo de cem estudantes invadiu um prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Na terça passada, mais de mil alunos realizaram uma assembleia que decidiu, por 559 votos a 458, pela desocupação do edifício.

A minoria derrotada, porém, decidiu invadir a reitoria, onde hoje há cerca de 50 manifestantes --a USP toda tem cerca de 82 mil alunos (50 mil só na Cidade Universitária).

FONTE: Folha.com

domingo, 6 de novembro de 2011

RELATÓRIO DO I SEMINÁRIO DE SEGURANÇA DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS - USP

Data do evento: 05 de junho de 2011 – das 07:30 as 18:00
O Seminário ocorreu no Auditório “Ariosto Mila” da FAU – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Rua do Lago, 875 – USP – São Paulo.
O objetivo do Seminário foi o de difundir e disponibilizar conhecimentos, experiências, metodologias, estatísticas e pesquisas aplicadas na gestão de segurança das Universidades Brasileiras, onde a prioridade foi levar aos participantes do evento informações para fomentar o desenvolvimento de um modelo de segurança aplicado a todas as Instituições de Ensino Superior do Brasil.
Pela manhã, do dia 05/07, ocorreram quatro palestras, sendo a primeira com o Sr. Ronaldo Pena, Diretor de operações da USP, Coordenador do GETS.
Foi relatado o caso da USP, o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, no estacionamento da FEA-USP, o histórico envolvendo as ocorrências, de 1999 a 2011,as perspectivas para 2012 e o sistema de segurança que vem sendo implantado ao longo desses anos.
Atualmente a USP atua com guardas universitários concursados, vigias universitários, também concursados, vigilantes terceirizados e, ainda, apoio da polícia, que faz rondas constantes tanto no interior quanto no entorno da Universidade.
O programa de segurança enfoca o tripé Metodologia, Recursos Humanos e Tecnologia. No início da implantação do sistema houve grande resistência, tanto por parte dos próprios seguranças e gestores quanto do restante da comunidade universitária. Após cinco anos de implantação, com campanhas de divulgação e busca pela participação efetiva da comunidade nos projetos de segurança, a aceitação e participação tem girado em torno de 45%. Ficou evidenciado que para que haja aceitação é necessário conclamar a comunidade para participar, tanto da elaboração, acompanhamento e avaliação dos projetos. Não adianta que venha de “cima”, não pode ser imposto. É preciso que haja participação em todos os momentos.
Segundo o Diretor de Operações, as adequações tem de ser constantes e, mesmo assim, ainda ocorrem situações inusitadas, que não tem como ser evitadas. Mas é importante que se tenha, já estabelecidas, medidas de contenção específicas para a gestão de crises com possibilidades de gestão pós ocorrência.
A segunda palestra ocorreu com o Sr. Guaracy Mingardi, Cientistas Político, Dr. Pela USP e Especialista em Segurança Pública. Ele explorou a importância de uma política de segurança, que contemple as comunidades do entorno da universidade, assim como a importância de não segregar a comunidade carente frente a comunidade não carente. A aceitação da comunidade carente, do entorno, não pode ser diferente do público de áreas nobres ou já habituado a vida no campus. É preciso que essa comunidade se sinta aceita naUniversidade, para que não se sinta como “inimiga”, como intrusa, assim ela passa a se sentir parceira e que também pode ter um “futuro” naquele ambiente. Frisou, também, a necessidade de se dar continuidade aos projetos desenvolvidos, não podendo ser paralisados quando da mudança de gestores. Colocou ainda os benefícios que se tem quando a guarda universitária se aproxima da comunidade, o que deve ser feito pela própria guarda da Instituição, pois este terá uma constância frente a comunidade, diferentemente da guarda terceirizada e, também da polícia militar.
A terceira palestra foi proferida pelo Sr. Armando Luiz do Nascimento, Mestre pela UFPE, Diretor de Segurança Institucional da UFPE. Ele relatou o case da UFPE, das dificuldades que enfrentam, principalmente por os campi estarem rodeados por comunidades bastante carentes e a cidade ter um alto índice de criminalidade. Apresentou o projeto que tem sido utilizado na segurança da UFPE, os avanços que vêm conseguindo e a importância de uma gestão que contemple o planejamento estratégico. Por fim, falou das vantagens que se teria caso a segurança fosse realizada por uma polícia universitária, como nos moldes das polícias universitárias Norte Americanas.
A quarta e última palestra ocorreu com o Sr. Wagner Grans, Gestor em Segurança Pública, MBA em Planejamento Estratégico Ambiental, Coordenador do GIASES (Grupo Integrado de Apoio a Segurança do Ensino Superior de São Paulo). Este relatou a forma de trabalho que o GIASES exerce junto as universidades particulares de São Paulo e a ineficácia do poder do estado frente o tráfico de drogas, roubos e depredações que ocorrem em frente ou ao lado das universidades. Muitas vezes quando a polícia militar é acionada, a mesma não comparece, ou quando o faz não demonstra interesse em resolver situações que são independentes da guarda universitária. Embora considere importante a presença do estado, devido ao alto índice de corrupção na grande maioria das vezes, eles não querem a presença do estado, já que terão que “pagar” pela presença do mesmo, sendo que já o fazem através dos impostos. O GIASES trabalha congregando gestores de segurança patrimonial e trocando experiências e informações para buscar soluções para os graves problemas de segurança no entorno dos Campi de São Paulo. Segundo o Sr. Grans, o grupo GIASES tem conseguido bons resultados e a participação dos responsáveis pela segurança das Universidades particulares de São Paulo tem aumentado a cada dia, haja visto que a violência cresce a um ritmo assustador.
Após o almoço foram apresentados cases de diversos fabricantes de equipamentos eletrônicos de monitoramento e controle de acesso, sendo discutido, pelo Engenheiro Gabriel Furtado, principalmente, as vantagens e desvantagens oferecidas através da qualidade de imagens, posicionamento das câmeras, backup das imagens, armazenamento, transmissão por cabeamento ou wireless, sistema analógico (câmera, dvr e monitores, imagens com baixa qualidade e gde espaço de armagenamento) ou digital (que permite uma compressão maior das imagens, o que facilita enormemente o armazenamento). Estas soluções já são amplamente utilizadas nos campi universitários dos EUA e até mesmo em algumas Instituições no Brasil.
Logo após, o Sr. Alexandre Mori, da AXIS COMMUNICATIONS, apresentou as vantagens do sistema IP (servidores com software de vídeo, câmera, rede IP, estação de trabalho com micros, podendo ser visualizados em qualquer micro ligados a internet, alta qualidade de imagens, ocupa pouco espaço no HD, fácil integração, ótimo custo benefício, escalabilidade e flexibilidade, acesso remoto, inteligência distribuída), para se conseguir um ambiente seguro para as Universidades através do vídeo-monitoramento de alta definição, com facilidade de armazenamento e possibilidade de visualização de imagens utilizando a própria rede já instalada da Instituição. Mencionou, ainda que a tendência do mercado é a de imagens de alta definição, compreensão do tamanho H264, menor que MPEG-2 Part 4, softwares de inteligência com algoritimos que possam analisar o cenário (detecta o cenário e dependendo da situação o sistema identifica e gera um alerta para o operador como situação suspeita, ou seja, não há necessidade de o operador ficar o tempo todo de olho no mesmo monitor, a própria câmera se encarrega de dar o alarme em casos considerados como suspeitos. A câmera inteligente também pode dar o alarme através do áudio e, ainda, possibilita gravação local das imagens – smart card – na própria câmera, caso ocorra algum problema de surto por raios ou mesmo quedas simples de energia.
Logo após, o Sr. Marcos Menezes, Analista de Sistemas Eletrônicos de Segurança e consultor da ABESE, falou sobre novas tecnologias e da necessidade de se saber o que a empresa necessita, para assim elaborar um projeto consistente e adequado as necessidades atuais e futuras da Instituição. Lembrou a importância de se considerar nos projetos as NRs (Normas Regulamentadoras), os Custos de Administração Operacional (TCO). Ainda, relatou as vantagens dos sistemas inteligentes, onde apenas um operador consegue monitorar diversas câmeras, ao mesmo tempo que em outros sistemas um operador monitora apenas seis câmeras simultaneamente por apenas 12 minutos de forma a ter um mínimo de qualidade no acompanhamento.
Conclusão
Devido ao pouco tempo, infelizmente, não foi possível uma participação mais abrangente, até mesmo os questionamentos feitos aos palestrantes ficaram de ser respondidos via e-mail.
Ficou claro a importância de se desenvolver modelos de segurança para as Universidades utilizando o trinômio preventivo de Recursos Humanos com Metodologia e Tecnologia, sempre buscando alternativas para melhorar as condições nos ambientes atingidos pelas variáveis da violência. É preciso, também, promover a cultura de prevenção, enfatizando o ambiente acadêmico, através de campanhas constantes, haja visto que a cada semestre novos grupos de acadêmicos adentram os muros da Universidade. Precisa, também, disseminar entre os profissionais que se ocupam de realizar a segurança efetiva nos campi a importância do planejamento apontado pelos gestores, com práticas preventivas e a utilização e aprimoramento dos recursos disponíveis.
Participaram do evento diversas Universidades particulares do Estado de São Paulo, membros da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, representantes dos setores de segurança de nove Universidades Federais (UFOPA, UFPA, UFRN, UFPE, UFMG, UFJF, UFV, UFU, UFSC).
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Armas são roubadas no Fórum de Maranguape - CE

Criminosos fizeram os vigias de reféns durante cerca de uma hora e levaram o arsenal que fazia parte de processos

Subiu para sete o número de ataques a fóruns no Ceará neste ano. Na madrugada de ontem, o ´alvo´ dos criminosos foi a sede do Judiciário na cidade de Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza. O prédio foi invadido por uma quadrilha que fez três vigias de reféns, feriu um deles, e fugiu quase uma hora depois levando várias armas de fogo que estavam apreendidas e faziam parte de processos que apuram crimes naquela comarca.

O ataque dos ladrões acabou levando a juíza daquela unidade, Gersília Pacheco Cavalcante, a suspender o atendimento ao público durante todo o dia de ontem. Apenas os serviços destinados ao recebimento de pedido de habeas corpus, mandados de segurança e de liberdade provisória não foram interrompidos. A direção do Fórum, porém, não revelou a quantidade de armas que foram levadas pelos criminosos.

Ferido

Segundo o supervisor do Policiamento da Capital, major PM Tomaz, um dos vigilantes tomados como reféns pelos criminosos no Fórum de Maranguape acabou sendo agredido com coronhadas na cabeça.

Ferido, o segurança teve que ser levado ao Hospital Municipal de Maranguape para ser atendimento. Segundo o relato dos outros vigias, três assaltantes entraram no Fórum. "Mas, com certeza, havia outras pessoas do lado de fora no apoio", disse outro segurança.

Ainda segundo os reféns, apenas um dos acusados estava sem capuz e parecia ser o chefe da quadrilha. "Ele era o mais violento e a toda hora pedia que a gente conseguisse sacos para eles poderem colocar as armas dentro", afirmou.

Ataques

Além do caso em Maranguape, neste ano foram também alvos de assaltos ou arrombamentos os Fóruns das cidades de Mauriti, Caridade, Ocara, Palmácia, Pacajus e Chorozinho.

Juízes, promotores, serventuários da Justiça e advogados reclamam da falta de segurança nos fóruns do Interior. Muitos deles, não dispõem sequer de vigias. Os arrombamentos tornaram-se comuns e o objetivo dos criminosos sempre é o furto ou roubo das armas de fogo que são apreendidas e viram peças nos processos criminais em tramitação na Justiça.

Na madrugada do dia 20 de setembro último, o Fórum da cidade de Chorozinho (a 64Km de Fortaleza) foi arrombado. Os ladrões fugiram dali levando cerca de 40 armas de fogo (revólveres e pistolas), R$ 3 mil em espécie e, ainda, drogas apreendidas. Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina que as armas apreendidas permaneçam, no máximo, seis meses na Justiça.

CRIME

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FÓRUNS no Ceará foram alvo de ataques em 2011. Além de Maranguape, já houve furtos em Mauriti, Caridade, Palmácia, Ocara, Pacajus e Chorozinho

FERNANDO RIBEIRO
EDITOR DE POLÍCIA

Em ato no Congresso, vigilantes de empresas privadas pediram adicional de periculosidade

Categoria pede que projeto de lei com aumento entre na pauta de votação.
Remuneração varia entre estados; com adicional, reajuste seria de 30%.

Vigilantes devem procurar deputados e pedir votação de proposta, que aumenta remuneração em 30%. (Naiara Leão/G1)
A Confederação Nacional dos Vigilantes promoveu, na tarde desta terça-feira (25/10/11), um ato em frente ao Congresso para pedir a votação do projeto de lei que determina o pagamento de um adicional por periculosidade, calculado em 30% da remuneração da categoria. Segundo a direção da confederação, cerca de mil manifestantes dos 26 estados e do Distrito Federal participam do ato.

De acordo com o dirigente do Sindicato dos Vigilantes da Bahia, Wilson Ferreira dos Santos, o projeto de lei 10.033/2003, que cria o adicional de periculosidade, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e aguarda votação em plenário.

"A gente luta por isso há muitos anos. Temos direito porque é uma profissão muito arriscada, nunca se sabe o que vai acontecer", afirmou Santos.

Segundo o dirigente, o vencimento básico do vigilante muda de estado para estado, variando de R$ 600 no estado do Sergipe a R$ 1.290 no Distrito Federal.

Ainda na tarde desta terça, os manifestantes devem entrar no Congresso para tentar conversar com deputados sobre a inclusão de sua reivindicação na pauta de votação.
FONTE: G1

Matéria publicada no Jornal Semanal da UFRRJ

RURAL SEMANAL
Informativo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
ANO XVIII - 2011


Vigilante da UFRRJ é recebido no Palácio do Planalto e no Senado


No dia 26/10, vigilantes das universidades federais foram recebidos no Palácio do Planalto pelo assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopez Feijóo (foto), e no Senado Federal pelo senador Paulo Paim. Em pauta, assuntos referentes à carreira dos vigilantes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). A UFRRJ foi representada pelo vigilante Renato Luiz Evaristo dos Santos, coordenador de segurança da Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) e membro do GT Segurança da UFRRJ/SINTUR.
Os vigilantes foram convocados a Brasília em função do Projeto de Lei 2.134/2011, que tramita no Congresso Nacional. O projeto autoriza a abertura de 27 mil vagas em concurso público para as Ifes, mas a carreira de vigilante ficou fora da lista de carreiras beneficiadas. Nesse sentido, o GT Segurança da Fasubra se moblizou a fim de convencer o governo a incluir a função.

Campus da UFMS na Capital terá acesso controlado a partir de 2012

DANIELLA ARRUDA 03/11/2011

O campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, por onde circulam diariamente pelo menos 20 mil pessoas, começa a ser fechado a partir do ano que vem, com a instalação de guaritas nas vias de acesso ao local. A reitora da instituição, Célia Maria Silva Corrêa Oliveira, informou ontem ao Jornal Correio do Estado que já há recursos liberados da ordem de R$ 700 mil — de um total de R$ 2,6 milhões pleiteados ao Ministério da Educação — e o processo de licitação para contratação da empresa responsável pelas obras está em andamento.
“Temos recursos para as obras, o edital de licitação para construção das guaritas já foi publicado e nós vamos fechar o campus”, afirmou a reitora. A previsão é que as obras levem no mínimo seis meses para serem concluídas, se os trâmites burocráticos correrem dentro do esperado. Ao todo, serão construídas quatro guaritas no campus da Capital e há previsão para construção de mais duas no campus da instituição em Três Lagoas.
Na prática, as guaritas servirão para controlar a entrada de visitantes no campus, dispondo de um vigilante em cada uma. Ali, explica a reitora, o visitante vai parar, o vigilante pedirá um documento de identificação, perguntando onde a pessoa vai, entrará em contato com aquele departamento e só depois haverá a liberação da entrada, a exemplo do que já acontece nas universidades federais de Mato Grosso e Goiás.
O controle de entrada nos campi da UFMS integra série de ações previstas em plano de segurança para a universidade, que foi elaborado em maio deste ano por uma comissão formada por representantes da reitoria, docentes, funcionários técnico-administrativos e acadêmicos, juntamente com professores dos cursos de Engenharia. Orçado em R$ 2,6 milhões, o plano prevê ainda instalação de monitoramento eletrônico da segurança no campus de Campo Grande. A ideia é que as oito câmeras já instaladas em pontos estratégicos do local sejam agregadas ao novo sistema e todos os equipamentos sejam interligados a uma central de monitoramento de todo o campus.
FONTE: Jornal Correio do Estado
ENVIADO POR: Mozarte - UFRGS