segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Estupro, assaltos, armas e arrastão assustam estudantes da UFPE

O medo tornou-se rotina no campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Estupro, assalto, arrastão. Segundo os alunos, já houve de tudo na instituição nas últimas semanas. Muitos estudantes foram feridos ou roubados. O restante, que antes se orgulhava de estar em uma das universidades federais mais bem avaliadas do país, agora tem medo de ir à aula.

A onda de violência veio à tona há dez dias, quando uma aluna revelou ter sido estuprada na saída da universidade. Eram 20h30 quando ela foi rendida por um homem, que levou seus pertences e a fez andar ao seu lado, de mãos dadas, até um terreno baldio. Ali, em frente à Casa da Estudante Feminina, a jovem contou ter sido agredida e estuprada. Ela conta que o homem já havia abordado outras duas mulheres no mesmo dia. Traumatizada, a vítima desistiu da faculdade e voltou para sua cidade natal. “Sim, esses acontecimentos destroem sonhos e 'tiram' a liberdade de viver”, escreveu na rede social.

O relato da estudante assustou e gerou revolta entre os alunos da universidade e os relatos de violência só aumentam. Alunos assaltados e ameaçados têm compartilhado histórias no grupo da UFPE no Facebook para alertar os colegas e cobrar medidas de segurança. Segundo os estudantes, assaltos já eram comuns, mas estão cada vez mais frequentes. Só nos últimos dez dias, foram relatados nas redes sociais ao menos cinco assaltos, um arrastão e uma tentativa de estupro. Homens armados também foram vistos entre os prédios da universidade.

A Polícia Civil informou que o delegado Joel Venâncio é o responsável pela investigação do caso de estupro. O G1 tentou contato com ele mas não obteve retorno. Em nota, a Polícia Militar informou que a segurança da área interna é de responsabilidade da universidade e assegurou que faz o policiamento ostensivo da área externa por meio do 12º Batalhão da PM, do Grupamento de Apoio Tático Intensivo (Gati) e do motopatrulhamento. O telefone da Patrulha do Bairro é o 98494.3082. A PM pede ainda que as ocorrências sejam registradas na Polícia Civil e que os estudantes evitem expor objetos de valor.

No final de agosto, uma estudante foi abordada no caminho de volta para casa e acabou estuprada no terreno baldio que fica em frente à Casa de Estudante Femina (Foto: Marina Barbosa / G1)

“Você nunca vai para a Federal achando que está protegida. Ao contrário, você vai e sabe que pode ser assaltado. Antes de eu entrar já sabia que era perigoso, mas agora está muito pior. Nós, alunos, estamos meio desesperados”, completou Emanuele Alves, 21.

Quem mora nas casas estudantis localizadas dentro do campus está ainda mais assustado. Millena Aquino, 20, por exemplo, já não fica mais com a porta do quarto destrancada. “Achava a casa segura, porque os seguranças sempre ficam aqui na frente. Mas agora estou com medo. Segunda [28] teve um assalto aqui na frente. Além disso, o caminho para cá é muito esquisito. É escuro, deserto e não tem segurança em boa parte. Estou com receio de ir à aula e voltar sozinha à noite", confessa a estudante, que saiu de Bezerros para estudar no Recife. "Não imaginava que isso pudesse acontecer dentro da universidade. Estou chocada."

Na residência que fica em frente ao terreno em que o estupro foi cometido, o clima é ainda pior.

Após o crime, as alunas se reuniram com representantes da universidade para pedir reforço na segurança. O vigilante extra designado não foi suficiente para deixá-las seguras. "Desde que cheguei, a recomendação é não passar sozinha pela 'Rua dos Bancos' depois das 17h, porque ali é mal iluminado, deserto. A insegurança é antiga, mas agora está muito pior, tenho andado super nervosa", revela Daniella Moraes, 35.

Medo atinge principalmente quem mora nas casas estudantis situadas dentro do campus. Nesta semana, um homem abordou uma aluna ao lado da residência usando uma espingarda (Foto: Marina Barbosa / G1)

Os homens também não estão ilesos. Júlio Policarpo já deixou de sair para tentar se proteger. "Eu moro perto de onde ocorreu o estupro e estou com medo de vir para a faculdade, porque o caminho é muito perigoso. Não saio mais sozinho à noite. É triste, mas você tem que mudar seus planos por amor à vida”, explica. Mesmo com a precaução, ele diz continuar sujeito à violência. Então, pede mais iluminação e segurança no campus e no seu entorno, além de mais diálogo com a universidade. “O campus é mal iluminado e tem muitas áreas desertas, então a gente fica com medo. Eu mesma já não vou para a parada sozinha e estou saindo mais cedo da aula", confirma Kathrin Santana, de 22 anos.

Uma estudante que preferiu não se identificar revelou que a professora encurtou a aula da noite por causa da insegurança. “A aula acaba às 22h10, mas estamos largando às 21h30 porque as paradas de ônibus são muito esquisitas. É um absurdo a gente sair mais cedo ou evitar pagar cadeiras à noite por falta de segurança. Mas, infelizmente, tornou-se preciso, porque é nossa segurança que está em jogo", completa. “Agora só andamos em bando para tentar nos proteger”, disse.
Alunos estão com medo de ir à universidade e já não andam mais sozinhos. Eles esperam os amigos saírem da aula para não ficarem sozinhos nas paradas de ônibus (Foto: Marina Barbosa / G1)

Ocorrências

Só nesta semana, três assaltos foram relatados no entorno e no campus Recife da UFPE. O último foi na noite de quarta-feira (30), depois que um grupo de alunas realizou um protesto para cobrar medidas de segurança na universidade. No Facebook, um aluno contou que três homens, portando armas brancas, assaltaram os passageiros do ônibus em que estava na BR-101, poucas paradas depois da Federal.

Uma professora que preferiu não se identificar disse que a história foi a mesma na sexta-feira (25). Ela estava no coletivo, voltando para casa, quando dois homens armados entraram na altura da reitoria. Algum tempo depois, anunciaram o assalto. Eles tomaram carteiras, celulares e a renda do ônibus. Desceram logo depois, ainda na BR-101.

Na segunda-feira (28), o roubo foi dentro do campus e o suspeito estava com uma espingarda. A Polícia Militar confirmou que um homem usou uma arma de grande porte para assaltar estudantes, mas acabou fugindo. Daniela Ribeiro conta que eram 19h e estava ao lado da Casa de Estudante Mista, dentro do campus, quando foi abordada. “Ele mostrou a arma e pegou meu celular. Quando pediu o da minha amiga, os seguranças da federal viram e atiraram para cima. Ele saiu correndo e não foi encontrado”, lembra a aluna, que deixou de ir à aula na quarta por medo de ser abordada novamente.

A Polícia Militar confirmou que uma espingarda calibre 28 foi apreendida por policiais perto do giradouro da UFPE na segunda-feira (28) após informação de que um homem estaria realizando roubos naquela região. O suspeito largou a arma e fugiu ao avistar os policiais e não foi encontrado durante as buscas.
Alunos contam que as paradas da saída da universidade que ficam às margens da BR-101 são as mais perigosas e têm vários assaltos. Muitos ladrões também roubam os ônibus (Foto: Marina Barbosa / G1)
No mesmo dia, um homem armado foi visto andando nas proximidades do Centro de Ciências Biológicas (CBB). Na semana passada, o mesmo já havia acontecido no Departamento de Química. No Facebook, uma aluna contou que um homem armado entrou no prédio na quarta-feira (23). Quem estava largando ficou preso na sala de aula e quem estava chegando não pôde entrar. Os seguranças alertaram todos os estudantes, mas não encontraram o suspeito.

Dois dias depois, as vítimas foram os alunos do Centro de Artes e Comunicação (CAC) e do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). Cecília Morais, 24, conta que estava na parada de ônibus que fica na saída dos centros quando seis adolescentes armados com cacos de vidro começaram a realizar assaltos. Muita gente correu, mas Cecília não conseguiu escapar. Não teve nada roubado, mas foi ferida, teve que engessar e levar pontos no braço. “O menino que me abordou tinha cacos de vidro na mão. Foi agressivo, pediu o celular, como não achou na minha bolsa, me cortou com o vidro duas vezes no braço e me empurrou. Nisso, bati o braço e tive uma luxação”, relata a estudante de administração.
Muitas paradas de ônibus não têm iluminação ou segurança e ficam desertas (Foto: Marina Barbosa / G1)

Ainda na semana passada, uma aluna do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) revelou ter sofrido uma tentativa de estupro no banheiro do próprio prédio. Como muitas pessoas passaram pelo corredor, ele acabou indo embora, correndo. Muitos outros estudantes comentaram casos de violência, mas não quiseram se identificar por medo de represálias. Uma aluna chegou até a supor que, com o último estupro, os ladrões possam ter percebido a falta de segurança do campus e se aproveitado da situação.

Na quarta-feira (30), o reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, se reuniu com o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, para discutir a violência no entorno do campus. Segundo a universidade, foram acordadas meninas de reforço da segurança. O resultado da reunião será apresentado em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (1º).
Entre os prédios da universidade, ruas são mal iluminadas e desertas (Foto: Marina Barbosa / G1)

Enviado por: Mozarte - UFRGS
Fonte: G1

domingo, 11 de outubro de 2015

Indivíduo é preso após tentativa de assalto a professora no campus da UFPI

Um homem de 40 anos foi preso nesta quinta-feira (3) durante tentativa de assalto a uma professora no estacionamento do Centro de Ciências da Educação, da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Segundo o coordenador de comunicação da instituição, Maurício Santana, o criminoso costumava frequentar o campus e é suspeito de outros assaltos no local.
Maurício Santana, coordenador de comunicação da Universidade Federal do Piauí (Foto: Gustavo Almeida/G1)Maurício Santana, coordenador de comunicação da
UFPI (Foto: Gustavo Almeida/G1)
"Ele tentava assaltar uma professora no estacionamento quando foi visto pelo vigilante, que abortou a ação. O criminoso frequentava a universidade para pedir dinheiro aos universitários, inclusive entrava nas salas, declarava ser soropositivo, mas na verdade estava sondando o local para cometer assaltos", declarou o coordenador.
Ainda de acordo com Maurício Santana, o suspeito já foi abordado outra vez pela vigilância, mas como não encontraram provas ele foi liberado. Esta é a segunda pessoa presa suspeita da onda de assaltos dentro da universidade, que começou em julho.
O cabo Moacir da Silva Borges, do 5º Batalhão da Polícia Militar, revelou que duas vítimas de assaltos reconheceram o suspeito na Central de Flagrantes de Teresina. Ele pediu para outras pessoas se deslocarem até a delegacia para registrar boletim de ocorrência.
"O suspeito pedia o dinheiro para a vítima e caso ela não entregasse, a ameaçava com uma faca e levava o celular ou a carteira. Temos testemunhas que ele agia algum tempo no campus", comentou.
Fonte: http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2015/09/homem-e-preso-apos-tentar-assaltar-professora-dentro-de-campus-da-ufpi.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

domingo, 4 de outubro de 2015

Bandidos explodem caixa eletrônico na reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Aproximadamente oito bandidos, de acordo com a polícia, invadiram o prédio da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, na noite deste sábado (3), e explodiram um caixa eletrônico do Banco do Brasil instalado no local. A quadrilha conseguiu levar dinheiro, mas ainda não se sabe quanto.

De acordo com policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar, os oito homens estavam armados com fuzis e foram direto para o prédio da reitoria. A ação deles foi rápida e não deu tempo a guarda interna da UFRN agir.

No entanto, a polícia descobriu que os criminosos estavam em dois carros, sendo um Ford Ka de cor branca e um Ideia prata. Os policiais contaram ao Portal BO que os dois veículos foram abandonados pelos criminosos no bairro de Mirassol.

Depois disso, não se sabe ainda em quais carros eles teriam fugido. Várias equipes da PM foram acionadas e realizam diligências para tentar localizar os suspeitos.
 

Fonte: http://portalbo.com/materia/Quadrilha-explode-caixa-eletronico-na-reitoria-da-UFRN

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Banddos trocam tiros em tentativa de furto a Caixa Eletrônico da UFAC

As equipes de inteligência do Comando de Operações Especiais (COE) e do Comando de Choque estavam no encalce de suspeitos de praticarem assaltos a Caixas Eletrônicos e ao longo da quarta-feira, 30, os agentes realizavam rondas pela cidade na tentativa de deter os suspeitos. Após inúmeras tentativas, sem êxito, a polícia obteve uma pista dos suspeitos que trafegavamm em dois veículos, um Fiat Punto e um Pálio.

A polícia tinha a informação que os meliantes estariam fortemente armados e planejavam uma ofensiva a um caixa eletrônico na noite da quarta. A última pista repassada a polícia foi a de que os suspeitos teriam sido visto num posto de combustível do bairro Distrito Industrial. De imediato, uma equipe foi deslocada ao local, mas os suspeitos já haviam se evadido.

Minutos depois, uma ocorrência foi registrada – via Ciosp – dando conta de trocas de tiros no interior da UFAC entre os vigilantes e os possíveis assaltantes. As equipes foram ao local para verificar a veracidade dos fatos, lá chegando, os vigilantes afirmaram que as câmeras de segurança estavam direcionadas para o teto e que no interior da agencia havia três indivíduos armados.

O trio investiu contra a equipe de vigilante realizando vários disparos, em seguida fugiram rumo ao campo zoobotânico. Na troca de tiro, os vigilantes não souberam informar se algum dos elementos foi atingido.

A polícia deu início às buscas nas proximidades e encontraram vários instrumentos que seriam empregados para a violação dos caixas eletrônicos, tais como: um cilindro, possivelmente de O², um botijão de gás de cozinha de 5kg, três alicates de corte, duas chaves tipo fenda, duas facas de mesa.

Paralelo as buscas, outra equipe de PMs realizavam patrulhamento na rodovia em frente a UFAC, quando visualizaram um táxi parado nas proximidades do parque do Tucumã. Quando abordado, o taxista informou que estava aguardando um cliente que havia acionado a central. A equipe policial solicitou ao taxista que fizesse contato com o solicitante e informasse que já estava no local.

Neste momento a viatura afastou-se do local, deixando dois policiais dentro do táxi. Quando o cidadão saiu de dentro da área da UFAC, aproximando-se do táxi, o policial o abordou e na revista pessoal foi encontrado com ele um “bico de maçarico”.

Diante das evidências de participação na tentativa do roubo, o suspeito Paulo Roberto dos Santos Mendonça confessou sua participação no crime. Além dele, foi preso também seu comparsa Juraci Silva Pontes. Quando apresentados aos vigilantes eles os reconheceram como dois dos envolvidos na ocorrência.

Fonte: ac24horas
http://www.ac24horas.com/2015/10/01/bando-troca-tiros-em-tentativa-de-furto-a-caixa-eletronico-da-ufac/?doing_wp_cron=1443745245.2099790573120117187500

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Trabalho final de Pós-Graduação em Segurança Pública, com ênfase em Políticas de Segurança Pública nas Universidades

FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRÁZ PÓS-GRADUAÇÃO EM SEGURANÇA PÚBLICA
SEGURANÇA PÚBLICA NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

PAULO RICARDO MENDES PRESTES

SUMÁRIO

Este artigo enfatiza a questão da violência e da criminalidade dentro das Universidades Brasileiras:
- Introdução;
- Objetivos;
- Desenvolvimento;
- Metodologia;
- Resultado;
- Conclusão.

INTRODUÇÃO

=> POLÍTICAS PÚBLICAS;
=> SEGURANÇA PÚBLICAS NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS;
=> EMPREENDEDORISMO E ORGANIZAÇÃO;
=> PLANEJAMENTO ADEQUADO DE SEGURANÇA PÚBLICA.


A FINALIDADE DESTE TRABALHO É DESTACAR ANÁLISES NA CONSTRUÇÃO DE POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA NAS UNIVERSIDADES QUE SÃO BÁSICAS PARA A ORGANIZAÇÃO DO EMPREENDEDORISMO E DA EDUCAÇÃO


VIVEMOS UMA PROFUNDA CRISE SOCIAL, ONDE AS MANIFESTAÇÕES EVIDENTES ESTÃO NO ALTO ÍNDICE DE CRIMINALIDADE QUE JÁ ADENTRAM AS UNIVERSIDADES QUE JÁ NÃO SÃO UMA ILHA ISOLADA, MAS VERDADEIRAS CIDADES COM BANCOS, FARMÁCIAS E COMÉRCIO EM GERAL, ATRAINDO O AUMENTO DA DELINQUÊNCIA, COMO ASSALTOS, FURTOS, SEQUESTROS RELÂMPAGOS E OUTROS CRIMES DE IGUAL RELEVÂNCIA.

DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

 Vulnerabilidade da segurança pública;
 Carência de servidores na área da segurança pública;
 Existe no Congresso Nacional um projeto de lei solicitando abertura de concurso público nesta área.

PROPOSTA

 Demonstrar as deficiências e limitações do agente de segurança;
 Melhorar as condições no exercício de suas funções;
 Garantindo o livre e seguro deslocamento da comunidade universitária com confiança e tranqüilidade.

OBJETIVOS

=> Contribuir para que se tenha um comprometimento da administração superior para que seja dado suporte como equipamentos, viaturas, uso de tecnologia como câmeras para monitoramento;
=> Construção de um programa permanente de capacitação para os trabalhadores da segurança universitária do quadro efetivo.

DESENVOLVIMENTO

=> A violência é um problema social mundial em todos os grupos sociais e tradições culturais;
=> Isto é parte de conflitos nas relações humanas na vida social e política.

O momento político atual é um dos mais difíceis vividos em nosso país.
=> Desvio de dinheiro;
=> Sonegação fiscal;
=> Lavagem de dinheiro; e
=> Outros crimes.

Cabe aos agentes de segurança dentro das universidades brasileiras exercerem suas atividades agindo de acordo com normas éticas, sem preconceito ou privilégios de qualquer ordem;

Suas ações devem estar dentro da lei, respeitando valores e princípios culturais, étnicos em relação a qualquer segmento como negros, índios, mulheres e homossexuais.


A UFPEL inseriu-se no programa de reestruturação e expansão das Universidades:
=> REUNI.

Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas) e do Ministério da Justiça do Brasil diz em sua estatística que para cada 250 habitantes tem que ter um agente na segurança.

Seguindo esses dados na UFPeL:
=> 250 Alunos => 01 Agente de Segurança;
=> 20.000 Alunos => 80 Agentes de Segurança
(Fonte: PROGEPE, 2014)

Branco: 1977=22000          Vermelho: 2015 =5000


Gráfico 2. Comparação de dados por ano.

TERCEIRIZAÇÃO

=> Forma de organização estrutural que transfere à outra estrutura suas atividades meio, proporcionando disponibilidade de recursos para atividade fim;
• Terceirização é a privatização disfarçada, pois debilita os serviços públicos.

Apresentamos uma hipótese do que representa a Terceirização na Universidade Federal de Pelotas.

Um vigilante do quadro efetivo da UFPEL tem sua remuneração em torno de R$ 2.500,00;

Um vigilante terceirizado custa em torno de R$ 5.000,00 para a Instituição, numa escala de 24 h, sendo o custo de 20.000,00 por posto de serviço.

=> Terceirizado custa: R$ 20.000,00;
=> Efetivo: R$ 10.000,00;
=> Economia de: R$ 10.000,00.

- Um vigilante terceirizado tem sua remuneração em média R$ 1.000,00;

- Mais em torno de R$ 1.000,00 de leis trabalhistas e sociais;

- Pela matemática o empresário lucra R$ 3.000,0 por vigilante, hoje se tem em torno de 200 terceirizados, o que custa para Instituição R$ 12.800,00 por ano.

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram utilizados dados fornecidos pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e da Pró-Reitoria de Infra-Estrutura da UFPEL;

Além de artigos, revistas, jornais escritos locais e nacionais, blog do GT Segurança da Fasubra.

RESULTADOS

O presente artigo serviu como filtro para agrupar a identificar padrões de uma segurança com eficiência e qualidade dentro das Universidades Brasileiras.

CONCLUSÃO

Sugere-se a criação de um Conselho de Segurança Universitária, que deve ser regido e formado de acordo com o plano Institucional dentro do CONSUN.

Existem caminhos para minimizar a precária situação da Segurança nas Universidades Brasileiras;

O investimento de políticas públicas é de extrema urgência, tanto na vigilância pública como privada, sendo necessário uma revisão constitucional do Judiciário.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Blog GT Segurança Da FASUBRA. http://gtsegurancafasubra.blogspot.com.br

Bom Dia BRASIL – Edição do dia 14/04/2011

CCS – Coordenadoria Comunicação Social. Notícias CCS, http://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2013/05/15;

Correio de Uberlândia. Ocorrências Policiais da Universidade Federal de Uberlândia 29/12/2009;

Diário Popular: 17/08/13.http://www.diariopopular.com.br/tudo/index.php?n_sistema=3056&id_notícia=OTc3NjQ&id_Area=Mg==


AGRADECIMENTOS

A DEUS que foi meu sustento e me deu coragem para questionar e ir em busca da realidade e propor sempre um mundo de novas possibilidades.

A esta Universidade aqui representada pelos responsáveis do Polo Pelotas/RS - Fabiane Dias e Nasser Almeida;

A minha família;

Ao meu amigo, Vereador Tenente Aldo Bruno.

Ao GT Segurança da ASUFPEL/UFPEL;

Ao GT Segurança/Fasubra/Vigilantes: Antonio Azambuja(Pelotas); Mozarte Simões(Porto Alegre); Eduíno Simões(Santa Maria); Cesar(Santa Maria); Francisco Castro(Ceará); Wesley(Uberlândia); Renato(Rio de Janeiro), Greque(Rio Grande); Wanderley (Pernambuco).

As colaboradoras Heloísa Helena e Profª Heloísa Duval;

Em especial a amiga Suzi Urbana.

A todos aqueles que de alguma forma estiveram e estão próximos de mim, fazendo minha vida valer a pena cada vez mais.

OBRIGADO!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Estudante é assaltada e estuprada dentro da UFPE

Uma estudante de biomedicina foi assaltada e estuprada dentro do campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), na Cidade Universitária, em Recife, no último dia 29. O caso tornou-se público esta semana, quando a estudante postou um relato da violência em redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, o caso está sendo investigado em sigilo para preservar a identidade da vítima. A jovem registrou Boletim de Ocorrência na 1ª Delegacia da Mulher, no bairro de Engenho do Meio, no último dia 16. A UFPE informou que está acompanhando as investigações. Até agora nenhum suspeito foi identificado.

De acordo com o relato da estudante, ela desceu do ônibus às margens da BR-101, no ponto próximo à reitoria da UFPE, e logo depois percebeu que estava sendo seguida por um homem com passos apressados. Ela tentou despistar, voltando para um caminho mais movimentado e o homem se escondeu. Quando ela voltou em direção ao campus, aconteceu a abordagem.

"Ele exigiu que eu desse tudo de valor que eu tivesse, e eu só tinha dinheiro. Então, ele me ameaçou dizendo que estava com uma arma e me mataria se eu fizesse algum barulho. Em seguida me mandou correr e não olhar para trás e quando eu ia fazer isso ele mudou de ideia e me mandou andar ao seu lado como se nada estivesse acontecendo."

Em seguida, segundo a estudante, ela foi obrigada a entrar num matagal dentro do terreno da Rádio Universitária AM, onde ocorreu a série de agressões e violência sexual. "Ele me estrangulou e depois disso desmaiei. Tenho vagas lembranças do que aconteceu. Lembro-me de ele ter tirado a minha calça e minha calcinha e de iniciar o ato sexual, eu sentia alguma dor, mas não sabia de onde vinha. Lembro que ele puxava o meu cabelo com muita força e isso piorava a minha tentativa de respirar", relatou.

Ela contou ainda que retornou os sentidos logo depois do abuso sexual quando percebeu que ele estava cobrindo-a com folhas e ficou imóvel para ele pensar que ela estava morta e ele fosse embora. "Eu me encontrava em uma situação horrível, estava toda suja, fedendo a merda, com arranhões pelo corpo, com o rosto todo roxo e debilitada pela falta de oxigenação", contou.

A estudante disse que ficou com trauma psicológico, não sai mais de casa sozinha e desistiu de continuar o curso. Ela voltou para a casa dos pais, que moram no interior do Estado. "Após o ocorrido eu tive algumas consequências: por causa do estrangulamento eu tive derrame ocular, não saio de casa sozinha, tive que voltar para a minha cidade, e o pior de tudo, desistir do meu sonho de me formar na UFPE. Sim, esses acontecimentos destroem sonhos e 'tiram' a liberdade de viver."

Em nota, a UFPE informou que a estudante procurou socorro no Centro de Ciências Biológicas e a direção e coordenação a levaram ao Hospital das Clínicas, onde foram realizados os primeiros exames preventivos para vítimas de estupros. A universidade disse ainda que a SSI (Superintendência de Segurança Institucional) da UFPE iniciou as investigações no dia 1º de setembro e acompanha também os trabalhos da Delegacia da Mulher sobre o caso.

"Entre os dias 2 e 14 de setembro, a Pró-Reitoria para Assuntos Estudantis esteve em contato permanente com a estudante e ofereceu apoio psicossocial. Em 9 de setembro, a estudante também foi ouvida por membros do Gabinete do reitor", informou a UFPE.

A UFPE informou que 193 vigilantes terceirizados e 300 servidores federais fazem a segurança institucional, possui 12 carros e 13 motos voltados à proteção da comunidade acadêmica e do patrimônio dos seus três campi.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/09/25/estudante-de-biomedicina-e-assaltada-e-estuprada-dentro-da-ufpe.htm?cmpid=fb-uolnot

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Em reportagem Polícia Federal diz ter mapeado pontos de tráfico em campus universitário

Em matéria divulgada pelo Jornal Correio de Uberlândia, Polícia Federal (PF) diz ter feito mapeamento dos locais onde ocorrem a venda e o consumo de drogas dentro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O resultado da ação, denominada “Operação Atalaia” e que começou em agosto deste ano, foi divulgado nesta sexta-feira (25) pelo delegado chefe da PF de Uberlândia, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo. 

D'Ângelo informou ainda que além dos acadêmicos outras pessoas que não possuem qualquer vínculo com a instituição também frequentam o campus da UFU para comprar e consumir drogas (Foto: Taffareu Tarcísio)

De acordo com o delegado, tanto os usuários quanto os traficantes foram identificados, dentre eles, alguns menores de idade. “Alguns já foram presos, mas infelizmente vai acontecer a reposição desses indivíduos”, disse.

Segundo D’Ângelo, se a comunidade acadêmica tolera que os alunos usem drogas dentro da universidade, consequentemente isso levará a furtos e outros atos ilícitos e criminosos. “As nossas investigações concluíram que a questão da UFU é muito mais institucional do que de polícia e essa ideia de que a polícia não entra no campus é mentira”, afirmou.

O delegado informou ainda que, além dos acadêmicos, outras pessoas que não têm qualquer vínculo com a instituição também frequentam o campus da UFU para comprar e consumir drogas. “O uso de drogas é ilícito e, no caso dos estudantes, eles podem ser responsabilizados administrativamente, inclusive podendo ser expulsos da universidade. A direção tem que chamar seu corpo discente e docente e discutir o que eles querem lá dentro”, disse.

Competência

De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal (PF) de Uberlândia, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, é preciso ficar claro para a comunidade que a PF não tem a missão constitucional de polícia de patrulhamento. “Mas isso não nos impede de fazer patrulhamento em qualquer lugar do Brasil“, afirmou D’Ângelo. Segundo o delegado, a UFU tem seis vezes mais o número do efetivo da PF, que é menor que 60 homens e que atende 60 municípios. “Não é o nosso papel. Poderíamos fazer, mas não temos condições para isso”, disse.

Com relação à alegação da Polícia Militar (PM) de que não era papel da corporação fazer o patrulhamento na UFU por se tratar de uma área federal, conforme divulgado no CORREIO de Uberlândia nesta quinta-feira (24), o delegado D’Ângelo afirmou ser uma argumentação inadmissível. “Estamos falando de uma área pública de uso comum. A PM só precisaria de autorização do reitor caso fosse usar instalações ou edificar, mas entrar, patrulhar e prender pode ser na hora que quiser, sem ter que pedir autorização a ninguém. E isso é válido para a PM e PF”, afirmou.

Assista ao vídeo abaixo:

Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/cidade-e-regiao/policia-federal-mapeia-locais-de-trafico-e-consumo-de-drogas-na-ufu/