domingo, 16 de junho de 2013

Coordenador do GT Segurança e Finança da ASSUFRGS é recebido no Ministério da Justiça

O coordenador do GT Segurança e financeiro da Assufrgs Mozarte Simões esteve na reunião realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ), mediada pela Secretaria dos Direitos Humanos da presidência da republica, o debate aconteceu com a pauta: inclusão dos vigilantes concursados das Universidades Federais no Programa Nacional de Segurança e Cidadania (PRONASCI), porte de arma institucional para os vigilantes concursados das universidades federais e emprego destes trabalhadores nas atividades da copa do mundo.

Este programa do Ministério da Justiça (MJ)  ministra cursos em EAD e presenciais voltados para a área da segurança.

Encaminhamento

Foi consenso de todos os presentes que precisamos avançar mais no debate destes temas, ficou acordado também que em um próximo debate teremos que ter presentes representantes do MEC, PF, MPOG e SISU, a SDH e a SENASP, ficaram de mediar entre os ministérios para a realização da próxima reunião.
Estiveram presentes nesta reunião uma comissão formada pelos vigilantes das universidades federais: Cezar Augusto da UFSM, Moacir do Valle UFJF, Renato Evaristo, Rogério da Silva e Marco Antônio da UFRRJ e Mozarte Simões da UFRGS. 

Pela SENASP: Marcello Barros de Oliveira chefe do gabinete do SENASP e Paula Varela secretária do SENASP.

Pela Secretária dos Direitos Humanos (SDH): Atahulpa Fidel chefe de gabinete da (SDH) e João Alves de Souza da (SDH).
Por: Mozarte Simões da Costa Junior. 
Coordenador do GT Segurança e Coordenador financeiro da ASSUFRGS

sábado, 8 de junho de 2013

Falta de segurança preocupa estudantes de universidades públicas

Em 2011, durante uma tentativa de assalto, um estudante foi morto no estacionamento da Universidade de São Paulo.

A violência continua preocupando os moradores de São Paulo. Estudantes reclamam da violência em universidades públicas. Na USP, a falta de iluminação agrava o medo que os estudantes têm de assaltos.

A solução para o problema é simples: melhorar a iluminação. A reitoria da USP promete resolver o problema até o começo de 2014. Para quem estuda lá, é uma resposta que vem tarde, depois da morte de um estudante. A USP não é a única universidade do país a ser ameaçada pelo problema da violência.

Um campus na escuridão. Na USP, falta iluminação nas ruas e calçadas. “Dá muito medo porque uma vez que a gente não sabe quem está na próxima esquina, quem está atrás das arvores. Então para nós que ficamos até um pouco mais tarde na faculdade é muito perigoso”, afirma o estudante Lucas de Oliveira.

Os estacionamentos são mal iluminados. Um deles fica ao lado de uma área de mata. Tudo isso favorece a ação dos ladrões. Muitas vezes, o ataque ocorre quando a pessoa vem pegar o carro para poder ir embora.

“Geralmente eu estou de carro e fico com medo, olhando para todos os lados para entrar no carro e para sair”, conta a administradora Nilta Miglioli.

“Fico apreensiva. Passo correndo, já fecho os vidros. É complicado. Sem iluminação é terrível”, comenta a auxiliar administrativa Maria Salles.

Em 2011, durante uma tentativa de assalto, um estudante foi morto no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.

O reitor disse nesta quarta (5) que serão investidos R$ 40 milhões em um novo sistema de iluminação no campus. Ao todo, sete mil lâmpadas deverão ser instaladas.

“O campus foi colocado na prancheta, foram estudados os locais onde as pessoas passam mais, os locais mais perigosos. Nós sabemos que luz é segurança”, explica João Grandino Rodas.

A falta de segurança também atinge outras universidades. No Rio de Janeiro, a UFRJ diz que no campus do Fundão, em 2012, foram praticados 52 furtos, 20 roubos e nove sequestros-relâmpagos. Em janeiro e fevereiro de 2013, já foram 28 furtos e cinco roubos.

Em Minas Gerais, câmeras de segurança registraram quando bandidos armados entraram no prédio da engenharia da UFMG e fizeram 14 reféns - entre alunos, professores e funcionários. Os ladrões roubaram caixas eletrônicos e levaram as notas em uma mochila e em uma mala.

A Universidade Federal de Minas Gerais informou que está implantando há três anos um plano diretor de segurança que prevê aumento para 200 no número de câmeras de vigilância e instalação de sensor nas portarias.

A federal do Rio informou que está adquirindo 99 câmeras de segurança.

Edição do dia 06/06/2013
06/06/2013 08h45

Juiz da cidade de Pelotas solta assaltante confesso que agia contra universitários

Assaltante que agia no entorno da UFPel tem prisão preventiva indeferida.

Na quarta-feira (5), um homem confessou à Polícia Civil ter praticado aproximadamente 20 assaltos no último mês, todos nas proximidades do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), na região do Porto.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Guilherme Caldeiripe, o pedido de prisão foi indeferido pelo juiz responsável pelo caso na manhã desta quinta. Conforme o delegado, o juiz alegou que a liberdade do suspeito não atrapalharia o inquérito.

O suspeito J.B.L. contou na delegacia que é usuário de drogas há três meses e há menos de um mês começou a roubar para sustentar o vício. Durante o depoimento, o homem, que declarou ser pedreiro, apresentava sinais de uso de crack. Ele informou que assaltava na maioria homens, preferencialmente sozinhos.

Denúncia
Caldeiripe afirmou que o trabalho da polícia agora é para identificar as demais vítimas, conforme o perfil informado por J.B.L. Segundo o delegado, as vítimas de assaltos na região nos últimos dias podem procurar a Defrec para realizar o reconhecimento. A Defrec fica na rua Major Cícero, 566. O telefone é 3225-6478.

Rede Social
Desde a quarta, uma postagem com fotos retiradas do perfil de J.B.L. está sendo amplamente compartilhada na rede social Facebook. Poucos minutos após ser liberado da delegacia, o acusado também se manifestou, afirmando que pretende conversar com cada pessoa que compartilhou a imagem, fazendo ameaças.

O delegado Caldeiripe afirmou que a Defrec já está ciente do caso e pretende pedir novamente a prisão preventiva de J.B.L.

Fonte: Olha só aqui.com
Enviado por: Marcelo Vargas

Debate sobre segurança nos campi da Universidade Federal de Uberlândia

No dia 7 de junho a UFU vai realizar o seminário "Campanha de Segurança nos Campi da Universidade Federal de Uberlândia". O evento acontecerá das 19h às 22h30, no Anfiteatro E (subsolo) do Bloco 5O, no Campus Santa Mônica, e é aberto ao público.

Haverá uma mesa-redonda composta pelo membro do Grupo de Trabalho Segurança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mozarte Simões da Costa Júnior, pelo coordenador-geral dos Centros de Referência em Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, João Alves de Souza Júnior, pela estudante e coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFU), Andressa Brito de Oliveira, pelo Ten. Coronel Eliel Alves, pelo Delegado da Polícia Federal de Uberlândia Dr. Ricardo Tavares, pelo coordenador de segurança da UFU, Sr. João Delfino Diniz, pelo coordenador do SINTET-UFU, Sr. Sérgio S. Neves e pelo Presidente da ADUFU-SS, Prof. Dr. Aurelino.

O debate foi organizado pela Diretoria de Assuntos Estudantis (DIRES) da Pró-Reitoria de Extensão, em conjunto com a Diretoria de Logística da Prefeitura Universitária e o Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFU).

O evento será uma oportunidade para que toda a comunidade universitária debata sobre a segurança nos Campi e participe da elaboração de um plano de ação para aprimorar esse quesito.
Fonte: ANDIFES

Segurança nos campi da Universidade Federal de Uberlândia é tema de seminário

Discutir as medidas que podem evitar a violência nos campi da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) é o principal objetivo do seminário que acontece hoje no campus Santa Mônica. O evento é aberto ao público e contará com a presença de especialistas de outros estados.
Objetivo do seminário é tratar da prevenção á violência nos campi das universidades
Segundo o diretor de logística da prefeitura universitária da UFU, Wesley Marques, as ocorrências registradas pela Divisão de Vigilância da universidade têm aumentado e é preciso trabalhar na prevenção de crimes mais graves, como estupros e assassinatos, que já aconteceram em outras instituições públicas do país. “Nós não registramos esses tipos de ocorrências na UFU, mas precisamos conscientizar a comunidade acadêmica de que é necessário estar mais atenta”, disse.

Ainda de acordo com Marques, é comum que estudantes e funcionários da UFU esqueçam carros e portas de salas e laboratórios abertos, o que facilita a ação de criminosos. De janeiro a maio deste ano, por exemplo, sete carros foram furtados nos campi da UFU em Uberlândia.

Além do seminário desta noite, outras iniciativas para melhorar a segurança nos campi estão em andamento. A UFU elaborou e distribuiu uma cartilha com orientações para a comunidade acadêmica e está trabalhando em um projeto de ampliação do sistema de videomonitoramento.
Mais de 250 vigilantes fazem a segurança dos campi da UFU em Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas. Para coibir assaltos no entorno dos campi, a instituição ainda conta com o auxílio da Polícia Militar (PM).

Concurso público é uma das saídas

Dentre os convidados que vão participar do seminário “Segurança nos Campi da UFU”, que acontece hoje no campus Santa Mônica, está o membro do Grupo de Trabalho Segurança da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Mozarte Simões da Costa Júnior.

Costa afirmou que um dos principais meios para combater a violência é o uso de pessoal concursado. Na UFU, dos 250 vigilantes, 50 são concursados e os demais terceirizados.

Serviço

Seminário “Segurança nos campi da UFU acontece dia 07/06/2013, das 19h às 22h30, no anfiteatro E (subsolo) do bloco 5 O, campus Santa Mônica.
Fonte: Jornal Correio de Uberlândia
Por: Layla Tavares Repórter

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Chegada de novatos nas moradias estudantis preocupa as universidades

Instituições de ensinos se preocupam com o que acontece nas moradias estudantis, onde os veteranos têm total controle sobre os alunos novatos

Em cidades universitárias, além da fiscalização da prática do trote nos campi, a direção das instituições de ensino têm de vigiar o que ocorre nas repúblicas. Em Lavras, no Sul de Minas, e Ouro Preto, na Região Central do estado, as medidas adotadas pelas universidade federais para combater os trotes não têm surtido total efeito, já que as casas de moradia coletiva mantêm o trote. O Estado de Minas entrou em contato com alunos de 10 dos 29 cursos oferecidos pela Universidade Federal de Lavras (Ufla). Apesar de terem negado a ocorrência do trote e ainda ressaltarem a proibição, todos admitiram que o trote migrou do campus e das ruas da cidade para as repúblicas.

A recepção aos alunos novatos na cidade é severa e inclusive obriga o calouro a mudar o seu jeito de falar. Um dos casos é o da palavra "acho", que deve ser trocada pela palavra "penso", caso contrário o estudante está sujeito a punições. Segundo relatos dos entrevistados, calouros podem ser obrigados a beber cachaça, comer cebola, ficar sem talher e tomar óleo de cozinha caso transgridam as “leis” das repúblicas. A Ufla proíbe o trote desde 2008 e prevê penalidades para quem o pratica. A transgressão é considerada falta grave, implicando em advertência, suspensão ou até mesmo desligamento da instituição. A Ufla incentiva também o trote solidário e promove campanhas de doação de sangue, como forma de integrar os alunos, além de ter criado o disque trote, para que as vítimas possam denunciar os abusos.

Na Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) a história de desrespeito se repete. Os estudantes ouvidos pelo EM também informaram que os trotes ocorrem frequentemente  nas repúblicas federais e agora têm se estendido para as repúblicas particulares. De acordo com os alunos, os calouros passam por uma verdadeira maratona de humilhação. Ao chegarem, recebem uma plaquinha com apelido dado pelos veteranos. Eles devem andar com ela por todos os cantos, sujeitos a alguma punição caso a percam. Além disso, passam a assumir os afazeres da casa, como lavar louças, cuidar de animais e limpar cômodos, por exemplo. “A ralação dura até que apareça outro “bicho” do próximo vestibular. Além de ter que fazer tudo o que os outros moradores exigem, o calouro é obrigado a ingerir bebidas alcoólicas e coagido a fazer uso de substâncias químicas. Isso varia de república para república”, relata uma estudante do curso de farmácia. 

De acordo com a vice-reitora da Ufop Célia Maria Fernandes Nunes, a universidade trabalha com programas de acolhida aos estudantes para promover a integração de veteranos e calouros. Entre outras ações, tem buscado também a aproximação das famílias para criar um ambiente de cuidado com os alunos. “Nossa política é de total repúdio ao trote, que consideramos uma afronta aos princípios humanos e às garantias individuais”, afirma. No regimento interno da Ufop estão previstas penalidades aos transgressores, que podem chegar à suspensão do aluno.

Fonte: em.com.br
Por: Guilherme Paranaíba
Publicação: 02/06/2013

Humilhações dos calouros são exibidas pela internet

Vídeos disponíveis no YouTube mostram pelo menos dois trotes que ocorreram este ano na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os novatos do sexo masculino do curso de física percorreram algumas ruas do câmpus Pampulha sujos e entrelaçados, formando uma espécie de “trenzinho”, abraçados. Ao mesmo tempo eles entoavam canções em voz alta, sempre provocando alunos das engenharias. Outros que também apareceram sujos foram os calouros de comunicação social. No vídeo postado na internet os veteranos fizeram uma brincadeira com o personagem Harry Potter e os novos estudantes, colocando os alunos nas imagens do filme.


No geral, a maioria dos trotes aplicados na UFMG deixa os calouros muito sujos. O mais comum é tingir o corpo e pegar objetos dos alunos recém chegados, como os calçados. Os veteranos só devolvem tênis e sapatos por uma certa quantia, que costuma ser arrecadada nos sinais de trânsito para a compra de bebidas alcóolicas que são consumidas nos bares perto do câmpus. Apesar de os trotes tradicionais ainda serem comuns, alguns cursos desenvolvem medidas alternativas, como festas ou ações sociais para arrecadar donativos. É o caso do curso de história, que organiza uma festa para receber os futuros historiadores, e também de ciências biológicas, que faz um almoço para os calouros.

A integrante do Núcleo de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG, Isabella Reges, de 23 anos, informou que a entidade pretende promover um debate sobre o trote, pois os próprios alunos gostam de organizar os rituais de recepção. “O DCE é contra as práticas de coação, mas os estudantes também têm que ter liberdade. Nosso objetivo é mudar o padrão, incentivando as práticas de bom exemplo, como a arrecadação de donativos”, diz ela. Aline Roque, de 21, que é membro do Diretório Acadêmico da Escola de Engenharia, acredita que há um movimento em curso para eliminar os excessos, mas reconhece que ainda existe coação. “Acaba que muitas vezes o calouro participa para não ser excluído. Somos a favor da integração, mas totalmente contra a violência física e moral”, diz ela. Por meio de nota, a UFMG informou ser contrária ao trote e estabelece punição de advertência, suspensão ou desligamento do aluno que atentar contra a regra.

ALFENAS

Na Universidade Federal de Alfenas (Unifal) a situação se repete. Um vídeo disponível na internet mostra o trote para recepção dos calouros de farmácia, em 2005, traz cenas de muita sujeira, calouros lambendo objetos com preservativos, entre outras situações constrangedoras. Longe dos olhos da universidade os trotes chegam a ser pesados, com incentivo ao consumo de bebidas alcoólicas e brincadeiras vexatórias.

Boas práticas

Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o curso de arquitetura e urbanismo não teve o trote tradicional. Segundo o aluno João Marcos Domingos Silva, de 20, a recepção teve uma aula trote, com entrevistas feitas pelos veteranos com calouros, tudo em clima de farra. “Ao longo da semana realizamos palestras e oficinas com os calouros durante o dia. À noite fazemos as festas tradicionais da arquitetura, como o Luau, a Pizzada e a Festa do Chapéu, diz ele. O diretor de Assuntos Estudantis da UFU, Leonardo Barbosa e Silva, reconhece a ocorrência do trote dentro da universidade, apesar da proibição desde os anos 1990. “Os trotes são espalhados, em momentos diferentes”, diz. Segundo ele, os vigilantes estão orientados e conter qualquer uma dessas manifestações e todos os anos as práticas de boas-vindas são debatidas com a comunidade acadêmica. “Tentamos substituir o trote por práticas culturais.”

Fonte: em.com.br