terça-feira, 25 de julho de 2017

Jornal de estudantes da UFU apresenta matéria sobre policiamento no campus

Policiamento na universidade: até onde estamos seguros?


Na Universidade Federal de Uberlândia a atuação da Polícia Militar tem levantado discussões.| Foto : Roberto Vicente

Nos últimos anos – em especial, após a tentativa de estupro ocorrida em um dos banheiros da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no campus Santa Mônica, em setembro de 2015 –, a Polícia Militar (PM) se fez mais presente nas imediações da Universidade, atuando com viaturas e motos. Alguns fatos ocorridos recentemente, no entanto, retomaram a discussão sobre a presença policial dentro da instituição.

Um exemplo foi o ocorrido na manhã de 06 de junho deste ano, quando, após denúncia anônima, houve um patrulhamento ostensivo dentro da UFU. A abordagem aconteceu em frente ao bloco do curso de Filosofia, 1U, com poucas testemunhas presentes. Os discentes interpelados estavam em aula vaga, sem posse de nenhum tipo de substância ilícita e, segundo relatos de fontes anônimas, a abordagem ocorreu de forma padrão, com a seguinte sentença: “todo mundo de pé, com a mão na cabeça! Nós vamos revistar!”.

Foi solicitado, inclusive, que estudantes do sexo feminino levantassem a blusa. “A gente simplesmente foi abordado desde o início. Eu já cheguei falando ‘cara, eu queria me sentir segura na universidade, o que é isso?’ Você está indo para a sua aula, são nove horas da manhã e nem café você tomou. Chegam oito policiais e mandam você levantar e pôr a mão na cabeça. No mínimo, você se pergunta se isso está acontecendo”, argumenta uma das jovens, que preferiu não se identificar.

Além disso, houve ameaças de prisão por associação ao tráfico e insinuações de que os discentes portavam drogas ilegais. Por fim, um jovem foi apreendido. Este carregava substância ilícita em sua mochila, entretanto não possuía vínculo com a UFU e não era próximo do grupo de alunos. Dois dias depois, foi realizado um patrulhamento ainda maior no campus, desta vez com apreensão de alunos da Universidade e encaminhamento para o posto policial.

O que dizem especialistas

Segundo o coordenador da Divisão de Vigilância e Segurança Patrimonial (DIVIG) da UFU, João Delfino Diniz, é um dever da Polícia Militar assegurar a segurança pública, não cabendo à DIVIG ações nessa área. Ambos devem agir em consonância. Para o coordenador, casos de abuso de força são isolados, dentro ou fora da universidade. O comando se posicionou como não conivente com essas ações.

Edilson José Graciolli, professor do Instituto de Ciências Sociais (INCIS) da UFU, mostra alguns caminhos para a resolução do problema. Para ele, num primeiro momento, seria interessante a retomada de debates, com a apreciação dos conselhos superiores sobre o uso de álcool e drogas na universidade, além do requerimento de políticas institucionais que abordem tal questão. “Não se trata, ao meu ver, de um problema de gestão, e sim de um problema institucional”, declara o docente.


Mais informações legais sobre o processo se encontram no site da Justiça Federal. O processo consta em número 0011534-56.2013.4.01.3803

Fonte: http://www.agenciaconexoes.org/single-post/2017/07/25/Policiamento-na-universidade-at%C3%A9-onde-estamos-seguros

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Universidade Federal de Uberlândia passa a receber denúncias de violência por aplicativo de mensagens

A partir do dia 26 de junho de 2017, alunos e professores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) têm um novo dispositivo para tentar inibir ações de criminosos no campus - o atendimento por WhatsApp.

O serviço é feito pela Divisão de Vigilância e Segurança Patrimonial da universidade (Divig), de segunda a domingo, das das 7h às 23h.

Segundo o diretor de logística da UFU, Flávio Martins de Freitas, um plano piloto será avaliado nos próximos 45 dias, para medir o impacto e o reflexo na instituição e na comunidade que frequenta os campus. “Ao detectar uma emergência nos campi da UFU de Uberlândia, o cidadão entra em contato pelo WhatsApp com a nossa vigilância e ela já se move para o local da ocorrência para fazer o atendimento” explicou.

Além do campus Santa Mônica, o serviço abrange também os campi Umuarama, Glória e Educação Física. Freitas disse que esta é uma interação entre todos os ambientes da UFU em Uberlândia. “Por exemplo, aconteceu uma denúncia no Campus Educação Física. Nosso vigilante vai receber a denúncia via WhatsApp, aí esse servidor entra em contato com o vigilante que está no campus onde a denúncia foi feita e, se for necessário, esse funcionário vai até o local da ocorrência,” contou.

O número para o serviço no WhatsApp é (34) 99996-4597. Além disso, o atendimento da vigilância por telefone permanece funcionando, através dos números (34) 3292-4366 e (34) 3292-4367.

A universidade também conta com outro projeto para aumentar a segurança, que é a instalação de câmeras de vigilância em toda a área interna, além de um relacionamento mais estreito com a Polícia Militar (PM). A UFU também pretende aumentar a quantidade de vigilantes.

Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/ufu-passa-a-receber-denuncias-de-violencia-por-aplicativo-de-mensagens.ghtml

sexta-feira, 23 de junho de 2017

vigilante é ferido e assaltante baleado na UFRN

Caso aconteceu na noite desta quarta-feira (21). Segundo a PM, criminoso baleado estava fugindo após assaltar casa em Capim Macio

Troca de tiros entre os seguranças da UFRN e assaltantes terminou com um vigilante atingido de raspão e um dos criminosos baleado. O caso aconteceu na noite desta quarta-feira (21) no anel viário do Campus. Outros três criminosos que estavam no veículo fugiram.

Segundo a Polícia Militar, os homens assaltaram uma casa em Capim Macio, no conjunto dos professores, que fica perto da universidade. Eles renderam a família, roubaram itens da casa e levaram uma caminhonete.

Ainda de acordo com a PM, os criminosos estavam em alta velocidade fugindo mas, o carro tinha bloqueador e parou de funcionar na altura do setor II de aulas da universidade. A troca de tiros aconteceu quando os seguranças se aproximaram do veículo e foram recebidos a tiros.

Os outros três homens que estavam no carro conseguiram fugir se escondendo na mata do Parque das Dunas. O vigilante da universidade foi atingido de raspão e levado para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. O criminoso que foi baleado, foi socorrido e não corre risco de morte.

Após a ocorrência, o proprietário do carro roubado recuperou o veículo com todos os pertences dentro.

Fonte: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/em-troca-de-tiros-vigilante-e-ferido-e-assaltante-baleado-na-ufrn.ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-smart&utm_campaign=share-bar

segunda-feira, 12 de junho de 2017

XXVI Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT

Nos dias 09 e 10 de junho, os representantes nacionais e regionais do XXVI Seminário Nacional de Segurança dos Institutos Públicos de Ensino Superior (IPES) e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) se reuniram na sede do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (SINT-IFESgo), em Goiânia-GO. Participaram 22 vigilantes de diversas universidades.

Com o objetivo de organizar o evento, os coordenadores aprovaram a programação e data do seminário. De acordo com a organização, neste ano o seminário vai começar no domingo, porque os locais de debate e alojamento já estavam reservados para outros eventos. O seminário acontece de 01 a 06 de outubro na Universidade Federal de Goiás (UFG). 

Temas atuais 

Na programação, serão abordados temas atuais como as consequências gerais das reformas, a segurança no contexto das reformas, a autonomia universitária e atuação da polícia nas instituições federais de ensino. Também será pauta de discussão a política na segurança da Fasubra, a experiência na UFG. 

Serão ministrados mini-cursos sobre Criminologia: drogas e violência e Gênero e Assédio Moral. Serão realizadas atividades culturais e esportivas e no último dia acontece a eleição e posse da comissão organizadora para o próximo seminário.

Durante a reunião os coordenadores apresentaram os informes referentes a segurança nas universidades em que trabalham. Também foram unânimes sobre as demissões em massa de trabalhadores terceirizados nas instituições, entre os quais vigilantes, causando preocupação. 

De acordo com a organização, “o concurso para o cargo de vigilante não acontece há mais de 20 anos, enquanto isso, ocorre um grande número de aposentadoria desses servidores. A demissão dos vigilantes terceirizados está sobrecarregando os poucos vigilantes orgânicos que ainda restam nos quadros das IFES e EBTT”, denunciaram os organizadores. 

Serviço

XXVI Seminário Nacional de Segurança das IPES e EBTT

Data: 01, 02, 03, 04, 05 e 06 de outubro
Local: Universidade Federal de Goiás (UFG) - SINT-IFESgo
Inscrições serão disponibilizadas em breve no site: www.sint-ifesgo.org.br
Mais informações: SINT-IFESgo
Telefone: 0xx (62) 3261-4465 / 3261-2149

Fonte: http://www.fasubra.org.br/index.php/fasubra/1400-goiania-vai-sediar-o-xxvi-seminario-nacional-de-seguranca-das-ipes-e-ebtt

segunda-feira, 29 de maio de 2017

UFRRJ vai assinar convênio para reforçar a segurança no campus

Conselho Universitário da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) vai autorizar, dentro dos próximos dias, que a reitoria faça um acordo com a Prefeitura de Seropédica para que esta possa ceder 50 homens da Secretaria Municipal de Ordem Pública – esse efetivo será usado no reforço da segurança do campus.

Na segunda-feira, Alexandre de Oliveira Santana, de 36 anos, foi preso enquanto caminhava pelo Centro de Seropédica. Ele foi identificado por três vítimas de estupro na região da UFRRJ. As jovens chamaram a polícia, que o prendeu.

Estudantes fizeram um protesto contra a insegurança na região do campus e chegaram a fechar um trecho da BR-465 e pedir mais segurança. Na última semana, duas alunas da instituição foram estupradas

Na área da UFRRJ, é um hábito comum pegar carona com motoristas, porque o ônibus que leva ao centro de Seropédica passa apenas uma vez no turno da manhã, uma no turno da tarde e um durante a noite. As alunas também reclamam da escuridão ao redor da instituição.

A reitoria confirmou os dois estupros que aconteceram na semana passada e afirmou que está tomando todas as medidas de segurança cabíveis. A Polícia Militar informou que faz o patrulhamento em toda a região.

Assista a matéria completa AQUI!

Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/universidade-federal-rural-do-rj-vai-assinar-convenio-para-reforcar-a-seguranca-no-campus.ghtml

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Campi da UFU recebem policiamento ostensivo

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) informa que a Polícia Militar de Minas Gerais (PM/MG) está fazendo o policiamento ostensivo dentro dos campi Santa Mônica e Umuarama, em Uberlândia. A atuação da PM na universidade está de acordo com a sentença judicial assinada pelo juiz federal Lincoln Rodrigues de Faria em 22 de setembro de 2016 (CLIQUE AQUI para acessar a sentença).

Segundo o prefeito universitário, João Jorge Ribeiro Damasceno, gestores da UFU e da PM têm se reunido nos últimos meses para construir uma parceria que atenda às necessidades de garantir a segurança nos campi e de respeitar ações comuns ao ambiente acadêmico, como manifestações pacíficas, por exemplo.

Além do policiamento ostensivo, a PM também pode ser chamada a qualquer momento e por todo estudante, servidor ou membro da comunidade externa que identifique necessidade de atuação policial dentro das dependências da UFU. Basta ligar no 190 ou no telefone (34) 3224-0750, da 170ª Companhia, situada na Rua Maria Dirce Ribeiro, 275, próxima ao Campus Santa Mônica.

A Divisão de Vigilância e Segurança Patrimonial da UFU pode ser acionada pelo telefone (34) 3292-4366.

Fonte: http://www.comunica.ufu.br/noticia/2017/05/campi-da-ufu-recebem-policiamento-ostensivo

quarta-feira, 3 de maio de 2017

UFV promete reforçar segurança após casos de violência

A incidência de crimes dentro do campus da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata, levou a direção da instituição de ensino a prometer um reforço na segurança do local. Durante reunião entre reitoria, professores e vigilantes, na manhã desta terça-feira (18), foi decidido pelo aumento do número de câmeras no campus e pela instalação de uma cerca elétrica no prédio do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, onde acontece a maioria das ocorrências.

De acordo com um funcionário que não quis ser identificado, a reunião aconteceu depois que homens armados invadiram o prédio do departamento, na tarde dessa segunda-feira (17/04).

Com uma faca, um dos suspeitos teria feito uma aluna refém enquanto outros comparsas roubavam celulares e notebooks dos estudantes. Com medo, um professor teria se trancado na sala de aula com outros alunos. Ninguém foi preso.

Ainda conforme o trabalhador, o quadro de profissionais de segurança da universidade está defasado. “Não contratam ninguém há 20 anos. Hoje, são 40 homens que trabalham em rodízio. Por turno, ficam cinco homens espalhados por toda universidade de 1.500 hectares (cerca de 1.500 campos de futebol)”, conta. Ele ainda relata que várias câmeras instaladas no campus não estão funcionando. A instituição tem 20.970 alunos e 1.241 professores.

Uma aluna de mestrado da UFV diz que a onda de assaltos no local gera medo. “Eu já fui perseguida por um homem e ao passar pela guarita dos vigilantes percebi que estava vazia”, afirmou.

Questionada, a assessoria de imprensa da UFV não comentou os crimes, a suposta defasagem na equipe de segurança nem os problemas nas câmeras. A instituição apenas informou que “a universidade busca reforçar suas ações de segurança em parceria com a Polícia Militar e vigilantes do campus”.

Suspeitos. A Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, na mesma região, que atende Viçosa, informou que está apurando as ocorrências ocorridas dentro da universidade, que é federal.

Professora conta ter sido ameaçada

Uma professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de Viçosa (UFV) foi ameaçada várias vezes pelo mesmo homem na última semana...

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Fonte: O Tempo

domingo, 30 de abril de 2017

Biblioteca da UFRJ tem livros raros furtados

A antiga Biblioteca Central da Universidade do Brasil – atual Biblioteca Pedro Calmon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que abriga raridades do tempo do Império – foi furtada no ano passado, e agora, terminado o levantamento do que sumiu das prateleiras, o que se descobriu é um espanto: o maior furto de livros raros já registrado no País.

Desapareceram 303 obras raras, entre elas os 16 volumes da primeira edição dos Sermões de padre Antônio Vieira (1610) e quase toda a Coleção Brasiliana do acervo, composta por livros de viajantes europeus que registraram flora, fauna e costumes do País dos séculos 17 ao 19. Sumiram preciosidades como Expédition dans les parties centrales de l’Amérique du Sud (1850-1859), do naturalista inglês Francis de Castelnau, com centenas de litografias pintadas à mão; e um livro do etnógrafo alemão Thomas Koch-Grümberg, pioneiro da fotografia antropológica, com 141 fotos de indígenas da região do Rio Japurá, na Amazônia, retratados entre 1903 e 1905. O principal alvo foram obras com gravuras, que costumam ser cortadas a navalha e vendidas separadas.


A suspeita é de que o furto tenha se desenrolado durante os meses de uma reforma no prédio, em 2016. As estantes foram fechadas com bolsas de plástico preto – e foi dentro delas que os ladrões trabalharam.

A princípio, o crime parecia pequeno. Dois criminosos – Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 44 anos, ex-estudante de Biblioteconomia envolvido em furtos de livros desde 1998, e Valnique Bueno, seu comparsa – foram presos pela polícia paulista em novembro, por furtar obras das Faculdades de Arquitetura e Direito da Universidade de São Paulo (USP). Como havia com eles cinco raridades da UFRJ, deu-se o alarme na Praia Vermelha. Hoje, seis meses depois, entende-se a dimensão do crime, bem maior do que a dezena de exemplares. No mercado, pode-se ter ideia de valores: apenas os 27 livros apontados como “mais raros” entre os furtados valem entre R$ 380 mil e R$ 500 mil, segundo um avaliador.

“O ladrão sabia o que roubar, não pegou a esmo”, diz o delegado Marcelo Gondim, da Delegacia de Atendimento ao Turista de São Paulo, que prendeu Laéssio e o comparsa em novembro. “Câmeras de segurança mostram a dupla furtando a USP. Na UFRJ não há imagens, mas o prendemos por receptação. A ligação ao furto no Rio são os próprios livros encontrados com Laéssio e ex-libris da UFRJ jogados em uma lixeira na casa dele.” Em março, três livros da Pedro Calmon foram recuperados pela Receita – seguiam para Europa e tinham como remetente o CPF de Laéssio. Atualmente, a Polícia Federal apura o crime.

Velho conhecido

Ainda sem saber do estrago na instituição carioca, quem trabalha na área comemorou a prisão de Laéssio. Ele é velho conhecido da classe – foi condenado pelo menos três vezes por furto de livros raros e indiciado pela mesma razão “inúmeras vezes”, como indica uma decisão judicial. Os maiores acervos do País já foram suas vítimas, como Biblioteca Mário de Andrade, Museu Nacional, Biblioteca Nacional, Palácio do Itamaraty e Fundação Oswaldo Cruz, entre outros.

A maior parte dos livros nunca foi encontrada – o índice de recuperação é 40%, segundo Raphael Greenhalgh, da Universidade de Brasília (UnB), autor de uma tese de doutorado sobre os maiores furtos no País, nenhum tão numeroso quanto o da Pedro Calmon. Quando os livros retornam, é comum virem adulterados. Num crime pelo qual Laéssio foi condenado, o furto no Museu Nacional, 14 obras raras tiveram as ilustrações navalhadas.

Com o novo crime, o pessoal das bibliotecas voltou a analisar Laéssio – e o que descobriram causou revolta. A vida do criminoso vai virar filme, financiado com dinheiro público. Confissões de um Ladrão de Livros é o título do projeto, apresentado à Agência Nacional do Cinema (Ancine) pela Boutique Filmes. A agência autorizou captação de patrocínio de R$ 771 mil por meio da Lei do Audiovisual. Até aqui a produtora recebeu R$ 600 mil, da Globo Filmes e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O fato de um notório ladrão de acervos públicos receber apoio do governo para ter a vida retratada em filme levou as vítimas a se unirem para protestar. A Câmara Técnica de Segurança de Acervos do Arquivo Nacional, ligada ao Ministério da Justiça, prepara um documento de repúdio à produção. “Parece um escárnio. Nada contra filme sobre crimes, mas, ao autorizar patrocínio, a Ancine chancela os danos ao patrimônio público”, afirma Marcelo Lima, da Câmara Técnica.

A sinopse do filme também causa descontentamento. Alguns trechos: “O melhor de tudo é que Laéssio é real, de carne e osso, e sua escalada no crime pode ser atestada por matérias jornalísticas(…)” e “ao longo de sua caminhada, Laéssio compôs um portfólio incalculável(…)”.

Para as vítimas, são sinais de que o filme pode glamourizar o ladrão. “Falta só colocar nariz de palhaço nos servidores. É o fim da picada”, diz Maria José da Silva Fernandes, diretora do centro de coleções da Biblioteca Nacional. “Não é um Robin Hood dos livros. Ele os retira de uma instituição pública e vende a um particular”, afirma o ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade Luiz Armando Bagolin. “Tentei muitas vezes leis de incentivo para conservar o acervo, e nada. Agora um ladrão da cultura nacional consegue?”, indaga José Tavares Filho, bibliotecário responsável pelo acervo da Pedro Calmon.

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Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

domingo, 23 de abril de 2017

Estudantes se assustam com ameaça de bomba na UFG

A ameaça de bomba no Restaurante Universitário da Universidade Federal de Goiás mobilizou forças policiais e assustou estudantes na tarde desta quarta-feira, 15. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar foi acionado para controlar a situação.

Uma sacola suspeita foi deixada dentro do banheiro do Restaurante e levantou suspeita dos frequentadores do local. Após detonação do objeto realizada pelo Esquadrão Antibombas, foi constatado que não se tratava de objeto explosivo.

As informações são do Diretório Central dos Estudantes da UFG.

Fonte: http://folhaz.com.br/noticias/ameaca-de-bomba-na-ufg/

Universitários são presos por desacato e venda drogas no Campus Santa Mônica da UFU

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sexta-feira, 10 de março de 2017

Apresentação de TCC na UFES é invadida por bandidos e roubam aluna

Uma aluna do curso de Desenho Industrial foi assaltada e mantida refém enquanto aguardava para apresentar o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), na Universidade Federal do Espírito Santo, no campus Goiabeiras, na manhã desta sexta-feira (10), por volta das 9h.

Ela e uma outra pessoa que participaria da banca examinadora do trabalho da estudante estavam uma sala, do Cemuni IV, no campus de Goiabeiras, acertando os últimos detalhes da apresentação. Enquanto um professor se ausentou do local, dois homens armados entraram na sala, abordaram as vítimas e anunciaram o assalto.

"Eles nos trancaram na sala e ficamos lá com eles por cerca de 10 minutos. Fiquei muito assustada, parecia uma eternidade. Hoje seria um dia feliz para mim, encerraria uma etapa da minha vida e fecharia a minha graduação. Não consegui apresentar o trabalho, estou me sentindo péssima", desabafou a estudante. 

Os assaltantes levaram dois notebooks, um da estudante e outra da própria Ufes; um projetor; os celulares das duas vítimas; dinheiro e documentos. Os bandidos trancaram a sala e a as estudantes só conseguiram sair após a saída dos dois homens. 

"Neste momento, muitos alunos já estão de férias e não tem muita gente na universidade. Por conta disso, não achei que eles entraram na sala para fazer nada a não ser pedir alguma informação. Só quando eles se aproximaram e mostraram a arma é que a ficha caiu", conta a universitária que prefere não se identificar.

UFES

Em nota, a Ufes informa que, após a Gerência de Segurança e Logística da Ufes ser acionada, os seguranças terceirizados da universidade perseguiram os suspeitos, mas eles saíram do campus antes que pudessem ser alcançados. A partir daí, a Polícia Militar foi acionada. 

A universidade diz que além de vigilantes armados próprios e terceirizados, o campus de Goiabeiras conta com um sistema de 415 câmeras que funcionam por 24 horas. Por questões de segurança, a Gerência de Segurança não expõe o quantitativo de seguranças que atuam na Universidade. Em caso de movimentação suspeita, vigilantes que rondam o campus são acionados. Caso seja necessário, é solicitado o reforço das polícias Militar e Civil. 

As imagens foram capturadas e serão disponibilizadas à polícia. 

A Gerência de Segurança da Ufes informa, ainda, que qualquer caso de roubo ou de ameaça à segurança deve ser comunicado por meio do telefone 4009-2727, que funciona 24 horas.

Fonte: http://novo.gazetaonline.com.br/noticias/cidades/2017/03/bandidos-invadem-apresentacao-de-tcc-e-roubam-aluna-em-sala-da-ufes-1014032502.html

quinta-feira, 9 de março de 2017

Assalto é registrado novamente no campus Santa Mônica da UFU

Um estudante foi assaltado na noite desta segunda-feira (7), no Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). De acordo com a Diretoria de Comunicação (Dirco) da instituição, um suspeito, armado com uma faca, rendeu o aluno próximos aos blocos 1J e 1F, por volta das 19h e roubou o celular da vítima. Este é o segundo roubo no campus em menos de sete dias. No último dia 1º, um aluno do curso de Administração e um professor foram assaltados dentro de uma sala de aula, no bloco 3Q.

Segundo a assessoria de comuniçação, o setor de vigilância fez um registro interno da ocorrência. O estudante foi orientado a procurar a polícia para registrar boletim de ocorrência. A PM informou ao G1 que não foi registrada nenhuma ocorrência referente ao roubo.

A UFU informou ainda que uma reunião foi realizada na tarde desta terça, mas não foi conclusiva e que a instituição está em processo de entedimento com a PM para discutir ações que possam diminuir os índices de violência nos campi. A assessoria destacou também que o motivo do encontro não foi o assalto registrado nesta segunda, pois a reunião já estava agendada.

CLIQUE AQUI, para ler a matéria completa.

Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2017/03/mais-um-assalto-e-registrado-em-campus-da-ufu-em-uberlandia.html
Enviado por: Mozarte - UFRGS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

28 pessoas são presas em ação contra desvio de recursos públicos na UFPR

Fonte: G1

A Polícia Federal (PF) realiza uma operação para combater a prática de desvio de recursos públicos destinados à Universidade Federal do Paraná (UFPR) na manhã desta quarta-feira (15) em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. A ação foi batizada de 'Research'.

De acordo com a Polícia Federal, 28 pessoas tinham sido presas até o fim da manhã.

A secretária da pró-reitoria de Planejamento e Orçamento, Tânia Márcia Catapan, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça, que é chefe do setor de Orçamento e Finanças do mesmo setor, são suspeitas de ser as principais responsáveis pelo desvio de, pelo menos, R$ 7,3 milhões em bolsas de pesquisa para 27 pessoas.

Ambas foram presas pela manhã e tiveram o exercício da função pública suspenso pelo juiz Marcos Josegrei da Silva.

"Há indícios substanciais, portanto, de autoria delitiva direta em relação às servidoras públicas federais CONCEIÇÃO ABADIA DE ABREU MENDONÇA e TÂNIA MARCIA CATAPAN quanto aos desvios de recursos públicos objeto de investigação. A esta altura vale a pena recordar que CONCEIÇÃO MENDONÇA anteriormente já foi denunciada pelas práticas no ano de 2008 dos crimes capitulados nos arts. 312 do CP (peculato) e no art. 89 da Lei nº 8666/93 (fraude em procedimento licitatório)", disse o juiz no despacho em que autorizou as prisões.

Na decisão, o juiz ressaltou ainda que "os processos concessórios das bolsas não foram encontrados e, ao que tudo está a indicar, nem mesmo existiam". 

"Os desembolsos eram autorizados pela Instituição de Ensino com base em singelos expedientes que levavam os nomes dos beneficiários e os valores a serem pagos. Esse estado de coisas conduziu a pagamentos mensais a quem sequer vínculo com a Universidade possuía ocasionando um desfalque inaceitável de mais de R$ 7 milhões em um período superior a três anos sem que, para dizer o mínimo, ninguém da instituição de ensino percebesse, ainda que os fatos se repetissem mensalmente", declarou Josegrei.

O G1 tentará contato com os advogados dos envolvidos. De acordo com a Justiça Federal, até as 10h50, os investigados não tinham advogado constituído.

Ao todo, foram expedidos 73 mandados judiciais, sendo 29 de prisão temporária, 8 de condução coercitivas, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 36 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, estão dois funcionários públicos federais.

As prisões têm prazo de cinco dias e podem ser prorrogadas pelo mesmo período ou convertidas para preventivas, que é quando os presos ficam detidos por tempo indeterminado.

Investigações apuram repasse irregular de recursos

As investigações apuraram o repasse irregular de recursos mediante pagamentos sistemáticos, fraudulentos e milionários de bolsas a inúmeras pessoas sem vínculos com a universidade no período entre 2013 e 2016, segundo a PF.

Ainda conforme os policiais, há indícios concretos de fraudes em pagamentos de título de auxílio a pesquisadores, bolsas de estudo no país e no exterior a diversas pessoas que não tinham vínculo com a Universidade Federal do Paraná.

A operação é realizada em parceria com a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União. 

Em nota, a UFPR disse que as suspeitas de irregularidades no pagamento de bolsas e auxílios são objeto de investigações internas na UFPR desde dezembro de 2016, quando a própria universidade também tomou a iniciativa de encaminhar o caso à Polícia Federal, para investigação criminal. 

Leia matéria completa AQUI!

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Violência instaurada dentro da Academia: Suspeitos de tráfico de drogas são detidos dentro da UFPA

Quatro suspeitos de tráfico de drogas foram detidos nesta quinta-feira (9), dentro da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, bairro do Guamá. Com os presos, os policiais civis apreenderam 13 porções de maconha, na forma conhecida por "limãozinho", e 40 tiras e três tabletes de "skank" - maconha modificada em laboratório.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos não são alunos da universidade, e foram detidos após três dias de investigações. De acordo com o delegado da Seccional do Guamá, Daniel Castro, os suspeitos vendiam entorpecentes na área do Vadião, que fica na orla na UFPA.

Segundo o delegado Daniel Castro, diretor da Seccional Urbana do Guamá, a operação policial atendeu a uma demanda feita pela própria direção da UFPA em relação ao tráfico de drogas que vinha ocorrendo na área do "vadião". "Isso vinha incomodando as pessoas que frequentam o setor médico, o setor bancário e o restaurante dos funcionários, porque o tráfico de drogas estava descarado no local", disse o delegado.

A operação foi articulada em conjunto com o Núcleo de Segurança da UFPA. "Foram efetuadas filmagens no campus, onde se constatou que a venda de drogas estava ininterrupta no local", diz o delegado.

Leia a matéria na integra AQUI!

Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2017/02/suspeitos-de-trafico-de-drogas-sao-detidos-dentro-da-ufpa-em-belem.html
Enviado por: Mozarte - UFRGS

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

SEGURANÇA NA UFSCar

Alunos falam da insegurança. Bandidos invadiram o prédio da reitoria no fim de semana. A TV UFSCar mostra também como a universidade pretende encarar o problema.
Publicado em 25 de jan de 2017