segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tentativas de estupro à mulheres e de homicídio à vigilantes voltam a rondar os campi da UFRGS

A ASSUFRGS recebeu a denúncia de duas tentativas de estupro a estudantes no campus do Vale da UFRGS e tentativa de homicídio a servidores vigilantes somente nesta primeira semana de outubro. No último dia 10, uma estudante de 15 anos apenas, do Colégio Aplicação, sofreu assédio sexual dentro do ônibus que faz a linha circular no Campus do Vale, por um sujeito não identificado.

No dia seguinte (11), outra estudante de Ecologia da Universidade sofreu tentativa de estupro dentro da mata no Campus do Vale. O fato não foi consumado, pois a estudante gritou por socorro, fazendo com que as pessoas e os vigilantes no Campus escutassem e fossem até o local, assustando o estuprador.

Ainda nesse mesmo dia, por volta das 20h, um vigilante da Rudder sofreu tentativa de homicídio também no Campus do Vale. Segundo o relato, três indivíduos armados atiraram no vigilante, que só não teve ferimentos mais graves, pois os tiros atingiram o colete à prova de balas. No entanto, os criminosos levaram a arma e o colete do vigilante. Segundo os trabalhadores, nos últimos três anos, 14 armas e cinco coletes à prova de balas foram roubados dos vigilantes terceirizados que trabalham nos campi da UFRGS.

A situação dos terceirizados não é nova dentro da UFRGS. A ASSUFRGS também realizou reportagem sobre a questão dos terceirizados, que pode ser lida no jornal de Outubro do Sindicato, denunciando não somente as condições precárias de trabalho dos mesmos, como a própria falta de segurança, em que casos semelhantes sobre a segurança dos trabalhadores, principalmente as mulheres, rondam no trabalho cotidiano. Uma universidade que se exalta em estar nas posições mais altas quanto ao investimento em ensino, não pode se omitir frente aos ataques diretos às vidas dos trabalhadores e da comunidade acadêmica da própria instituição. Os trabalhadores, além de ter que garantir o ambiente seguro à comunidade acadêmica, tem de defender com suas próprias mãos a própria vida para trabalhar para a Instituição, em salários rebaixados em relação aos servidores e condições de trabalho degradantes.

Vigilantes na mira da reitoria

Em reunião com o reitor da UFRGS, a ASSUFRGS solicitou concurso público para segurança da UFRGS. Mas, de resposta ouviu que a quantidade de vigilantes, segundo a administração, “é suficiente”. O concurso para vigilante não ocorre desde 1994, e a reitoria prefere apostar na segurança privada, terceirizando o serviço, sob a justificativa de que o cargo para vigilante está extinto, e por isso a não necessidade de concurso público. No entanto, o GT de Segurança da ASSUFRGS já entregou os documentos à administração provando que o cargo não está extinto, e a necessidade de concurso público para Vigilância dos campi.

Bandido é baleado por policial ao tentar assaltar motociclista

O motociclista estava em uma em Hornet branca. Assista ao vídeo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fala da Coordenadora Geral do DCE-UFJF, durante o XXII SEMINÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA DAS IPES

A Coordenadora-geral do DCE UFJF, Laiz Perrut, participou na manhã de ontem da mesa de abertura do XII Seminário Nacional de Segurança das Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES).

Em sua fala, Laiz denunciou os problemas existentes em decorrência da falta de realização de concurso público para vigilantes e a terceirização do serviço de vigilância. Hoje, na UFJF, há apenas 32 servidores vigilantes, sendo todo o restante do pessoal necessário terceirizado, o que traz problemas como a falta de preparo dos e das profissionais por parte das empresas contratadas, a alta rotatividade de funcionários, a sua desvalorização - seguindo a lógica lucrativa das empresas privadas, o que reflete diretamente na queda da qualidade dos serviços prestados.

Aliado a este problema, Laiz enfatizou que a solução para problemas relativos à segurança não consistem apenas em construir prédios com câmeras e diversos dispositivos eletrônicos, uma vez que não se investe no básico: educação, políticas públicas e pessoal qualificado.

Laiz também afirmou que a falta de políticas públicas para a juventude, especificamente, é uma das grandes razões para o grande aumento da violência em Juiz de Fora, sobretudo entre jovens negros moradores dos bairros mais pobres. A cidade de Juiz de Fora e o estado de Minas Gerais possuem uma visão negativa do jovem como somente pessoas na transição da infância para a fase adulta, e representantes de perigo e risco à sociedade se não estiverem "ocupados", o que contribui à lógica mercantilista da exploração da mão-de-obra jovem e não do oferecimento de políticas públicas por parte do Estado e do Município.

Aplaudida pelos e pelas presentes, Laiz encerrou dizendo que o DCE UFJF é solidário à pauta dos servidores sobre a necessidade de concurso público para provimento de cargos de vigilantes e, para além disso, cobrar do poder público a implementação de políticas públicas para a juventude como forma de se buscar uma solução para a questão da violência.

Enviado por: Moacyr - UFJF

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Polícia diz que aluno da Unicamp foi morto por engano

Denis Casagrande foi assassinado durante festa no campus de Campinas.
Segundo delegado, 5 pessoas participaram do crime em 21 de setembro.


A Polícia Civil de Campinas (SP) responsabilizou cinco pessoas pelo assassinato do estudante da Unicamp Denis Casagrande e afirmou, durante anúncio do esclarecimento do caso nesta quinta-feira (3), que a vítima foi morta por engano. Entre os cinco responsáveis apontados no inquérito, há dois menores de idade, que teriam participado do linchamento do rapaz. Dois suspeitos já estão presos e a prisão e apreensão dos outros três será pedida até o fim da próxima semana.

Segundo o delegado Rui Pegolo, o aluno da engenharia mecatrônica esfaqueado durante a festa dentro do campus foi confundido com outro jovem que teria assediado Maria Tereza Peregrino, de 20 anos, que é integrante de um grupo autodenominado “anarcopunk”. Ela confessou ter dado a facada em Casagrande, mas alegou legítima defesa e disse ter sido agarrada pelo estudante. A versão foi rechaçada pelos investigadores após análise de provas e oitivas com testemunhas.

Maria foi indiciada como autora do crime, e o namorado dela, Anderson Mamede, como coautor, já que ele admitiu ter agredido com golpes de skate a vítima, quando ela já tinha sido atingida pela faca. Os dois já estão presos temporariamente desde a última sexta-feira (27). O jovem André Ricardo de Souza Motta, de 22 anos, que foi indiciado na manhã desta quinta, também é apontado como coautor e terá a prisão solicitada pelo delegado do caso. Nenhum deles é estudante da Unicamp.

"Embora a facada tenha sido dada por Maria, nós entendemos que as agressões dos outros envolvidos impediram que testemunhas chegassem até Dênis, que estava esfaqueado, para socorrê-lo. Além do linchamento, havia punks ao redor da vítima rodando correntes para impedir a aproximação das pessoas.", conta Pegolo.

15 minutos de linchamento

Segundo o delegado, laudos e testemunhas comprovam que Maria foi a autora da facada. Ela também é acusada de incitar o grupo de pelo menos 30 amigos a agredir a vítima, afirmando que Casagrande a teria assediado enquanto ela urinava em um banheiro improvisado, nas imediações da festa.

Testemunhas protegidas, entretanto, convenceram a polícia de que o assédio a ela foi apenas verbal, em tom de brincadeira, e foi cometido por dois joutros ovens que passavam pelo local, mas sequer estavam juntos da vítima.

“De fato, quando Maria estava urinando, duas pessoas passaram por ela e mexeram. Mas foi um assédio comum, não foi nenhum assédio exorbitante. Maria revoltou-se e imputou ao Denis, que também estava urinando, a autoria deste assédio.”, disse o delegado. Pegolo explica que a Polícia apurou, ainda, que a vítima teria tentado explicar o que ocorreu, mas não foi ouvido por Maria, que acionou os colegas e iniciou um linchamento que durou até 15 minutos.


Casal suspeito de envolvimento em morte de universitário na Unicamp foi preso em Campinas (Foto: G1 Campinas)Casal suspeito de envolvimento em morte de universitário na Unicamp durante prisão (Foto: G1 Campinas)


Punição

Os três suspeitos maiores de idade responderão por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil com o agravante de terem impedido a defesa da vítima. Caso condenados, a pena pode variar entre 12 e 30 anos. Já os dois adolescentes, de 15 e 16 anos, respondem por ato infracional análogo a homicídio e também deverão ser recolhidos em uma unidade da Fundação Casa. No caso deles, por terem menos de 18 anos, caso fique comprovada a participação no crime, a pena não pode passar de três anos.

Faca usda por suspeita para matar estudante dentro da Unicamp, em Campinas (Foto: Wanderlei Duarte / EPTV)Faca usada por suspeita para matar estudante na
Unicamp(Foto: Wanderlei Duarte / EPTV)

Arma do crime

A arma do crime, uma faca de aproximadamente 15 centímetros, foi exibida pela Polícia Civil nesta quinta e o delegado informou que o objeto agora, após reconhecimento das testemunhas, seguirá para o Instituto de Criminalística para ser periciada.

O objeto, segundo Pegolo, foi encontrado parcialmente enterrado em um ponto de ônibus próximo à Unicamp. A própria suspeita do caso, após confessar ter dado a facada contra o estudante, indicou à polícia o esconderijo da arma branca.

Pegolo explicou que o laudo do IML indicou que a facada foi desferida por um autor com altura inferior à da vítima, o que será usado como prova para incriminar Maria. Segundo o delegado, Casagrande mede 1,86 metro e a suposta autora, 1,55.


Outras vítimas

A Polícia informou que espera que, após a prisão dos envolvidos, outras possíveis vítimas do grupo apareçam para denunciar agressões. Uma jovem, após identificar o casal Maria e Anderson pela TV já entrou em contato com os investigadores, que apuram o crime de lesão corporal grave, que teria sido cometido pelos menos jovens. De acordo com Pegolo, a característica deste grupo é o uso de armas brancas e perfil agressivo de parte dos integrantes.

Defesa

O advogado Rafael Pompermayer, que defende Maria Tereza, reiterou que o assassinato ocorreu por legítima defesa e disse não acreditar que a cliente confundiu Casagrande com outra pessoa. Mamede não possui advogado, mas, antes de ser preso, entretanto, Mamede havia se defendido afirmando que o universitário “tentou agarrar ela [Maria] à força, bateu nela”.

A EPTV conversou por telefone com o terceiro indiciado, que negou ser integrante do grupo punk e afirmou não ter participado de nenhuma agressão. Motta disse que conhece Anderson, o encontrou por acaso na festa e só entrou na confusão para proteger o conhecido de agressões. "Quando eu cheguei já tinha acontecido, o rapaz já tinha apanhado", falou.
Fonte: G1

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Reintegração de posse de prédio da reitoria da USP

A Universidade de São Paulo (USP) solicitou à Justiça a reintegração de posse do prédio da reitoria, ocupado por alunos desde a terça-feira, 01, em protesto por eleições diretas para a cúpula da instituição. O pedido deve ser analisado pela 12.ª Vara da Fazenda Pública da Capital ainda nesta quinta-feira, 03.

Para deixar o edifício no câmpus Butantã, na zona oeste de São Paulo, o grupo de estudantes reivindica a anulação das decisões tomadas na terça pelo Conselho Universitário (CO), instância máxima da USP, que aprovou mudanças tímidas no sistema de escolha de reitor e vice-reitor, como a redução do número de turnos e a realização de consulta informativa à comunidade acadêmica antes do processo eleitoral.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) também pede nova reunião do CO, adiamento das eleições e plebiscito sobre as propostas de mudança no sistema de escolha. O mandato do atual reitor, João Grandino Rodas, vai até 25 de janeiro de 2014.

O DCE convocou para 18h desta quinta-feira, 03, uma assembleia geral para decidir os rumos da ocupação e da greve.

Prisões.

Em novembro de 2011, a ocupação da reitoria da USP terminou em 73 prisões. Após oito dias dentro do prédio, a Tropa de Choque da Polícia Militar desocupou o imóvel.

O protesto dos estudantes era contrário à presença de PMs na Cidade Universitária, que iniciou patrulhamento no câmpus após convênio com a reitoria. A medida de segurança foi proposta após a morte do aluno Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, durante tentativa de assalto no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração em maio do mesmo ano.

Em maio de 2013, a Justiça não aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual de formação de quadrilha e mais quatro crimes contra os 73 manifestantes. No processo administrativo movido pela universidade, o grupo já havia sido absolvido.

Fonte: ESTADÃO

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vigilantes da UFS e Deso têm armas roubadas por criminosos em Sergipe

Eles foram rendidos por homens armados durante o plantão no sábado (28). Na UFS, vigilante foi ameaçado de morte e teve pertences roubados.

Vigilantes que atuam na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, e na Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), na Zona Oeste de Aracaju, tiveram as armas roubadas durante o plantão no último sábado (28). De acordo com o vigilante da UFS, que prestou queixa na Delegacia Plantonista, três homens fortemente armados com pistolas e escopetas chegaram até o galpão onde ele e outro segurança trabalhavam por volta das 5h da manhã.

Os criminosos renderam um dos vigilantes, que estava nas imediações do galpão, e seguiram para dentro do espaço à procura do segundo, que percebeu a ação do trio e conseguiu fugir por um matagal nas imediações da barragem do Timbó.

O vigilante rendido ficou o tempo todo sob a mira das armas e foi ameaçado de morte caso não entregasse o revólver calibre 38 e uma mochila com diversos pertences pessoais, entre notebook com carregador, modem de internet e a chave da motocicleta dele.

Ainda segundo o vigilante, os suspeitos deram tiros para o alto e fugiram em seguida.

O segundo caso registrado na Delegacia Plantonista ocorreu por volta das 16h30, na Rua Paraíba, no Bairro América, na área de beneficiamento de água da Companhia de Saneamento. Os dois vigilantes que estavam de plantão foram rendidos por um homem, que aparentava ter 35 anos, e estava armado com um revólver.

Eles foram obrigados a colocar as mãos na cabeça e a deitar no chão. O suspeito pegou o revolver calibre 38 que pertencia à empresa de segurança e mandou os vigilantes correrem para outro local. Segundo o vigilante, o criminoso fugiu em seguida.

Fonte: G1/SE
Enviado por: Mozarte - UFRGS