segunda-feira, 26 de março de 2012

Porte de arma para agentes públicos não é consenso, mostra debate na CDH

O presidente da Federação das Entidades Representativas dos Oficiais de Justiça Estaduais do Brasil (Fojebra), Paulo Sérgio Costa da Costa,defende o porte de armas para a categoria e para outros agentes públicos que enfrentam situação de perigo no desempenho da função. Já na opinião do representante do Ministério da Justiça, o secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, deve haver critérios objetivos para autorização do porte de armas para agentes públicos para não reverter a política de desarmamento da população.

O assunto foi discutido em audiência pública nesta quinta-feira (22) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Odebate foi sugerido pelo presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), com a finalidade de instruir o projeto de lei da Câmara (PLC 30/2007), de autoria do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA).

A proposta visa permitir o porte de arma para auditores-fiscais do Trabalho, auditores tributários dos estados e do Distrito Federal e de perícia médica da Previdência Social, assim como para oficiais de Justiça, defensores públicos e avaliadores do Poder Judiciário da União e dos estados.

Na avaliação de Marivaldo Pereira, o projeto de lei tem grande amplitude e, por isso, precisa ser mais bem discutido. A proposta, segundo ele, autoriza o porte de armas para muitos agentes públicos. A preocupação, ressaltou, é não colocar em risco, por critérios genéricos, a política de desarmamento, instituída em 2004. Ele informou que, em 2011, foram recolhidas 37 mil armas, período em que, disse, houve “inegável” redução de homicídios.

Ao defender o porte de arma para oficiais de justiça, Paulo Sérgio da Costa disse que os profissionais estão vulneráveis, pois atuam, na maioria das vezes, sozinhos e desarmados. Ele explicou que os oficiais estão sujeitos a risco de segurança quando cumprem ordem judicial em presídios, invasões de terras e diante de menores infratores, por exemplo. Também enfrentam risco, como afirmou, para cumprimento da Lei Maria da Penha (lei 11.340/ 2006), quando precisam afastar do lar pessoas bêbadas, drogadas ou com perfil agressivo.

Direito

O porte de arma é um direito pátrio, natural, humano e individual para a legítima defesa. O argumento é de Bené Barbosa, presidente da Organização não Governamental (ONG) Movimento Viva Brasil. Em sua opinião, não cabe ao Estado interferir e impedir que o cidadão use arma para se proteger. Ele afirmou que o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) é “um verdadeiro fracasso”, pois se mostrou ineficaz para os que descumprem a lei, uma vez que continuam a utilizar armas sem autorização e com a certeza de que o cidadão está desarmado.

- O Estatuto não teve qualquer valor para diminuir a violência no Brasil. Além disso, trouxe segurança aos próprios criminosos. Quando os trabalhadores e oficiais de Justiça não têm o direito deportar uma arma, a segurança é transmitida aos criminosos - disse Bené Barbosa.

O advogado Rudi Cassel ressaltou que, em muitas circunstâncias, o oficial de Justiça precisa cumprir cerca de 30 ordens judiciais por dia, mesmo sem proteção policial. Ele explicou que o oficial nem sempre pode aguardar o acompanhamento de segurança policial, pois precisa cumprir prazos, sob pena de responder a processo administrativo.

O presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Pedro Delarue Tolentino Filho, observou que a categoria pode portar arma e que, em 40 anos, nunca houve um acidente. Ele destacou ser necessário o porte de armas para os agentes que “mexem com o bolso de quadrilhas poderosas”. Em sua opinião, os servidores do Estado precisam ser protegidos, pois, muitas vezes, não podem atuar em flagrante (na abordagem de um caminhão cheio de armas ou de drogas, por exemplo) por não terem proteção.

- Não se consegue desarmar o bandido, mas se quer desarmar o Estado. Não é armar a população, mas é armar o Estado para que possa proteger a população - disse Tolentino Filho.

Instrumento de ataque

Também representando o Ministério da Justiça, o assessor da Secretaria Executiva, Sérgio Torres, ponderou que a arma não protege o agente público, pois, em sua visão, é um instrumento de ataque e não de defesa. “Se o bandido souber que o agente está armado”, ressaltou, “não vai agir pelo confronto direto, mas por meio de tocaia”. Para ele, o projeto de lei deve ser discutido com profundidade antes de ser aprovado.

Mais debates

O senador Paulo Davim (PV-RN), que coordenou a audiência pública, informou que a matéria ainda será amplamente discutida na CDH e na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O senador destacou que o debate é importante para dar sustentação à proposta e, assim, evitar equívocos.

- O debate é para que erremos menos, quando o interesse é acertar e levar o melhor para a sociedade - enfatizou.

Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Enviado por: Canuto - UFRRJ

Para Governo, porte de arma não pode ser privilégio nem automático

A concessão de porte de arma a agentes públicos deve ser avaliada caso a caso, a partir de critérios objetivos, para não colocar em risco a política de desarmamento, que é do interesse de toda a população. “Porte de arma não pode ser tratado como privilégio. Não pode ser autorizado automaticamente, só porque o requerente é agente público”, afirma o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira.

Ele participou, na manhã desta quinta-feira (22/03), da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, convocada para discutir o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/07, que pretende conceder a diversas categorias do serviço público o direito de portar armas de fogo.

Pereira defendeu a “um debate desapaixonado” sobre o tema, fundado em critérios técnicos. “O Ministério da Justiça está aberto ao debate, mas não podemos aceitar o requisito genérico”, afirmou. Pereira destacou que a disseminação do porte de arma coloca em risco uma política pública essencial para a sociedade “e que vem sendo custeada por todos os cidadãos”.

Além de Pereira, participaram do debate o presidente da Federação das Entidades Representativas dos Oficiais de Justiça Estaduais do Brasil (Fojebra), Paulo Sérgio Costa da Costa, o presidente do Movimento Viva Brasil, Bené Barbosa, o representante do Ministério da Justiça, Sérgio Torres, o advogado Rudi Cassel, e o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal, Pedro Delarue Tolentino Filho.

O representante dos oficiais de justiça, Paulo Sérgio da Costa, afirmou que os integrantes da categoria estão vulneráveis, pois atuam, na maioria das vezes, sozinhos e desarmados, cumprindo ordens judiciais em presídios, invasões de terras e diante de menores infratores, por exemplo. Também enfrentam risco, como afirmou, para cumprimento da Lei Maria da Penha, quando precisam afastar do lar pessoas bêbadas, drogadas ou com perfil agressivo.

O assessor da Secretaria-Executiva do Ministério da Justiça, Sérgio Torres, ponderou que a arma não protege o agente público, pois, em sua visão, é um instrumento de ataque e não de defesa. “Se o bandido souber que o agente está armado”, ressaltou, “não vai agir pelo confronto direto, mas por meio de tocaia”. Para ele, o projeto de lei deve ser discutido com profundidade antes de ser aprovado.

O Projeto de Lei da Câmara (PLS 30/07), de autoria do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), visa permitir o uso de arma por integrantes das carreiras de auditoria-fiscal do Trabalho, de perícia Médica da Previdência Social, de auditoria Tributária dos Estados e do Distrito Federal, de avaliadores do Poder Judiciário da União e dos Estados e de defensores públicos.

Com informações da Agência Senado
Enviado por: Canuto - UFRRJ

sexta-feira, 23 de março de 2012

CURSO: CAPACITAÇÃO EM SEGURANÇA INSTITUCIONAL E PATRIMONIAL NA UFJF


A administração Superior da UFJF através da Pró-Reitoria de Recursos Humanos preparou um Curso de Capacitação especial para nós Vigilantes do Quadro Permanente.

Esse curso será realizado anualmente e aperfeiçoando-o a cada ano.
A programação do Curso de Capacitação em Segurança Institucional e Patrimonial e do Ciclo de Palestras – 2012 estão abaixo.

Estamos divulgando o curso e já informando que o Ciclo de Palestras é aberto a todos os companheiros e se alguém vier representando sua Universidade ou IFET e quiser participar da confraternização no sábado dia 26 de maio, favor confirmar presença, pois iremos inclui-lo para o almoço.

CURSO: CAPACITAÇÃO EM SEGURANÇA INSTITUCIONAL E PATRIMONIAL  
PRESENCIAL
CARGA HORÁRIA: 180h.

OBJETIVO: capacitar envolvidos em atividades de vigilância sobre questões pertinentes às medidas  de prevenção, trabalho em equipes e qualidade de vida que possam contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional.

PÚBLICO-ALVO: servidores técnico-administrativos em educação do quadro efetivo da UFJF no exercício do cargo de vigilante.

VAGAS: 45.

ORGANIZAÇÃO DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: em parceria com a Secretaria de Segurança /UFJF.

MÓDULOS/DIAS/HORÁRIO/LOCAL:

Abertura: Pró-Reitoria de Recursos Humanos e convidados – “Capacitação e desenvolvimento no contexto do novo mundo do trabalho.”
02 de maio, 15h, Anfiteatro da Reitoria
Relacionamento Interpessoal e colaboração em equipe  - Profa. Edelvais Keller/Depto. de Psicologia/ICH
08/05 a 10/07
3ª feiras 
8h a 11h
30h
45
Sala da PROINFRA
WORD – Informática básica (para iniciantes)  - Amilda Maia/PRORH  
07/05 a 28/05
2ª e 6ª feiras
 
9h a 12h
20h
45
LACEE – Fac. de Engenharia
INTERNET – (para iniciantes) – Amilda Maia/PRORH
01/06 a 15/06
2ª e 6ª feiras
 
9h a 12h
10h
45
LACEE – Fac. de Engenharia
Conhecimento dos setores da UFJF e abordagem sobre atendimento aos diversos públicos – Josane Weber/PRORH
06/08 a 27/08
2ª, 4ª e 6ª feiras
9h a 11h
20h
45
Sala da PROINFRA
Segurança no Trabalho e Primeiros Socorros - Paulo Célio/PRORH e Prof. Petrônio/Fac.
03/09 a 08/10
2ª, 4ª e 6ª feiras
8h a 12h
30h
45
Sala da PROINFRA
Promoção da Saúde e qualidade de vida no trabalho
Profa. Edelvais Keller//Depto de Psicologia/ICH 
07/08 a 09/10
3ª feiras
8h a 11h
30h
45
Sala da PROINFRA
Atividade física e saúde 
 
A confirmar
 
20h
45
A confirmar
Métodos e processos de trabalho na área de segurança institucional e patrimonial (palestras com temáticas diversas)
 
A confirmar
 
20h
45
A confirmar
 
______________________________
Ciclo de Palestras do Curso de Capacitação dos Vigilantes Públicos da UFJF - 2012
 
23 / maio / 2012
Quarta-Feira
24 / maio / 2012
Quinta-Feira
25 / maio / 2012
Sexta-Feira
26 / maio / 2012
Sábado
 
 
08:30 às 09:00
Abertura:
 
HENRIQUE DUQUE DE MIRANDA CHAVES FILHO
 
Magnífico Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora
Abertura:
 
José Luiz Rezende Pereira
Vice-Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora
Abertura:
 
Paschoal Tonelli
Professor e Pró-Reitor de Infraestrutura da UFJF
 
 
 
 
Confraternização
Dos Vigilantes
 
 
09:00 às 10:00
Plano de Desenvolvimento Institucional
 
ALEXANDRE ZANINI
Professor e Pró-Reitor de Planejamento e Gestão da UFJF
Doenças Crônicas e Qualidade de Vida
 
GESSILENE ZIGLER FOINE
Técnica Administrativa em Educação - Médica Perita e Secretaria de Assuntos administrativos da UFJF
Drogas Ilícitas
 
Delegacia de Policia Federal de Juiz de Fora
10:00 às 10:15
Coffee Break
Coffee Break
Coffee Break
 
 
 
10:15 às 11:15
Gestão e Segurança Patrimonial na UFJF
 
CARLOS ELIZIO BARRAL FERREIRA
Professor e Pró-Reitor de Planejamento da UFJF
Policia Comunitária
 
Policia Militar de Minas Gerais
Experiência da Força de Pacificação no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro
 
4ª Brigada de Infantaria Motorizada
11:15 às 12:00
Mesa de Debates
Mesa de Debates
Mesa de Debates
 
Almoço
ADM da UFJF / Palestrantes / SINTUFEJUF
 
12:00 às 14:00
 
 
Almoço
 
Almoço
 
Almoço
 
 
14:00 às 15:00
Autonomia Universitária e a
Portaria Nº 990, de 30 de Dezembro de 2009 da UFJF
(Porte de Arma Funcional)
DENIS FRANCO SILVA
Professor e Procurador da UFJF
 
Nilson Rogério Pinto Leão
Professor e Assessor Jurídico do Reitor da UFJF
Armamento Não Letal, sua aplicabilidade e consequências.
 
POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL
Terceirização nas IFES
 
WESLEY MARQUES
Vigilante - Universidade Federal de Uberlândia
15:00 às 15:15
Coffee Break
Coffee Break
Coffee Break
 
 
 
15:15 às 16:15
Segurança nas IFES e o Dec. 5824 de 29 de junho de 2006
 
MOZARTE SIMÕES
Técnico Administrativo em Educação - Vigilante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Adolescentes em conflito com a Lei
 
Policia Civil
Projetos de Lei no Congresso Nacional e Abertura de Concurso Público
 
MOZARTE SIMÕES
Técnico Administrativo em Educação - Vigilante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
16:15 às 17:00
Mesa de Debates
Mesa de Debates
Mesa de Debates
 
Enviado por: Moacyr e Eric - UFJF