domingo, 22 de abril de 2012

Servidores das universidades federais vão parar na quarta-feira, 25 de abril

Brasília – Os funcionários técnico-administrativos das universidades federais decidiram paralisar as atividades na próxima quarta-feira (25) e, também, nos dias 9 e 10 de maio. A categoria reivindica aumento do piso salarial, atualmente R$ 1.034,59, reajuste do auxílio-alimentação e valorização da carreira.

Segundo a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), a falta de resultados em relação à última greve foi o principal motivo que levou a categoria a decidir por uma nova paralisação. Os servidores técnico-administrativos pedem aumento do piso salarial para um valor correspondente a três salários mínimos (cerca de R$ 1,9 mil), além de efetivar o acordo firmado em 2007 com o governo.

De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o diálogo com os representantes dos servidores é constante. As reivindicações estão sendo analisadas pelo secretário de Recursos Humanos, Sérgio Mendonça, que na próxima terça-feira (24) se reunirá com a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).

A última greve dos servidores técnico-administrativos das universidades públicas federais ocorreu no ano passado e durou quatro meses. Durante esse período, o governo manteve a posição de não negociar com os grevistas. A paralisação foi considerada ilegal pelo Superior Tribunal de Justiça depois de ação da Advocacia-Geral da União (AGU). De acordo com o calendário da Fasubra, 30 de maio é a data-limite para cjegar a um acordo com o governo. 

Fonte: Agência Brasil - 22/04/2012 
Enviado por: Antonio Santana - IF Sertão Pernambucano - Campus Petrolina-PE

sábado, 21 de abril de 2012

Deputado quer revogar Estatuto do Desarmamento e garantir direito de defesa aos brasileiros O Projeto de Lei já está tramitando

O deputado federal ROGÉRIO PENINHA MENDONÇA (PMDB/SC) apresentou, nessa quinta-feira (19), projeto de lei que prevê regulamentar a aquisição e circulação de armas de fogo no país. O PL 3722/2012 revoga a lei atual, popularmente conhecida como “Estatuto do Desarmamento”. Extenso e cujos termos demonstram uma profunda análise técnica da matéria, o projeto estabelece uma nova sistemática regulatória para armas na sociedade brasileira, alinhada à realidade e, sobretudo, ao resultado do Referendo de 2005, quando 60 milhões de eleitores rejeitaram a ideia de se extinguir o comércio de armas e munições no Brasil.

Pela proposta, ainda que se prestigie a opção popular pelo acesso legal às armas, mantém-se um rígido controle do estado sobre sua comercialização, posse e, especialmente, porte. Além disso, o sistema de regulação é ampliado, preservando o controle central com a Polícia Federal, mas atribuindo às polícias estaduais atuar em conjunto no Sistema Nacional de Armas – SINARM.

O texto ainda traz para a própria lei a regulamentação de matérias que hoje se encontram esparsas, a exemplo das atividades dos atletas do tiro desportivo e dos colecionadores, categorias que, por desconhecimento ou preconceito, muito sofrem com um estigma injustamente sobre elas lançado. A proposta garante o exercício racional dessas atividades e as reconhece como verdadeiramente são, isto é, prática esportiva e preservação histórica.

Autor da proposta, o Deputado Peninha explica que sua elaboração partiu do clamor popular. 

“Minha atividade parlamentar se caracteriza pelo contínuo contato com a população, pessoalmente e nas redes sociais, onde a insatisfação com a lei atual é muito forte e de onde partiram pedidos sucessivos para que fosse mudada. A proposta que apresentei é fruto disso e tem como objetivo aliar a vontade popular ao controle efetivo e racional das armas pelo Estado”, afirma.

Para o deputado, “desde o resultado do referendo de 2005, o Estatuto do Desarmamento perdeu o sentido, pois todos os seus termos partiam da ideia da proibição do comércio de armas no país, e como a maioria esmagadora da população reprovou essa ideia, a lei acabou se distanciando da realidade”, pontua. “Além disso, se olharmos as estatísticas desde 2003, quando a lei atual entrou em vigor, vemos que ela não conseguiu reduzir as mortes e muito menos a criminalidade no país, sendo necessário se pensar em um modelo novo, a exemplo do que vêm fazendo os países com maior sucesso na redução da violência”, conclui o parlamentar.

Um dos maiores críticos da atual legislação, Bene Barbosa, presidente da ONG Movimento Viva Brasil, comemorou a apresentação do projeto. “O que temos assistido nos últimos anos é a insistência em manter uma legislação feita de afogadilho, baseada no falso clamor popular de que o desarmamento era um desejo da população. O novo projeto de lei trará enormes benefícios para segurança pública e para a garantia do direito à legítima defesa do cidadão brasileiro”, afirma.

A íntegra da proposta pode ser consultada neste link e as discussões prometem ser acaloradas.

Este texto pode ser publicado livremente desde que mantido em sua íntegra.

Maiores informações exclusivamete para imprensa: Rafael Pezenti - Assessor de Imprensa - Deputado Federal Peninha (PMDB/SC) (61) 3215 5656

Deputado Peninha agradece o MVB
O Movimento Viva Brasil se orgulha de ter contribuído decisivamente para que esse PL virasse realidade. Recebemos inclusive o agradecimento do Deputado peninha por isso. Um grande orgulho para nós!

Enviado por: Sílvio Salustiano - IFETPB

sexta-feira, 20 de abril de 2012

20 de abril de 1962: Darcy Ribeiro se une aos operários a um dia da fundação


Reitor da Universidade foi flagrado em plena madrugada de sexta-feira entre os trabalhadores que corriam contra o tempo para finalizar obras do novo campus.
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB
Enviado por: Renato - UFRRJ 

Vinte de abril de 1962, um dia antes da inauguração da UnB, uma hora da manhã. Um homem caminha entre operários, arquitetos e engenheiros que trabalham febrilmente para entregar as obras do campus na data prevista. É Darcy Ribeiro, antropólogo e educador que, aos 39 anos, recebeu do presidente JK a missão de construir um novo conceito de universidade na jovem capital. “Revivemos ali os tempos heróicos do pioneirismo de Brasília”, dizia nota do dia na imprensa local. 

Naquela madrugada, Darcy não estava apenas acompanhando os últimos detalhes de sua obra. Também admirava a espécie de mágica que aqueles operários, sob o comando de sua equipe, haviam realizado em 50 dias: entregaram seis prédios prontos para a fundação da Universidade. Entre eles, o bloco central (hoje Faculdade de Educação), dois blocos de residência para professores e alunos, um prédio para a administração e o auditório Dois Candangos, com capacidade para 250 pessoas. 

O auditório – que homenageia a dupla de operários que morreu soterrada em 5 de abril de 1962 – ficou pronto apenas 20 minutos antes da cerimônia de 21 de abril. “Juntei-me aos operários para apertar os parafusos das cadeiras que receberiam os convidados para a inauguração. Trabalhávamos com prazos inimagináveis para um padrão normal de obra. Foi o maior desafio da minha vida como profissional”, avalia o engenheiro civil Felix de Almeida, responsável por erguer o auditório em 59 dias.

O embalo dos trabalhos no campus naquela sexta-feira inspirou um jornalista a contar a inusitada situação de uma firma contratada que, no dia 20, enviou os tapetes para o revestimento de uma das salas. Ao procurar o engenheiro para saber onde seria colocada peça, o entregador, espantado com o estado do local, ouviu: “O senhor espera um momento que estamos concluindo a parede”. Naquele lugar, depois de sessenta dias de fincada primeira estaca, alunos teriam aula na segunda-feira seguinte.

Tão grande quanto o empenho dos operários que pouco a pouco davam forma para UnB eram os planos de Darcy para ver a cria se expandir logo em seus primeiros anos de vida. Em declaração à imprensa naquela sexta-feira, o reitor afirmou que a UnB “não funcionará apenas para dentro, para seus alunos”. Durante a noite, o campus abriria as portas para comunidade, com cursos de música – com o maestro Cláudio Santoro – de cinema e um exclusivo sobre os “problemas brasileiros”.

Darcy queria sempre mais para a UnB. Nessa mesma declaração, estampada na página sete da edição do dia do Correio Braziliense, ele afirmava que, em dois anos, a Universidade que abria as portas com 413 alunos matriculados teria dois mil estudantes em suas salas de aula. “Darcy era uma pessoa extraordinariamente rara. Ele começava a conversar e em pouco tempo você concordava com qualquer coisa que ele dissesse, por mais louca que parecesse”, conta o fotógrafo e pioneiro Luiz Humberto.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Começa hoje operação padrão da PF em aeroportos

A operação padrão de agentes da Polícia Federal desencadeada nesta quinta-feira, em todo o País, ainda não afetava os passageiros dos Aeroportos de Congonhas, na zona sul da capital paulista, nem sequer o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, segundo o Sindicato dos Servidores da Polícia em São Paulo (Sindpolf/SP). 

Segundo o sindicato, em Congonhas, a operação padrão deve ocorrer no período da tarde. Já em Cumbica, que é um aeroporto de fronteiras, os passageiros devem sentir os efeitos da operação depois do meio-dia, considerado como horário de pico, com um aumento nas filas, principalmente no setor de imigração, de acordo com o Sindpolf.

O protesto dos servidores da PF é contra as terceirizações em funções exclusivas da Polícia Federal e também por conta da precarização em que se encontra a questão de segurança, de acordo com o Sindpolf. No dia da operação padrão, os policiais irão alertar a população para a insegurança dos aeroportos, checar documentações e bagagens de todos os passageiros que desembarcarem ou embarcarem no país.

Haverá mais rigor na checagem de documentos, como passaporte e bilhete de passagem, entrevista com o passageiro e a checagem no sistema da PF de procurados e impedidos de deixar o País, tanto na chegada quanto na saída. Até mesmo brasileiros serão interrogados na entrada.

Os servidores da Polícia Federal farão uma nova assembleia às 13h15 desta quinta-feira, na sede do Sindicato, na Lapa de Baixo, zona oeste de São Paulo, para discutir o rumo da operação.

Voos

Segundo boletim das 8 horas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) o movimento nos aeroportos era considerado normal. Entre os 530 voos programados em todo o país no período, 26 voos registraram atrasos de mais de meia hora e 22 foram cancelados.

Em Congonhas, dois voos foram cancelados e nenhum teve atraso, entre os 32 previstos. Já em Cumbica, apenas um voo registrava atraso entre os 47 programados. Nenhum foi cancelado.

Fonte: ESTADÃO

quarta-feira, 18 de abril de 2012

RELATÓRIO DA REUNIÃO DOS VIGILANTES PRESENTES NO XXI CONFASUBRA

A reunião contou com a participação de aproximadamente 54 vigilantes.

Pontos de discussão:

1. Data para o próximo seminário nacional de segurança que será realizado em Belém – PA.

2. Defesa das propostas apresentadas pelos vigilantes, dentro do coletivo Tribo, que deverão ser lidas durante o plano de lutas.

Lima do Pará, começou a reunião falando sobre a organização do próximo seminário nacional de segurança que será realizado no Pará. Segundo ele a data que encontraram para realizar o seminário será novembro, a princípio dia 26 de novembro de 2012. Segundo ele o projeto do seminário foi aprovado em uma assembléia geral dos vigilantes e posteriormente também foi aprovado pelo reitor da UFPA que solicitou urgência nos encaminhamentos que deverão ser tomados pela universidade. Agora precisa que seja realizada uma reunião urgente com os demais coordenadores do seminário para definir pontos importantes como temário, que não competem apenas aos vigilantes da UFPA. No projeto do seminário, até o momento, estão trabalhando com um número aproximado de 400 participantes. Também não é possível alojar na universidade, as coordenações terão que ser feitas em hotéis da cidade, para tanto, estão fazendo diversas pesquisas para conseguir acomodações com valores mais acessíveis, até o momento a média dos valores tem ficado em torno de R$40,00. No momento ainda não chegou-se ao valor da inscrição, mas já estão trabalhando nisso. Também é praticamente garantido que será fornecido transporte dos hotéis para a universidade.

Perguntas:
Foi feito contato com a fasubra? A data do seminário já está fechada ou ainda vai ser discutido com a fasubra? A possibilidade de a fasubra dar ajuda de custo para que os coordenadores do seminário se desloquem para participar das reuniões dos coordenadores? Quando ocorrerá a reunião dos coordenadores regionais e nacionais?
Graça nos respondeu que até o momento ainda não houve contato com a federação. Lima nos disse que por enquanto todos os gastos devem ficar por conta da entidade sindical do Pará e da UFPA e que a data do seminário é essa sim, pelo menos a que foi possível de ser trabalhada junto a administração da UFPA e que se houver alteração de data, possivelmente o seminário ficará para o próximo ano.

Luizão nos informou que a data não pode estar fechada, pois têm que apresentar a proposta à Federação, para ser discutido e então aprovado, mas não acredita que haverão problemas. De modo que sugeriu que esta primeira reunião dos coordenadores, para decidirem sobre data e temário aconteça em Brasília, mais precisamente na segunda semana de maio, posteriormente, em outro momento, se fará uma nova reunião na base que irá sediar o seminário, onde os coordenadores poderão conhecer de perto a infra estrutura que será disponibilizada. Sugestão que após um rápido debate, foi aprovada. Houve, ainda, sugestão de que os convites sejam enviados para os delegados o mais rápido possível, para que possam agilizar com antecedência o custeio junto a suas administrações e entidades. Foi dito também que o seminário deve ocorrer dentro da instituição, privilegiando os trabalhadores que lá estão. Ainda, que custeia os coordenadores do seminário é a entidade a qual ele pertence, sendo que à Federação cabe ajuda de custos durante o seminário, como confecção de cartazes, envio de convites e custeio de diárias e passagens dos palestrantes.

Logo após houveram alguns informes, sendo que o primeiro foi relatado por Edmilson, de Uberlândia, onde, segundo ele, o Reitor da UFU solicitou que o projeto do seminário seja apresentado a ele o mais rápidamente possível, pois haverá eleição para reitor na universidade e, logo após o meio do ano será praticamente impssível disponibilizar a verba necessária. Eduardo, da UFMS, informou que o reitor da UFMS solicitou ao MEC 35 vagas para contratação urgente de vigilantes. Noemi informou que o CONSUNI da UFRJ aprovou a solicitação de abertura de concurso público para vigilantes, além de aquisição de coletes e porte de arma institucional (leiam sobre isso no blog do GT Segurança da Fasubra). Por fim, Mozarte e Wesley informaram que no dia seguinte, na sexta-feira, seria distribuída uma tese dos vigilantes da Tribo, voltada especificamente para segurança nas universidades, e solicitaram o apoio dos vigilantes presentes e de suas bases, para que essas propostas possam ser aprovadas.
Poços de Caldas, 12 de abril de 2012

Seguem, abaixo, as propostas sobre segurança que foram aprovadas no XXI CONFASUBRA.

SEGURANÇA NAS UNIVERSIDADES

1) Orientar as entidades de base que reivindique, a inclusão nos Programas de Capacitação das Universidades, de cursos específicos na área de segurança, para todos os(as) trabalhadores(as) lotados nos setores de vigilância das IFES;

2) Que sejam fornecidos materiais e equipamentos adequados para o desenvolvimento da função e cumprimento do serviço de vigilância e segurança patrimonial, ara todos os trabalhadores que atuam como vigilantes nas IFES;

3) Trabalhar para que o governo pague o adicional de periculosidade ou GAS, conforme os vigilantes do Ministério da Justiça vêm recebendo, a fim de compensar o desempenho das atividades de risco que fazem parte das funções dos vigilantes das instituições. Lembrando que o cargo de Vigilante integra o Plano de Carreira e Cargos Técnico-Administrativos das Instituições Federais de Ensino, podendo a descrição de suas atividades ser encontrada no Ofício-Circular de 28 de novembro de 2005, expedido por órgão do Ministério da Educação;

4) Insistir junto aos parlamentares para que aprovem os PLS 179/08, 287/08 e 173/08;

5) Trabalhar junto ao MEC e ANDIFES para que o serviço de vigilância e segurança patrimonial das IFES seja realizado por vigilantes federais concursados e/ou quando for o caso de necessidade de contratação de vigilância terceirizada, que esta fique sob a fiscalização do setor de vigilância orgânica da Instituição contratante;

6) Que o PLP 554/10 sobre aposentadoria especial a servidores públicos que exerçam atividade de risco, seja estendido também aos vigilantes do quadro efetivo das Universidades públicas federais;

7) Trabalhar junto ao PRONASCI/MJ para que os trabalhadores lotados nos quadros dos setores de vigilância e segurança patrimonial das IFES sejam aceitos como trabalhadores em segurança pública e possam participar dos cursos oferecidos pelo sistema PRONASCI;

8) Que seja definida um Departamento dentro da estrutura da FASUBRA, que trabalhe os assuntos referentes aos trabalhadores ocupantes do cargo de vigilantes, motoristas, demais cargos considerados extintos e, ainda, assuntos relacionados a terceirização;

9) Que este departamento inclua em sua pauta, os relatórios aprovados dentro dos Seminários Nacionais de Segurança das IPES e, também, das reuniões do G. T. Segurança Nacional, possibilitando, assim, a possibilidade ou não de que assuntos e/ou temas tratados e aprovados nesses eventos possam vir a ser trabalhados pela coordenação da FASUBRA;

10) Trabalhar para que MEC exija que faculdades e universidades públicas federais disponibilizem informações completas sobre crimes violentos, drogas, delitos de álcool nos campi, além de fornecerem informações sobre os procedimentos de segurança em vigor em cada instituição;

11) Que o Projeto de Segurança, construído através do esforço coletivo dos vigilantes e coordenadores da FASUBRA, seja aprovado no Congresso da Federação e, em sendo aprovada, que a FASUBRA envide esforços no sentido de realizar uma discussão junto MEC e ANDIFES, buscando a aceitação e aplicação dessa Política, por estes Órgãos.
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Algumas fotos:

Alunos da USP fumam orégano na 'Semana do Baseado'

Organizado por estudantes da FFLCH, evento visava discutir a legalização da maconha
Por: Juliana Deodoro, Especial para o Estadão.edu


SÃO PAULO - Com cigarros de orégano e cerveja, um grupo de cerca de 20 alunos da USP realizou na noite desta terça-feira, 17, mais um encontro da Semana de Barba, Bigode e Baseado. O evento visa a discutir a legalização da maconha e a "autonomia sobre o uso do corpo", segundo os organizadores. Ontem, no primeiro dia do festival, aproximadamente 60 estudantes assistiram ao filme Maria Cheia de Graça e depois debateram o papel da mulher na sociedade.

O grupo estava reunido numa sala conhecida como Espaço Verde da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na Cidade Universitária.

Também estava marcada para mesma noite a realização de "gincanas e concurso de paródias", mas os universitários desistiram da brincadeira. O cheiro de orégano é forte no local. "Para efeitos jurídicos afirmamos que será fumado apenas orégano, substância lícita", ressaltaram os organizadores no convite para o evento.

A 'semana do baseado' está sendo promovida por alunos ligados à Frente Uspiana de Mobilização Antiproibicionista (Fuma). A frente foi fundada no fim do ano passado, em meio aos protestos surgidos após a Polícia Militar flagrar três estudantes com maconha na FFLCH. Alunos invadiram o prédio da diretoria da faculdade e, depois, o da reitoria da USP.

Nesta quarta, a programação começa às 18 horas, no vão da História, com uma "intervenção libertária" regada a cerveja e ao som de samba. O objetivo do ato é "fazer os presentes refletirem sobre o direito que lhes é dado ao próprio corpo e ao uso deste que lhes é permitido fazer".

Na quinta, a partir das 18 horas, o Espaço Verde sediará oficinas durante o "plantão de cultivo". Às 21 horas será realizada uma "orgia poética".

Para encerrar o evento, na sexta, haverá um debate sobre "Travestis e drogados: (des)marginalizando comportamentos", no local onde a PM flagrou o consumo de maconha e houve confronto com estudantes no ano passado.

Depois vai rolar a festa "Queimando o bigode", uma cervejada com o objetivo de arrecadar dinheiro para a Marcha da Maconha, movimento que defende a legalização da droga no Brasil.
Enviado por: Renato - UFRRJ

terça-feira, 17 de abril de 2012

Polícia controla manifestação de movimentos sociais na UFU

Integrantes de movimentos sociais ligados a pelos menos cinco organizações sem-terra manifestaram nesta terça-feira (17), pela manhã, na porta da reitoria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Durante a aglomeração, um dos seguranças da instituição disparou com um revólver para o alto e houve confusão, porém, ninguém ficou ferido. A Polícia Militar (PM) enviou mais de dez viaturas ao local para conter o tumulto.
O protesto, composto por representantes de organizações como MST, MLST, MSTB e MPRA, integrou o “Abril Vermelho”, uma campanha pela reforma agrária e pela punição dos policiais que participaram do assassinato de 21 sem-terra de Eldorado dos Carajás (PA) em 1996. Desde ontem, pela campanha, os movimentos rurais do Brasil têm realizados atos em todo o território brasileiro.

Entretanto, os manifestantes reivindicavam, especificamente, o suposto fim da assessoria jurídica popular oferecida pela UFU aos movimentos sociais na cidade. “Também estamos aqui para lembrar a morte de três líderes sem terra executados em Uberlândia em março deste ano”, disse Edvaldo Soares, representante dos manifestantes em Uberlândia.

Segundo apurou preliminarmente a PM, o tiro dado pelo segurança ocorreu para dispersar a massa quando alguns manifestantes tentaram impedi-lo a força de fechar o portão de entrada da reitoria. Pelo ato, o vigilante chegou a ser contido por militares. Depois, foi conduzido à delegacia da Polícia Federal (PF), ouvido e liberado. A arma, um revólver calibre 38, foi apreendida e um boletim de ocorrência sobre a situação foi confeccionado.

O delegado federal Ademir Clementino Soares esteve no local logo após o tumulto e afirmou que será instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato. “Ouvirei testemunhas de ambos os lados e arma será periciada. O que importa para nós é descobrirmos a verdade dos fatos”, disse.

Contestação

Uma sindicância administrativa para apurar internamente a situação também será aberta, segundo informou o vice-reitor da UFU, Darizon Alves de Andrade. “Eu não estava na reitoria no momento do tumulto. A ordem de fechar o portão não foi dada pelo gabinete”, disse.

O professor, que administra a universidade enquanto o reitor, Alfredo Júlio Fernandes Neto, está fora da cidade, contestou que a reitoria tenha intervido na assessoria jurídica popular oferecida aos movimentos. Até então, segundo ele, o atendimento estava funcionando normalmente. No entanto, afirmou que receberia representantes dos movimentos para ouvir quaisquer que sejam as reivindicações.

Pelo Brasil

O Abril Vermelho é promovido todos os anos, com manifestações e ocupações de fazendas, em várias partes do país, para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, no Pará.
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocupam, desde o início da manhã de ontem (16), a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no centro do Rio de Janeiro.

Já no Paraná, os manifestantes fecharam na manhã de hoje (17) duas rodovias, a BR-277 e a BR-116. De acordo com a assessoria do movimento, a ocupação foi pacífica e durou 21 minutos em cada local.

Em São Paulo, a rodovia Anhanguera, que liga a capital ao interior de São Paulo também foi bloqueada. Durante a manifestação, cerca de dois quilômetros de filas se formaram em cada um dos sentidos das pistas.
Fonte: Correio de Uberlândia